¡Aos Argentinos!

Eu acho que como a maioria dos brasileiros sempre tive aversão aos hermanos argentinos. Acho que fui muito “Maria vai com as outras”, pois além do Maradona, nada mais me irritava em relação a Argentina. Mas eu sempre dava meu apoio moral a rechaçar-los, menosprezar-los e até difamar-los. Que feio!

Mas esta situação mudou. E mudou muito. Depois que fui para Buenos AIres, no auge da crise que arrebatou o país comecei a ver com outros olhos esta nossa relação. Em BA fui muito bem tratada, o clima, apesar da crise era sempre de festa, de uma cidade cosmopolita, apesar de provinciana, mas cheia de cultura, de comida boa, de savoir faire. E naquela época cheia de compras a preços muito convidativos!

Depois, conheci um amigo argentino muito gente boa. Mas muito mesmo. As vezes até me perguntava se ele era mesmo argentino ou queria se passar por um! Acho que ninguém quer isso, não é verdade!?!

E quando vim morar aqui no México conheci mais um montão de famílias argentinas. Logo de cara fiz amizade com uma pessoa maravilhosa que é a Carla. Que argentina gente boa! Linda por dentro e por fora. Com filhos lindos que logo ficaram super amigos do meu filho e um marido, também incrível. Seria tudo isso possível? Sim. Te respondo que sim! Além da Carla mais uma leva de argentinos foram chegando e dentre eles minha grande amiga e melhor cliente, Violeta. Aí eu já não tinha mais dúvida: os argentinos são muito bacanas e, claro, como toda regras existem suas exceções, mas juro que, de novo, além do Maradona, não conheço mais ninguém.

E resolvi tirar proveito dos hermanos pelo estômago. Violeta me havia pedido para fazer uns alfajores de maizena. Além dos alfajores Havanna eu não conhecia nenhum outro. Mas fui pesquisar e testar receitas. Fiz, refiz, pesquisei um pouco mais e logo eu era a fornecedora “oficial” dos alfajores de maizena argentinos! Que honra!

E hoje preparei uma fornada mais que especial. É para comemorar o nascimento do filho de minha amiga! Montei uma caixinha com cantuccini, brigadeiros de pão de mel, merenguinhos e, claro, os alfajores!

E esta receita e fotos já foram parar no Facebook, nos e-mails de amigas, nas Páginas Amarelas Brasil/México de tanto que faço e comento dessa guloseima. Mas se você ainda não se havia deparado com ela, aproveite!

Alfajores de Maizena

100gr de manteiga suave
1/2 xícara de açucar de confeiteiro
2 ovos grandes
225gr de maizena
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
raspas de casca de 1 limão
Doce de leite o quanto baste

Bater a manteiga e o açucar. Incorporar os ovos 1 a 1. Mesclar os ingredientes secos e acrescentar a mescla de manteiga. Adicionar a baunilha e a casca de limão e amassar com as mãos até obter uma massa leve e homogênea. Descansar na geladeira por 30 minutos.
Aquecer o forno a 220 graus. Estirar a massa 3 mm e cortar com um cortador redondo. Assar por 5 minutos. Não deixe os biscoitos dourar. Esfriar sobre uma grelha e recheie com doce de leite fazendo um sanduiche!

Dia de Ação de Graças

O dia de Ação de Graças, ou Thanksgiving não é uma tradição brasileira, mas eu cresci celebrando esta data sem entendê-la muito bem.

foto: http://fundacaobradesco.blig.ig.com.br/

Para todos os alunos da Fundação Bradesco, e eu era uma delas,  o mês de Novembro era o mês de ensair todas as tardes no “campão”, para, finalmente passar uma manhã inteira, ensolarada e quente dançando ao som de Roberto Carlos ao vivo televiosionado para todo o Brasil. Eu fui abelhinha, baiana, painel humano… E era só isso que eu me lembrava do Dia de Ação de Graças… Depois fui morar nos Estados Unidos e entendi um pouco mais sobre esta festa e o quão importante é esta data para os americanos.

Na verdade, o Sr. Amador Aguiar também estava celebrando sua “colheita” quando resolveu instituir esta festa dentro da Fundação Bradesco! E não importava a data. O importante era dar graças! E acho que todos nós deveríamos fazer isto também.

Me lembro que em casa criamos uma tradição. Na sexta feira seguinte a festa da Fundação Bradesco nos reuniamos celebrar com os amigos e montar a árvore de Natal. Minha mãe cozinhava um montão de coisas boas e pedia a cada amigo que levasse um enfeite para nossa árvore. Alguns anos depois os enfeites já estavam pendurados na parede pois não havia espaço na árvore que crescia a cada ano! Infelizmente essa tradição desapareceu de nossa casa. Acho que foi depois que saímos da escola e cada um seguiu o seu rumo…

Para celebrar por aqui, pensei em cozinhar os quitutes que minha mãe fazia nas nossas festas. Mas uma onda de nostalgia e saudade me impediu… Então resolvi aderir as tradições americanas e cozinhar meu peru! Um peito de peru para 4 pessoas já que hoje não tenho a casa cheia de amigos. Mas este sentimento me estimulou a retomar a tradição esquecida lá na casa do Parque Continental!

Peito de Peru de Ação de Graças

Recheio

1 colher de sopa de manteiga sem sal

1 cebola pequena picada finamente

1/3 de xícara de tâmaras picadas

1/4 de xícara de damascos secos picados

3 colheres de sopa de avelãs picadas

2 colheres de sopa de salsinha picada

2 colheres de sopa de sálvia picada

3 colheres de pão de forma moído (não use farinha de rosca pois seu recheio ficará muito seco)

sal e pimenta do reino a gosto

Peito de Peru

1 peito de peru desossado e se possível com a pele de aproximadamente 1 kg

sal e pimenta do reino a gosto

2 fatias de bacon

2 colheres de sopa de azeite de oliva

1 e 1/2 xícaras de vinho Marsala

A equivalência das medidas você pode checar aqui.
Comece preparando o recheio. En uma panela derreta a manteiga a fogo baixo. Adicione a cebola e refogue até que esteja translucida mas não dourada, mais ou menos 4 minutos. Deixe esfriar. Coloque as frutas, as avelãs, as ervas e a cebola em um processador de alimentos e triture até formar uma pasta. Transfira para um bowl, acrescente o pão moído e tempere com sal e pimenta.
Aqueça o forno a 180 graus e prepare o peito de peru. Faça um corte la lateral do peito de peru para abrir uma cavidade, mas não corte até o final para não separá-lo em duas fatias. Tempere com sal e pimenta e coloque o recheio deixando um espaço nas bordas para poder fechá-lo e o recheio não sair.
Coloque o bacon sobre o peito de peru. Isto ajudará a deixá-lo mais úmido. Amarre-o com barbante de cozinha para dar forma e assegurar que o recheio não escape!
Tempere com sal e pimenta e aqueça o azeite em uma frigideira. Doure o peito de peru em ambos os lados e transfir-o para uma assadeira e coloque-o para assar por 20 minutos. Retire do forno, vire o peito de peru e asse por mais 20 minutos ou até que um termômetro marque a temperatura interna de 75 graus.
Retire do forno, cubra com papel alumínio e deixe descansar por 10 minutos. Nesse meio tempo você prepara o glaceado.
Coloque a assadeira na qual foi assado o peru no fogo baixo e junte o vinho Marsala. Vá raspando todo o  fundo da assadeira com uma espátula ou colher de pau para aproveitar todo o sabor do seu assado. É aí que está todo o “sazón”!
Deixe reduzir para aproximadamente 5 a 6 minutos ou até que obtenha 1/4 de xícara de glaceado. Coe e reserve..
Para servir corte o barbante. Eu retirei as fatias de bacon, mas se você quiser pode deixá-las. Estarão muito saborosas! E pincele o glaceado por todo o peito de peru. Corte em fatias de aproximadamente 2 dedos de espessura e sirva com legumes. Mas antes de comer não se esqueça de dar graças!

Pesos e Medidas

pesos e medida

Para que as medidas não virarem desculpas, colocamos aqui algumas referências e equivalências que usamos.

Você pode encontrar pequenas variações nestas medidas, dependendo da fonte.

Estas medidas que fizemos aqui são as que mais utilizamos e, por isso, testamos em casa.

Façam bom proveito e mãos à obra!

Líquidos

1 colher de café = 2,5 ml

1 colher de chá=5 ml

1 collher de sopa = 3 colheres de chá = 15 ml

1 xícara = 16 colheres de sopa = 240ml

1 copo americano= 250ml

1 litro = 4 copos americanos

1 cálice = 9 colheres de sopa = 90ml

Sólidos – neste caso você tem uma variação maior do peso. Portanto, colocamos algumas referências dos produtos mais utilizados.

1 ovo pesa aproximadamente 50g

1 clara pesa aproximadamente 30g

1 gema pesa aproximadamente 20g

Açúcar refinado

1 colher de café = 1,7g

1 colher de chá=3,5g

1 collher de sopa = 3 colheres de chá = 10g

1 xícara = 16 colheres de sopa = 160g

 

Farinha de Trigo, Fubá

1 colher de café = 1,2g

1 colher de chá=2,5g

1 collher de sopa = 3 colheres de chá = 7,5g

1 xícara = 16 colheres de sopa = 120ml

 

Maizena, Polvilho, Farinha de mandioca

1 colher de café = 1,5g

1 colher de chá=3g

1 collher de sopa = 3 colheres de chá = 9g

1 xícara = 16 colheres de sopa = 150ml

Mais alguns itens (para não ficar muito extenso, colocamos apenas a equivalência de 1 xícara)

Açúcar mascavo = 140g

Açucar de confeitero = 110g

Arroz cru = 210 g

Amêndoas, nozes e castanhas =140 g

Chocolate em pó= 90 g

Coco seco ralado = 80 g

Manteiga = 230 g

Mel = 300 g

Queijo ralado = 80 g

Uva Passa = 140 g

Ho, ho, ho…o ano acabou!

Mini cake de iogurte com frutas vermelhas - Cupcake

Mini cake de iogurte com frutas vermelhas - Cupcake Resisti muito para assumir isso, mas de fato, não tem mais como: falta um pouco mais de 1 mês para o fim de ano! Nem acredito! Já começo a ver as pessoas preparando decoração, falando de planos para o o próximo ano e eu aqui pensando em obra, limpeza, mudança… Putz! Estou super atrasada… Ai meu Deus!!!!

Bem, para começar a entrar no clima natalino, resolvi enfiar o pé-na-jaca na categoria guloseimas.  Fiz para o lanche do fim de semana a receita de uns mini bolos de iogurte com frutas vermelhas… Bem, se for pelos ingredientes, até que ainda estou light! E a cobertura, um merengue italiano, realmente não é necessária, mas é deliciosa… Com ou sem cobertura, o fato é que este bolinho, acompanha perfeitamente um cafezinho… hummmm

Fiz a receita sem muita pretenção, para testar mesmo, mas já de cara ficaram deliciosos e fizeram o maior sucesso! Na hora que vi, já tinham acabado!

mini bolo de iogurte e frutas vermelhas - Cupcake preparoMini bolo de iogurte e frutas vermelhas - CupcakeReceita de Mini Bolo de Iogurte com Frutas Vermelhas

– 2 xíc de farinha de trigo

– 1  1/2 xíc. de açúcar

– 1 col. sopa de fermento

– 1 copo de iogurte natural(170ml)

– a mesma medida (copo iogurte) de óleo

– 3 ovos

– 1 colher sopa de delipaste de Mirtilo (você acha em lojas especializadas em confeitaria / sorvetes e serve para dar um gostinho e para dar a cor rosada na massa,  mas pode substituí-lo por 4 morangos)

– 50g de framboesa ou amora

– 50g de blueberry

Modo de preparo: 

Limpar e secar as frutas. Reservar. Bater os ovos, o iogurte e o óleo no liquidificador. Misturar os ingredientes secos (exceto frutas) numa vasilha a parte. Juntar tudo nessa vasilha. Misturar até ter bolhas estourando na massa. Colocar numa forma (ou em várias forminhas) untada com manteiga e farinha de trigo, preenchendo cerca de 2/3 da forma. Distribuir as frutas sobre a massa e levar para assar em forno pré-aquecido a 180 graus.

Cobertura (opcional): merengue italiano

– 3 claras

– 150g de acúcar

– 50g de água

– 10 gotinhas de limão (a receita tradicional, não leva limão, mas eu adoro o azedinho) 

– 1 col. sopa de delipaste de Mirtilo

– 18 cerejas em calda.

Modo de preparo:

Bater as claras em neve com as gotinhas de limão. Reservar. Separadamente, fazer uma calda com o açúcar e a água. Deixar chegar a 180 graus (ou fazer um ponto de fio grosso). Com a batedeira ligada, acrescentar a calda ainda quente e deixar bater até esfriar. Cobrir o bolo imediatamente. Se você resistir, pode comer até nos dois dias seguintes que ainda está fresco. Mas foi difícil fazer o teste… tive que fazer uma segunda receita e esconder…

Ah! Esta receita, rende umas 18 forminhas de cupcake tradicional.

Projeto verão em plena ação!

Quibe de Quinua e Legumes

Quibe de Quinua e LegumesApesar do tempo ainda estar maluco e eu continuar oscilando entre meus doces testes doces e meus pratos lights, continuo firme e “mais ou menos” forte no meu projeto verão. Ele está surtindo efeito, o que é bom…

E, para equilibrar estas duas realidades preciso de comidinhas deliciosas… ou caio em tentação e fico só na parte 2.

Como prometido por uma das nossas leitoras especiais nos comentários do post Fase light… mas com sabor!, recebi uma receita que testei e adorei! Perfeita para esta fase: nutritiva na medida certa, desitoxicante e super saborosa.

Vale a pena experimentar!

Receita de Quibe de Quinua e Legumes (receita da Chef Valéria Rúbio  do Parada Saudável)*

– 2 xíc. de quinua  pode ser branca, preta vermelha ou todas misturadas- fica bem bonito)

– 4 xíc. de água

– 3 xíc de abóbora japonesa cozida e espremida (medida após espremida)

– azeite, sal e noz-moscada a gosto

– 1/2 xíc. de brócolis picado

– 1/2 xíc. de ervilhas frescas

– 1/2 xíc. de alho-poró picado

– 1/2 xíc de shitake picado

– 1/2 cebola picada em cubos

– 20ml de sakê

Modo de Preparo:
Ferva a água e cozinhe a quinua, conforme orientação do produtor. Quando pronta, misture com a abóbora e tempere com a noz-moscada, sal e azeite. Reserve.

Refogue a cebola, o alho-poró, acrescente os demais legumes e o shitake. Flambe-os com o sakê e deixe-os
o mais al dente possível. Monte em um pirex, colocando metade da mistura de quinua, depois o recheio, cobrindo com o restate da quinua. Coloque no forno pré-aquecido a 200 graus por cerca de 15 minutos, para a massa secar um pouco.

Pronto, delicioso e super saudável!

 * Receita adaptada de original da Tatiana Cardoso do restaurante Moinho de Pedra (São Paulo)

Parada Saudável

Tel: +55 15 3282-3769

email: valeriamrubio@yahoo.com.br

 

Somos como nossos pais!

Impressionante como esta frase é uma grande verdade. Impossível negar os genes.

Ontem resolvi fazer pizza. Fiz uma receita na qual a massa fica bem elástica e nem é preciso o rolo para abri-la. Com as próprias mãos é possível esticá-la na assadeira e pronto. Um disco de pizza!

Mas de repente me vi abrindo a massa de pizza exatamente como minha mãe costumava fazer. Girei várias vezes o disco de massa, cortei com ajuda de uma tampa e lá estava eu confirmando os genes dos Garcia Lopes no meu DNA! Eu sempre fui muito diferente dos meus irmãos tanto fisicamente como no meu caráter. Quase ninguém me reconhecia naquela família. Mas ontem pude perceber que não se pode fugir da genética e que tampouco sou filha de chocadeira. Um tiquinho dela estava aflorada enquanto eu preparava as deliciosas pizzas que tanto adorei na minha infância!

Eu aprendi a cozinhar com a minha mãe. Com as técnicas de dona de casa pouco a pouco ela me passou os seus segredos, seus cadernos de receitas (este também é um outro tema delicioso!) e me deixou alçar meus próprios vôos na cozinha da nossa casa do Parque Continental. Todos domingos era eu quem pilotava o fogão enquanto a D. Edna lavava a roupa da semana. E assim tomei gosto pela coisa! Fui estudar, me aprimorei nas técnicas e tive a sorte de poder fazer do meu “hobbie” minha profissão. Mas também me lembro de querer inverter os papéis e tentar ensinar a minha mãe as técnicas francesas, as desconstruções, a nouvelle cuisine, tudo o que eu havia aprendido na escola. Me lembro que tivemos uma briga feia por causa de uma canja de galinha!!! Que imaturidade a minha. Parece até que eu não conheço a famosa frase: Em time que está ganhando não se mexe!

Quando contei isso para o meu marido ele quase surtou!!! Sim, acho que ficarei exatamente como a sua sogra… Melhor mesmo comer essa pizza!

Massa de pizza (adaptação da receita de Jamie Oliver) 6 a 8 discos de pizza médias

800 gr de farinha de trigo

200 gr de semolina

1 colher de sopa de sal

14 gr de fermento biológico seco

1 colher de sopa de açucar

50 ml de azeite de oliva

600 ml água morna

Eu fiz esta receita no Thermomix, mas vou colocar aqui o modo de fazer “manual”.

Coloque as farinhas e o sal numa mesa de trabalho ou numa tigela grande. Faça um buraco no meio, como um vulcão. Num outro recipiente coloque a água morna, o azeite, o açucar e o fermento. Deixe agir por uns 3 minutos e então coloque no centro do seu “vulcão”. Com um garfo vá encorporando a farinha de fora para dentro até obter uma mistura parecida com mingau. Continue misturando até incorporar toda a farinha. Quando a mistura já estiver dificil de mesclar com o garfo é hora de sovar! Enfarinhe suas mãos e comece a trabalhar a massa. Faça uma bola. Empurre a massa com er internetts beste ressurs for de som vil spille norske online Casino spill pa nettet og vil ha de beste bonustilbudene, anmeldelser av casinoer og spill og de mest aktuelle Casino nyhetene. com sua mão direita e puxe com a mão esquerda. Gire a massa, faça uma bola, empurre, puxe e repita esta operação por 10 minutos. Não reclame! Aí estão dois benefícios: você descarrega todo seu estresse do dia e dá próxima vez que der um “tchauzinho” você verá que seu braço estará mais firme!

A massa está no ponto quando você sentir que está suave e elástica. Cubra com plástico filme e deixe descansar por 15 minutos. Aí você poderá abrir sua massa. Divida a massa, faça bolinhas e comece a abri-la com as mãos. Estará tão suave e elástica que você não terá nenhum trabalho. Mas se preferir a massa finíssima use o rolo!

O molho da pizza é um outro capítulo a parte. Eu gosto de muito molho e pedaçudo. Eu bato alguns tomates frescos e bem maduros, sem pele e sem semente, com cebola, alho, salsinha e manjericao no processador. Depois junto mais alguns tomates e só uso o botão pulsar para que fiquem os pedaços de tomate.

Para os recheios seja criativo, mas lembre-se de que menos é mais! Deixe o estrogonofe para comer no almoço com arroz e bata frita!!!

Eu fiz 3 pizzas:4 quejos (muzzarela, queijo de cabra semi curado, gorgonzola e parmesão), muzzarela fresca e tomates frescos e depois de assada rucula e cebola frita e muzzarela e peperoni.

Eu asso as minhas pizzas em forno pré aquecido a 250 graus no “chão” do forno. Precisamos de muito calor para assá-las e ali é o lugar indicado num forno doméstico, se você não tiver um forno a lenha, ou uma pedra de granito. 7 a 10 minutos são suficientes. E esta massa é tão maravilhosa que não precisa pré assar!

A receita original está aqui.

Voltei! Champagne, champagne, champagne!!

Sim! O último capítulo da novela mexicana foi ao ar! Maria Guadalupe e José Miguel finalmente encontraram um lugar para chamar de lar! Ufa! Foi estressante, maluco, entrei em depressão… Nem cozinhava mais… Nem escrevia mais… E como já havia postado aqui, neste estado de espírito não me meto na cozinha. Posso contagiar os outros.

Mas agora estou feliz e com uma cozinha nova (para meus olhos!) me esperando. Nestes últimos dias muitas amigas me ligaram oferecendo ajuda para abrir caixas, cuidar do pequeno e até mesmo cozinharam almoços e jantares para mim. E as mais descoladas e menos prendadas (!) sabiam do que eu precisava: champagne! Várias foram as que bateram a minha porta com uma garrafa na mão prontas para dividir uma taça (tenho que dizer que nehuma deixou a garrafa e se foi!!!). Foi assim que bebi, bebi, bebi e cansei. Ademais não poderia mais desfilar de Heleninha Roitman pelo condomínio. Eu acabei de chegar!

E acreditem se quiser uma das garrafas ficou pela metade… Dois dias aquela garrafa esfriando na geladeira. Já não podia mais ve-la ali sofrendo esperando que alguém lhe fizesse um brinde. Foi quando me lembrei de uma sobremesa maravilhosa que tem a cara do verão que logo chegará por ai no Brasil, mas que também combina perfeitamente com os maravilhosos e ensolarados dias de outono. E se você não estiver nem no verão nem num dia ensolarado, não se preocupe, champagne sempre combina com tudo!

Em tempo: aposto que minha amiga Ana Paula (adoro que agora eu posso apontar o dedo para as pessoas e postar aqui seus nomes!) está torcendo o nariz porque eu “desperdicei” champagne para preparar esta sobremesa. Então já adianto que esta receita da Nigella, originalmente é preparada com Chardonnay. Pode beber sua champagne em paz, Ana P.

Gelatina de frambuesas vermelho paixão e chardonnay

750 ml de vinho Chardonnay (eu usei 400ml de champagne Moet Chandon Rose Imperial que estava “abandonada” na minha geladeira e adaptei a receita)

300 gr de frambuesas

1 fava de baunilha

5 folhas de gelatina sem sabor

250 gr de açucar

chantilly para servir (opcional)

Coloque o vinho e as frambuesas em uma tigela e deixe marinando por 30 minutos. Escorra o vinho em uma panela e reserve as frambuesas. Corte a baunilha ao meio e retire as sementes com as costas de uma faca. Junte ao vinho e aqueça até começar a ferver. Desligue o fogo e deixe este infusão esfriar por 15 minutos.

Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria por 5 minutos. Enquanto isso retire a fava de baunilha do vinho. Junte o açucar e aqueça novamente em fogo lento até o açucar dissolver por completo. DICA: Se você for servir para as crianças deixe ferver para que o alcool evapore totalmente.

Esprema as folhas de gelatina e coloque-as em uma outra tigela. Adicione 1/3 do vinho aquecido e mexa bem até que se dissolvam e retorne essa mistura ao vinho. Coe.

Distrubua as frambuesas em seis taças (se foram de vidro melhor, pois o efeito fica incrivel!) e acrescente a gelatina.

Deixe na geladeira por pelo menos 3 horas e no máximo 24 horas. Retire 15 minutos antes de servir. Se quiser acrescente chantilly.

“Taste Vin” et soufflé…

Taste Vin - suflê

Taste Vin - suflêHá uns dias estive em Belo Horizonte novamente. Além de recarregar as energias, aproveitei para matar a saudade de alguns amigos e restaurantes do coração… Entre os restaurantes, estive no bom e velho Taste Vin.

É um tradicional restaurante francês de Belo Horizonte, com uma excelente carta de vinhos (uma das melhores da cidade) e pratos muito bem executados, de sabor especial. Mas, indiscutívelmente, o carro chefe da casa é o suflê. Feito com tamanha perfeição que, só de começar a lembrar do seu sabor e sua textura, fico com uma água na boca e uma incrível sensação de prazer toma conta de mim e do meu estômago… 

E olha, recomendo qualquer um do cardápio. Escolha o que for mais agradável para seu paladar e entregue-se a leveza e delicadeza deste prato. Lindo de ver e delicioso de saborear!

Lá, você tem opções muito especiais de pratos principais e, como acompanhamento, uma outra lista cuidadosamente preparada. Dentre eles, o suflê. Meus amigos e marido sempre seguem este ritual. Eu? Não consigo. Já provei, sei que são muito gostosos, mas não perco tempo. Peço um suflê só para mim!

Taste vin - Crème brûlèe Taste Vin - morango Taste Vin - suflê de chocolate

Sobremesa? Tem um crème brullé delicioso, morangos com chantily e wafer de psitache, além de outras tantas sobremesas. Mas, por mais difícil que seja não comer um crème brullé (pra mim, é quase impossível), faça este sacrifício e peça um suflê…de chocolate!!!! Ou negocie com suas companhias e peça um de cada, para fechar com chave de ouro este jantar dos deuses!

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Bon apetit!

Taste Vin

Rua Curitiba, 2015 – Lourdes

Tel.: +55 31 3292-5423

www.tastevin-bh.com.br