Arriba, México!

O mês de setembro é um mês muito festivo aqui no México. Na virada do dia 15 para o dia 16 celebramos o Grito da Independência. E este ano, ainda, comemora-se 200 anos de Independência e 100 da Revolução. O país está tricolor, com as cores da bandeira por todos os lados… E só hoje me dei conta que ainda não postei nehuma receita de comida mexicana!

Bien, a ver… Confesso que ainda sou uma pequena aprendiz desta culinária tão laboriosa e cheia de melindres. E cozinho muito pouco a comida mexicana. Como adoro comê-la deixo a preparação para os experts. E, ao final, confesso que sou chicken! Tenho um receio de decepcionar naquilo que não domino.

Por esta razão, e como não queria ninguém me chamando de galinha (no sentido medroso da palavra!) por ai me enfiei num intensivo de chiles, pepitas, moles, tamales e nada parecido com Tex Mex para chegar a conclusão que quando se tem paixão tudo fica mais fácil! E me lembrei de um prato que sou apaixonada! Que é realmente um sucesso nacional: Chilaquiles! Apesar dos mexicanos comerem para o café da manhã, para mim combina muito bem com qualquer refeição do dia. Uma receita muito fácil, muito típica e muito deliciosa. Além do que também pesquisei e todos os ingredientes podem ser encontrados de Norte a Sul, no Brasil, na Inglaterra, nos EUA, onde quer que você esteja! Arriba!

E existem muitas variações como gratinados, com ovo frito por cima, com fatias de abacate, com frijoles refritos… Então não seja chicken como eu e invente o seu!

Chilaquiles Rojos * – Minha versão! para 4 pessoas

12 tortillas de milho ou de farinha de trigo cortadas em 8 triagulos

6 tomates

2 dentes de alho

1 ramo de coentro

Chiles vermelhos a gosto (eu não uso mais que 4 para esta receita)

2 colheres de sopa de azeite de oliva

sal e pimenta do reino

1/2 xícara de creme de leite fresco

1/2 xícara de queijo fresco destroçado

1 cebola cortada em juliana

1/2 xícara de peito de frango desfiado

Assar as fatias de tortilla em forno pre aquecido a 140 graus até que se sequem e fiquem crocantes.

No liquidificador bater os tomates, alho, coentro, chile e refogar esta salsa roja em azeite de oliva por 5 minutos. Sazonar com sal e pimenta a gosto.

Numa travessa montar as tortillas, salsa roja, frango desfiado, creme de leite, queijo e cebola.  Servir imediatamente!

* Se você encontrar tomatillos verdes faça uma salsa verde com chiles verdes. É a minha favorita!

PS. Para as Festas Pátrias prepararei Chiles en Nogada. Esperem só…

Para animar o fim de semana!

Hamburguer

HamburguerVárias amigas me pedem dicas de comidinhas fáceis que possam entreter pais e filhos. Esta é uma delas…

Muita gente torce o nariz quando você convida para um lanche rápido, como comer um hambúrguer em casa. Já sai pensando que você comprou aquela caixinha no supermercado e pronto. Mas fazer hamburguer também pode ser um programa divertido e delicioso para qualquer idade.  E nem precisa ser muito calórico, não. Um belo hambúrger com salada cai super bem!

Outro dia, convidei uns amigos para este programa. Nem preciso comentar que o sucesso foi total. Eu, tentando voltar ao corpo de antes da gravidez (se é que isso é possível) fiquei só no hamburguer com salada!

Hamburguer de Carne

-800g da carne de sua preferência moída (alcatra, patinho, picanha, fraldinha / se quiser variar, pode-se fazer de carneiro, frango até de pernil)

-100g de bacon moídos juntamente com a carne (você pode pedir isso The cost of your health affordablehealth.info through the marketplace depends on your income, so only those making less than 400% of the Federal poverty level will be able to use cost assistance to obtain free or low cost health insurance. ao seu açougueiro)

– 1 cebola média moída ou ralada

– 2 dentes de alho

– 1 pimenta dedo de moça picada bem miudinha.

– sal a gosto (eu coloco para esta quantidade uma colher de sobremesa rasa)

– 1 col. (de chá) de canela em pó

– 1 col. (de sopa) de azeite

Modo de preparo:

Misturar todos os ingredientes em uma vasilha. Moldar com as mãos (se você tiver, pode utilizar molde redondo de cerca de 85mm), fazendo inicialmente uma bolinha bem compacta e depois apertando para chegar no formato. Serão cerca de 6 hamburguer grandes (150g cada – para adulto nenhum botar defeito). Para criança, recomendo fazer porções menores. Reservar.

Grelhar em frigideira antiaderente ou, para ser sucesso absoluto, em uma churrasqueira. Como ao grelhar um filé, ponha de um lado, espere dourar até metade e vire.

A partir daí, utilize sua imaginação: Pães de hamburguers tradicionais ou especiais, mostardas, maioneses, saladas, queijos, picles… deixe tudo disponível e cada um monta o prato, conforme seu gosto.

Todos sairão pedindo bis! Experimente neste fim de semana!

Torta de “Resto”

Acreditem se quiser. Eu tenho uma amiga que não tem uma receita sequer da famosa torta salgada de liquidificador!

Passamos o final de semana juntas e em dado momento, CV(os nomes foram preservados para guardar a privacidade da protagonista!!!!) me diz “Ai, queria tanto fazer aquela torta salgada de liquidificador mas não tenho nenhuma receita…”. Pensei ser impossível ninguém ter a receita da tradicional torta de sardinhas da avó, ou da torta de queijo da sogra, ou da Torta de Resto da D. Edna!

Sábado a tarde na casa onde me criei. Dia de limpeza geral, principalmente na cozinha. A geladeira se esvaziava para encher uma assadeira com as sobras de comidas que se acumularam durante a semana. E nada ia para o lixo. Ou quase nada. Na mão de minha mãe tudo se transformaria na sua deliciosa “Torta de Resto”, assim apelidada pelo meu primeiro namoradinho que não deixava de ir um só sábado a minha casa. Não para me ver, mas para saborear a especialidade da sogra!

Como recheio, foram os mais variados sabores. Como já disse era tudo o que estivesse dando sopa na geladeira: queijos, presunto, verduras e legumes. Quando a feira não era suficiente, umas boas latas de atum ou sardinha se juntavam a mistureba para compor a tal torta! E não sobrava um pedaço prá levar prá casa!

Resolvi, então, homenagear minha mãe e satisfazer a vontade de uma amiga querida passando a “receita de família”. Uma pena que não sobrou um só pedaço para ela provar!

Torta de Resto da D. Edna

3 ovos

1/2 xícara de óleo

1 1/2 xícaras de leite

3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

13 colheres de farinha de trigo (será este o segredo!?!)

1 colher de sopa de fermento em pó

Para o recheio usar suas sobras ou a criatividade! Nesta da foto usei sardinhas em conserva, queijo e cebolas caramelizadas. Só tome cuidado com recheios que contenham muito líquido (marinadas, etc) pois sua massa pode ficar empapada.

Pré aquecer o forno a 180 graus.

No liquidificador, bater os ovos com o óleo, o leite e o queijo. Acrescentar a farinha colocando as colheradas 1 a 1. Misturar o fermento, sem bater.

Em uma assadeira untada com manteiga e farinha de rosca colocar metade da massa, o recheio e por cima o restante da massa. Polvilhar com farinha de rosca. Assar por 40 minutos ou até que sua torta esteja levemente dourada.

Em tempo: se não utilizar ingredientes muito salgados para seu recheio (queijo, sardinha, etc) acrescente 1 colher de chá de sal na massa.

Ovos Jo!e

Muitos de vocês me conhecem muito pouco para saber que eu sou loooooooooooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuuca por tranqueiras de cozinha (porém, todas SUPER ÚTEIS!!).

Não compro bolsas, sapatos ou roupas caras, mas sou capaz de comprar facas coloridas, colherinhas para mel, descascadores de nozes de todos os tipos e modelos, com as mais de mil e uma utilidades em uma tacada só!

Por isso eu só poderia ter vindo parar na cozinha! Não daria certo uma advogada com um taillerzinho da Lojas Marisa e um avental de cozinha Vivienne Westwood!

Minha útima aquisição, além de linda(!) é muito útil. Uma das mais úteis que já comprei! Olha essa carinha olhando pra mim: É um recipiente para cozinhar ovos no microondas. Meu filho come, todas as manhãs, 1 ovo mole para seu café da manhã. Só que ele não imagina que o ovo não sai pronto da cloaca da galinha!!! E não tem paciência para esperar a água ferver, o que demora mais em altitude, e nem sempre o ovo fica do jeitinho que a  Vossa Excelência deseja…

Mas com esse novo gadget, tudo ficou bem. Em 3’33” tenho um ovo mole perfeito para os padrões do meu pequeno: clara cozidinha e gema mole. Hummm!

E fui xeretar no site da Jo!e, que é a empresa que fabrica esta fofura e olhem só tudo o que eu encontrei! De enlouquecer! Agora sim viro uma kitchen gadget freak!!

Tomate que te quero verde… vermelho, amarelo, laranja, rajado!

Nunca fui muito fã de tomates. Sempre os considerei ácidos, duros e sem gosto. Sua casca me incomodava e precisava de muito açúcar e manjericão para me fazer desfrutar de um molho ao sugo. Isso lá nos idos de… Deixa prá lá! Quando eu era criança!

Mas faz alguns anos isso mudou. Desde que fui morar em Londres descobri os melhores tomates da minha vida! Já os havia comido em viagens a Itália e ao Sul da França, mas quando se está de passagem por um lugar, nada nos resta senão a lembrança… Mas em “mi Londres querida” (!) faziam parte do meu dia-a-dia. Eram de todos os tipos, cores, aromas e sabores. Doces que eu os comia como fruta, de sobremesa. Well… Ok, ok, tomate É uma fruta, mas não é tratado assim, verdade? Outros bem mais maduros viravam uma passata rapidamente frita com alho e azeite de oliva para compor uma bruschetta e um almoço leve e saudável… Adorava comprá-los ainda nas ramas. Quando chegava em casa e os colocava na fruteira (sim, na fruteira; nada de geladeira para meus tomates!) em poucos minutos toda a cozinha estava empregnada com seu aroma. Os verdes, verdes mesmo, não imaturos! iam para a frigideira junto com as deliciosas salsichas de um café da manhã tipicamente inglês! Que saudades…

Aqui, de diferente, eu só conhecia mesmo o tomatillo verde, mexicano, ácido e usado para as salsas mexicanas. Não se come cru. E não é que a busca se acabou! Esta semana buscando por ingredientes “exócticos” no Mercado San Juan encontrei uma barraca de tomates maravilhosos! Na verdade, senti o cheiro de tomate maduro e fui pelo meu olfato! Ah… Ali estavam. Como eu sempre os imaginei… De várias formas, tamanhos e cores. Logo pensei em milhões de receitas. Conversando com o proprietário da barraca fui informada que são produzidos aqui no México, em uma estufa da empresa canadense SUNSET(r), desde “sempre”! Talvez eu é que não tenha sabido buscar.

A empresa ainda é eco-friendly e trabalha num projeto chamado Green Grass Project, que visa reduzir, reaproveitar, reciclar. São três fases onde o processo de cultivo, embalagem e distribuição são totalmente voltados para o reaproveitamento de solo, fertilizantes de casca de côco, água reciclada e tratada, diminuição de consumo de energia elétrica e por ai vai! Muito bacana o que também tornou meus tomates muitos mais saborosos!!

No final acabei levando um montão pra casa! A variedade Campari(r) que são de sementes européias com doçura e acidez super equilibrados recheei de arroz selvagem, pesto e queijo feta.

Também comprei a variedade Gourmet Medley composta por Splendido(r), Amarelos, Campari(r), Kumato(r) e fiz uma deliciosa e fresquisima salada com grão de bico, cebola roxa e alface Lollo Rosso. Com os deliciosos super maduros Splendido fiz um confit de tomates (receita abaixo).

Ainda pesquisando no site da Sunset(R) descobri que existe um tomate ainda mais doce! Eles prometem ser o tomate mais doce que alguém já provou em sua vida! Mas este ainda não tem por aqui… Esperar…

CONFIT DE TOMATE

Adoro prepará-la para dar de presente para os amigos.
1 kg de tomates maduros, em rama, se possível
1 litro de azeite de oliva de sabor leve (eu usei Borges…)
2 ramos de tomilho
1 ramo de alecrim
1 folha de louro
2 dentes de alho, descascados e cortados em metades
1 colher de chá de grãos de pimenta branca, quebradas
sal
Retirar a casca dos tomates*, cortá-los em metades ou quartos, dependendo do tamanho e retirar as sementes.
Aquecer o azeite de oliva em uma panela suficientemente grande para a quantidade de tomates a 150 graus. Coloque os tomates, tomilho, alecrim, louro, alhos e as pimentas. Reduza a temperatura e cozinhe até atingir 70 graus, uns 15 a 20 minutos dependendo de quão maduros estejam os tomates (quanto mais maduros menor o tempo de cozimento).
Desligue o fogo e deixe os tomates esfriarem na panela. Depois de frios tranfira para um recipiente de vidro com tampa esterilizado. Coloque suficiente azeite para cobri-los e acrescente também os alhos e ervas. Coloque cling film e a tampa.
Retire os tomates do azeite e acrescente sal a gosto antes de servi-los. Pode ser guardado na geladeira por até 2 semanas.
* Para retirar a casca dos tomates facilmente, faça um corte em forma de cruz em cada um dos tomates e deixe de 15 a 30 segundos em água fervente. Não deixe mais tempo que isso pois senão os seus tomates cozinharão! Retire a pele com ajuda de uma faquinha de cozinha.



Enrolando…

Rocambole

RocambolePreciso confessar uma coisa: ando super nostálgica ultimamente. Vasculhando livros, cadernos, memórias para regatar receitas que me trazem aquele gostinho de casa da vó, de família, de conforto.

Nestas buscas, deparei-me com uma receitinha de rocambole que minha tia aprendeu no interior de Minas e  incorporou como da família e, hoje, segue fazendo na Bahia. Super fácil de fazer e deliciosa! Não acreditei que dava certo, mas ficou sensacional. Ótimo para aquele dia de preguiça. Experimente!

Rocambole Fácil da Tia Bete


– 5 ovos

– 3/4 de xíc. de açucar refinado

– 3/4 de xíc. de farinha de trigo

– 1 col. café de baunilha

– 2 latas de leite condensado

– manteiga para untar

Modo de preparo:

Coloque os ovos inteiros na batedeira e acrescente o acúcar e a baunilha.  Ligue a batedeira e deixe dobrar o volume. 

Enquanto isso, unte muito bem uma  forma com bastante manteiga sem sal e cubra toda a forma com o leite condensado. Reservar. 

A seguir, coloque a farinha de trigo na batedeira.  Não deixar bater muito, apenas para  misturar.   Colocar a massa batida sobre o leite condensado cuidadosamente. Asse em forno moderado (180 graus) já pré-aquecido por volta de 40 minutos ou até dourar levemente o pão-de-ló.  Deixe esfriar e, sobre um papel manteiga, polvilhe açúcar refinado e vire a forma já assada e fria.   Enrole e decore à gosto.

Rocambole de doce de leite

Nota: Se vc quiser, pode antes de enrolar colocar morangos (ou outra fruta de sua preferência)  picados sobre o doce de leite condensado e enrolar em seguida. Caso queira fazer recheio de chocolate, acrescentar 2 colheres de sopa de chocolate em pó ao leite condensado.

As pastinacas de Gordon Ramsay e meus chuchus…

Estava assistindo ao programa “F Word” do chef  Gordon Ramsay, que aqui no México é transmitido pela BBC e pelo canal Casa Club TV e o chef estava indignado pela falta de interesse dos Britânicos pelo parsnip (Pastinaca sativa – foto). Em português a tradução é cherovia em flor, chirívia, chirivia, cherovia, cherivia, cherívia, cheruvia ou pastinaga, mas não me lembro de tê-la visto no Brasil enquanto lá morei.

Para quem nunca viu este programa, chef Ramsay contrata uma equipe de não cozinheiros para cozinhar para convidados e estes decidem se pagam ou não pelo jantar. Muito bem… O parsnip entrou como acompanhamento no prato principal que consistia de um peito de frango servido com purê de batatas.  Quando o chef  foi ao salão perguntar a seus convidados como estava o prato principal ninguém citava o suculento peito de frango, mas a delícia de descobrir parsnips glaceados, deliciosamente crocantes por fora e “aguadinhos” por dentro.  E o chef questionava: “E por que não comem parsnip em casa?”. A resposta era comum: “O quê? Esta raiz insossa, sem gosto e aguada? Substituir um delicioso purê de batatas por um purê de parsnip? Nem pensar!”

Estes comentários logo me remeteram o nosso delicioso (!) chuchu (Sechium edule). Sempre gostei do chuchu exatamente pela quantidade de água que contém e para mim tem um sabor todo peculiar – será que só eu consigo senti-lo?

Ademais me lembro muito da minha avó que fazia um chuchu com carne moída que era de lamber os beiços e pedir para repetir. Acredito que o que acontece com o chuchu, igualmente que com o parsnip, é que muita gente não sabe como utilizá-lo. Ou é um refogadinho ou um suflê e morre aí a criatividade com um ingrediente tão versátil como este.

Roberta Sudbrack tem feito uma extensa pesquisa sobre esta hortaliça. Infelizmente, morando atualmente no México, ainda não tive a oportunidade de provar nenhuma de suas criações mas tenho acompanhado pela internet toda essa sua proeza!

Também aprendi a comê-lo cru. Quando trabalhei no finado Restaurante Mocotó, em Londres, servíamos uma salada de chuchu cru que era um sucesso. Nada mais é que chuchu cortado em julianas muito fininhas com uma Salse Remoulade: Chuchulade. Bem brasileiro!

Mas aqui no México sua utilização é ampla e vem desde a época dos Astecas. É utilizado em saladas, cremes, recheados, gratinados, sopas, bolos e tortas. Para os não tão light, chuchu empanado e frito fica delicioso! 

Tenho muitas receitas, e divido com vocês uma sopa que, além de deliciosa, é muito fácil. Se quiserem saber de outras, fico feliz em enviá-las.

Chuchu muito versátil

Sopa Creme de Chuchu

1 ou 2 tiras de bacon picadas
1 cebola media, cortada em cubos
sal e pimenta do reino a gosto
5 xícaras de caldo de galinha, caldo de legumes ou água
2 folhas de louro
1 batata pequena, cortada em cubos
4 chuchus médio, descascados e sem sementes cortados em cubos
1 xícara de creme de leite fresco
cebolinha e limão para guarnecer

Em uma panela grande, frite o bacon picado lentamente em fogo baixo  até toda a gordura desprender e o bacon ficar crocante. Reserve. Adicione a cebola picada, sal e pimenta e refogue, mexendo ocasionalmente, até ficarem macias, cerca de 5 minutos. Adicione a batata e o chuchu e refogue por uns minutos. Acrescente o caldo de frango, folhas de louro e cozinhe 20 minutos ou até que os legumes estejam macios. Descarte a folha de louro e processe os legumes com o caldo no liquidificador ou blender. Volte para a panela e adicione o creme de leite. Se preferir um creme menos espesso passe a mistura por um coador. Deixe ferver, corrija o sal, lembrando-se de que o bacon agregará um quê salgadinho ao final. Salpique com o bacon e cebolinha picados e sirva imediatamente com fatias de limão.

Para uma versão mais light, substitua o bacon por 2 colheres de sopa de azeite de oliva e omita o creme de leite, ou use um fat free.

Os Sonhos da Vovó Nhá

Sonho, Bolinho de Chuva

Tempinho frio, chuvinha… isso dá vontade de ficar em casa, em baixo de um cobertor, comendo uma coisa bem gostosa, né? E foi bem em um dia destes que me peguei fazendo uma receita que lembra muito a minha infância. Não só a minha, mas da minha mãe,  tios e provavelmente a sua também!

Imagine uma família com 15 (isso mesmo, quinze!) filhos, em uma época que não se tinha televisão, video games ou qualquer coisa que o valha para a distração geral.

Imagine agora uma fazenda, um fogão à lenha funcionando a todo vapor e um enorme banco de madeira repleto de crianças calmas e quietinhas…

Como isso era possível? Apenas com os sonhos da vovó Nhá!

Não, não é imaginação não. Era e é real. Desde de nova, lembro-me da minha mãe fazendo estas delícias e contando-nos esta história. E, hoje, quando bate a saudade de tempos que não voltam mais, pego-me fazendo esta receita.

Como você pode ver na foto, ele se parece muito com os famosos bolinhos de chuva. Mas esta massa é cozida… na verdade muito próxima a de um profiteroles (tema de outro post que colocar em breve), porém este último é assado. Pois bem, a receita que passou de geração para geração, escrevo aqui com muito carinho, entre uma mordida e outra…

Ingredientes: 

– 3 xíc. de água

– 2 col. (sopa) de manteiga com sal

– 1 col. (sopa) de açucar refinado

– 3 xíc. de farinha de trigo

– 1 col. (sobremesa) rasa de fermento em pó

– 4 ovos

Modo de Preparo:

 Colocar  em uma panela a água, manteiga e o açúcar. Quando começar a ferver, colocar a farinha de uma só vez e mexer com uma colher de pau, até absorver toda a água e formar um angu de consistência, tipo massa de coxinha. 

Deixar amornar, colocar a massa cozida na batedeira e quebrar os ovos, adicionando 1 a 1, até formar uma massa de consistência meio mole . Acrescentar o fermento em pó.

Fritar a massa, às colheradas, em óleo não muito quente.  Deixar escorrer em papel  toalha e se quiser , colocar no açúcar com canela.

Nota: se quiser, faça uma calda de chocolate ou baunilha para acompanhar. 

Às colheradas!

Para postar esta dica eu tenho que assumir que assisto aos programas de Rachel Ray!

Ah! Ok. Atirem a primeira pedra!!! Mas vocês se arrependerão quando virem estas lindas colheres que eu a vi usando numa de suas receitas. Essa era de plástico azul, mas o “tchan” da colher era que ficava “pendurada” na panela enquanto ela fazia outras coisas. Aí descobri que é casino online da marca própria da Rachel Ray e se chama Lazy Spoon. E o nosso santo Google encontrou estas aqui que além de tudo são lindas!!!

Agora, se vocês quiserem atirar as colheres em mim, ao invés de pedras, fiquem à vontade. Recebo estas colheradas com o maior prazer!

Los Padrinos – Cidade do Mexico

Domingo sem vontade nenhuma de cozinhar… Se isto se passa com você como aconteceu comigo e está na cidade do México te recomendo o restaurante Los Padrinos que está no Shopping Plaza Duraznos.

Eu tenho uma lista de restaurantes que quero recomendar (ou não!), mas esta surpresa foi tão grata que não perdi muito tempo e aqui estou para escrever sobre este lugar que é da cadeia de restaurantes Tíos, Primos, Sobrinos, e toda a família! Se entitulam comida de barrio que nos explicou o garçom ser uma comida casera, sem firulas e para dividir… Com este nome, logo pensei: ai vem tacos! Mas o cardápio pareceu ser bem mais internacional do que esperávamos.

O bom é que agradou a todos os gostos, sem frescura mesmo, mas um excelente almoço de domingo onde eu queria carne, meu marido hamburguer e meu filho pasta. Se nao fosse lá só imaginaria uma praça de alimantação para esta família!

O servico num domingo as 3.30pm na Cidade do México foi exemplar! Sem complicações e muito atento. Chegamos cedo para poder ver um cineminha depois e acabou que saímos de lá com tempo para sobremesa, café e vitrines!

O hamburguer do meu marido estava no ponto pedido e com todos os seus acompanhamentos à parte: alface, tomate, pepinos em conserva, molho tártaro e um delicioso pão feito na padaria própria deles. E carne veio muito bem temperada!

Para o pequeno pedimos pasta fresca que era um spaghetti al dente, com tomates frescos, mussarela e majeriao, regados com um excelente azeite de oliva! Acompanhado de uma fatia de pão caseiro para passar no molho depois! Ah… pão!

E o meu prato, não foi um super steak. Logo que entrei vi numa mesa um steak tartar que me parecia delicioso. E estava. E garanto aos fãs de plantão da Brasserie Lipp que este tartar estava muito, mas muito melhor! Fresquissimo, servido sobre uma salada de rúcula, sutilmente temperado com azeite trufado e lascas de parmesão acompanhado por baguetes tostadas. Ai Jesus! E as frittes estavam crocantíssimas! Pareciam ate estar empanadas!!!

Quase me esqueço de falar sobre a entrada. Um aguachile de camarão super picante, mas muito saboroso. Devoramos com as tostadas!

O ambiente é bem descontraído, um pouco barulhento, mas todas as mesas estavam ocupadas por familias numerosaas. Não podia ser diferente. Tem uma terraza para fumantes.

Com 2 garrafas de agua mineral e uma limonada nossa conta saiu por MX$ (R$ ). Nada mal!

O restaurante ainda não tem website para dar aquela fussadinha antes de ir. E eu nem tirei fotos. Não imaginaria que escreveria sobre este lugar. Ademais, tudo estava tão delicioso que quando me lembrei, os pratos já estavam vazios! Mas vá e comprove. Aqui estão os detalhes:

Restaurante Los Padrinos

Plaza Duraznos

Bosque de Duraznos, 39

Bosque de Las Lomas

Tel.: 5245-0924

Em tempo: A revista Donde Ir, edição de Aosto recomenda o parente próximo, Primos, como um dos melhores restaurantes da cidade para se comer. E pela descrição tudo é bem parecido.