Com castanhas e afeto

Ontem, entreguei a minha primeira encomenda: um bolo de cenoura com castanhas.

Uma amiga – uma das minhas testadoras oficiais de receitas – comentou que amou o bolo de cenoura que fiz e queria um para o fim de semana.

Eu estava no meio da arrumação de mala para viajar, mas não podia deixar de atender a vontade de uma cliente tão especial.

Arruma mala aqui, bate o bolo ali e, para completar o agito, ao mesmo tempo, eu e a Pê começamos a testar o conteúdo do blog.

Ainda falta muito, temos que cuidar da identidade visual, alguns vários detalhes técnicos, mas ele está tomando forma, crescendo, como o bolo ali no forno…

bolo, bolo de cenoura, lanche 

O pedido era simples, rápido de fazer, o blog também: simples e rápido de fazer. Mas foi um momento muito especial: o momento que a minha vida nova começou!

E, para marcar a data, é claro que minha amiga ganhou o bolo como presente de pedido número 1. Merecido, né?!

Que esta receitinha simbolize todo o nosso carinho e agradecimento àqueles que nos apóiam. Com castanhas e afeto.

 
Bolo de cenoura com castanhas

– 3 cenouras médias (cerca de 300g)

– 3 ovos

– 1 xic. (menos 1 dedo) de óleo

– 1 ½ xíc de açúcar

– 1 ½ xic de farinha de trigo peneirada

– 1 col. (sobremesa) rasa de fermento

– 1 xic. de um mix de castanhas-do-pará e nozes quebradas grosseiramente (se preferir pode outra castanha de sua preferência)

Colocar em um liquidificador, as cenouras, óleo, açúcar e gemas. Bata tudo até ficar um creme homogêneo. Despejar em uma vasilha.

Separadamente, bater as claras em neve. Reservar.

Pegar uma colher da farinha e misturar às castanhas e adicionar ao creme. Acrescentar o resto da farinha de trigo e o fermento ao creme misturando com movimentos suaves.

Acrescentar as claras em neve, aos poucos, misturando levemente, de baixo para cima.

Despejar em uma forma untada e enfarinhada. Levar para assar em forno pré-aquecido à 180oC por cerca de 35 min.

Olha a empada aí!

Estou no Brasil. Mais especificamente em São Paulo. E como todo expatriado que põe o pé no seu país depois de uma temporada fora, fui logo em busca de comida.

Estava louca para comer coxinhas, empadinhas, bolinhos de tudo o que é tipo com os mais variados recheios…

E me vi em uma maratona de comer empadinhas (e ganhar alguns quilos na balança)  – louca! Comecei a procurar quais eram as empadinhas do momento, os recheios e os lugares que definitivamente eu deveria visitar.

Comecei pela Ofner, por acaso. Estava de passagem pelo Shopping Ibirapuera para tentar comprar um chip para meu celular pré-pago – que burocracia! – quando vi aqueles quitutes sorrindo prá mim numa vitrine extremamente organizada e recheada das mais deliciosas e lindas empadinhas, coxinhas, risolis, pastéis… Era o Paraíso naquela terça-feira onde tudo parecia dar errado!

Antes de começar minha degustação de empadinhas, comi uma coxinha com catupiry de derreteu na minha boca. Não precisei mastiga-la. Foi morder e glup! Aquele purezinho de batata misturado ao frango bem temperado, sem aquele gosto caracteristico de caldo Knorr presente nas coxinhas de padaria, e a cremosidade do catupiry desceram pela minha guela e alegraram meu dia. Queria mais uma, duas, ou até três!

Mas a atendente da Ofner viu o meu orgasmo frente a vitrine e perguntou se havia muito que e não comia esta coxinha. Rapidamente, para que ela voltasse a trabalhar e me desse outra coxinha, expliquei minha situação de morar fora de São Paulo há mais de 10 anos. Ela, então, gentilmente me ofereceu comer a empadinha. Até então, eu nem pensava nessa maratona empadológica!

Pedi a camarão. Qual foi a minha surpresa! A empadinha de camarão da Ofner é preparada com azeite de dende! Parecia uma moqueca dentro de uma massa muito fininha, saborosa e flaky. A minha perspectiva mudou. Não queria mais comer nenhuma coxinha na minha vida e pensei que talvez fosse essa a minha refeição no corredor da morte. Por alguns segundos estava em transe onde o sabor e o aroma da Bahia vieram a minha mente e me deixaram um tanto nostálgica. Estava realmente feliz por estar de volta a São Paulo.

Foi ai que resolvi experimentar outras empadinhas já que este salgadinho é vendido de docerias a padarias, de quiosques a botecos.

Fui no Rancho da Empada e comprei os mais variados sabores e claro, uma de camarão, para poder comparar. A massa, extremamente quebradiçasequinha é o ponto alto destas empadinhas. Mas os recheios de espinafre e queijo branco e de abóbora também são deliciosos. Mas a de camarão ficou atrás da sua concorrente Ofner. Apesar de ter mais camarões em seu recheio, o sabor do dendê da Ofner é algo muito marcante.

Sem querer, no dia seguinte, me deparei com um outro quiosque de empadinhas: Empada Caipira, no WalMart. Nem de longe – muito menos de perto – as empadas pareciam ser páreo para as suas concorrentes anteriores. Mas como me embrenhei nesta maratona pedi uma de camarão e provei. Mas não o deveria ter feito. Um gosto ransoso e de muita gordura hidrogenada  ficou empregnado no meu céu da boca. Coca-light, por favor!!! Mesmo sendo PLUS! Que para mim, sinceramente não tem nada de diferente além da latinha.

Minha última empadinha de camarão nestes quatro dias comi na padaria da esquina aqui de casa. Que surpresa. Não tinha azeite de dendê, mas a massa era deliciosa, sequinha e seu recheio muito fato. Camarões picados e azeitona com um molho de tomate caseiro. Perguntei pro Seu Gonçalves e ele me disse que sua mulher que prepara. E muito bem!

Na próxima semana vou a Curitiba onde tem a famosa Empada do Caruso. Infelizmente, já vou com o estômago preparado para comer uma empadinha que não me agrada pois sua massa não é tradicional de empada, mas é uma massa folhada. Não sei este segredo, mas vou tentar descobrir e volto prá postar e ver se a minha saudade de comer empadas mudou o meu conceito das empadinhas do Caruso!

Docerias Ofner
Shopping Ibirapuera – Piso Jurupis

Rancho da Empada
Domingos de Morais, 2026
V. Mariana

Empada Caipira
Quiosque WalMart Osasco
Av. dos Autonomistas, 1768

Padaria San Marino
Rua Santa Cruz, 994

Ainda sobre falafel…

Fallafel, arábe, petisco, lanche

Lendo o post sobre o sanduíche de falafel em Paris, minha cunhada me pediu uma receitinha para poder fazer em casa. Então aí vai uma que fiz outro dia…

 

 

Fallafel, arábe, petisco, lanche
Esse falafel com uma cervejinha...

Falafel

– 250 g de grão-de-bico sem pele (é bom deixá-lo de molho por, pelo menos, 3 horas)

–  250 g de batata cozida e espremida (como para purê)

– 1 cebola picada bem miúda

– 2 dentes de alho amassados

1/2 xíc. (chá) de coentro (ou salsinha para quem tem restrição) picada

– 1 colher (chá) de cominho em casino spiele

-1 pimenta dedo de moça bem picadinha

–  sal e pimenta (árabe ou do reino branca) moída a gosto

– 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

– óleo para fritar

Num processador coloque grão-de-bico sem pele e processe até virar casino online uma massa. Coloque em uma vasilha e adicione a batata, cebola, alhos, cominho, coentro, sal, pimentas e, por último, bicarbonato de sódio. Misture muito bem.

Em seguida, faça pequenos bolinhos e frite-os em óleo não muito quente (150ºC a 160ºC) para cozinhar por dentro e dourar por fora.

Sirva imediatamente, com uma saladinha ou em sanduíche. O molho tarrine combina super bem com o falafel. Bom apetite!!!

* se quiser fazer uma opção um pouco mais light, pode-se assar o falafel, mas não é a mesma coisa…