Bolo de fubá de Festa Junina

Acho que uma das coisas que mais sinto falta do Brasil são as Festas Juninas. Não comemoramos em Londres, nem tampouco aqui no México.

Tentei alguns ensaios mas o clima atual da cidade do México – 26 graus na sombra! – não ajuda ninguém a encarar fogueira, quentão ou vinho quente…

Acho que a melhor parte destas festas são mesmo as comidas. Muita gente nem sabe ao certo o que se comemora nestas datas, algum Santo, ou coisa parecida. Não importa! Mas vá a uma quermesse sem uma deliciosa canjica, pipoca, doce de abóbora ou paçoquinha? Nem pensar!

Esta semana, um pouco nostálgica, fiz um bolo de fubá com côco com o maior capricho e este bolo rendeu histórias para toda a semana! Na verdade, nem foi pensando em festa junina, mas em uma amiga que estava com desejos de bolo de fubá! E dele sairam muitos pedidos para organizarmos uma festinha. Me animei.

Quem sabe adaptamos um pouco e pelo menos nos juntamos para comer este bolo!

Bolo de Fubá com côco (do Caderno de Receitas da minha mãe)

200 gr de manteiga a temperatura ambiente

300 gr de açucar

3 ovos grandes, separados

250 gr de fubá (eu usei o pré cozido)

120 gr de farinha de trigo

200 ml de leite de côco sem açucar

350 ml de leite integral

1 pitada de sal

1 colher de sopa de fermento em pó

100 gr de côco ralado

Aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma de buraco de 25 cm com maeiga e farinha de trigo. Bata as claras em neve e reserve. Peneire o fubá, farinha de trigo, sal e fermento e reserve.

Na batedeira, bata o açúcar e a manteiga até obter um creme liso e amarelo pálido. Acrescente as gemas, uma a uma, e continue a bater por uns 3 minutos.

Sem bater, acrescente os secos e misture com uma espátula alternando com o leite de côco e o leite integral. Quando a mistura estiver bem homogênea, junte o côco ralado e misture. Por último junte as claras batidas em neve em movimentos suaves para as claras não “baixarem”.

Coloque na forma e asse por 40 minutos ou até que ao espetar um palito no centro do bolo este saia limpo. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Desenforme o bolo frio. Se quiser, polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Se estiver no Hemisfério Sul acompanhe-o com chá ou uma xícara de café. Por aqui, chá gelado foi uma excelente companhia!!!

Panna cotta, ti voglio tanto bene!

Panna Cotta

Panna CottaNão, não comecei a estudar italiano, nem resolvi colocar em prática “meu vasto” conhecimento da língua… Mas como havia comentado no post anterior,  andei explorando as receitas deste canto do mundo. 

Ô terrinha pra ter comida boa, né? Lá todo mundo (ou toda mãe) faz a melhor comida do mundo. Acho que por isso, identifico-me tão bem com ela. Afinal, minha mãe é a melhor cozinheira do mundo!!!! Já fiz esta declaração, né?!

Bem, voltando ao que interessa, há uns dias, eu e a Patrícia estávamos fazendo um cardápio com receitinhas da nossa memória (depois contamos este causo…) e acabei desenterrando esta receita que amo muito.

Durante boa parte da minha infância, minha mãe fazia panna cotta pra gente.  Não me esqueço da primeira vez: o caramelo escorrendo sobre aquela textura cremosa e o sabor, ái que sabor!!!!Creme de leite puro! Boa demais!!!!  Considero a panna cotta a prima italiana do nosso pudim de leite: receita fácil e que considero das mais deliciosas – lembram da listinha de top 10 das sobremesas? Esta definitivamente faz parte dela! Sei que tem variações ótimas, mas, para mim, panna cotta tem que ser com calda de caramelo… é a melhor!

A receita misteriosa foi nos presenteada pela D. Emília e era a receita especial do restaurante da filha da D. Emília,  em Levanto na Itália… segredo de estado na época!

Anos depois, tive oportunidade de ir ao restaurante Oasi e provar a receita original! Lá, todos os pratos eram maravilhosos (de comer de joelhos mesmo), mas a panna cotta, talvez até por toda a carga emocional, posso dizer que era divina!!!!

Bem, chega de trelelé e vamos à receita!

Receita da Panna Cotta da Luizella do Restaurante Oasi

– 1 litro de creme de leite (eu prefiro usar o fresco, mas pode ser o de caixinha)

– 170g de açúcar

– 250 ml de leite

– 2 colheres de chá de baunilha (ou um fava que vai deixar uns pontinhos pretos que eu amo!)

– 5 folhas de gelatina incolor colocardas em um pouco de água fria para amolecer

Para a calda:  – 250g açúcar

Modo de Preparo:

Levar o creme de leite, o leite,  o açúcar e a baunilha ao fogo para esquentar. Antes de levantar fervura, escorra a água  da gelatina e acrescente-a à mistura até derreter por completo (lembre-se que qualquer preparo com gelatina não pode ferver). Reservar.

Fazer um caramelo com o açúcar, levando-o ao fogo baixo até derrter e obter a cor marrom de caramelo. Cuidado para não queimar, pois fica com um sabor amargo. Se já estiver com a cor, mas ainda tenha açúcar sem derreter, acrescentar um pouquinho de água.

Pegar uma forma com furo no meio (própria de pudim), ou se preferir fazer porções individuais – eu utilizei forminhas de brioche, mas acho que ficou com pouco creme, precisava de uma maior, para sentir melhor o sabor do creme (o caramelo sobressaiu)… mas ficou tão bonitinha!!!!

Espalhar o caramelo nesta forma, cobrindo-a toda (outra nota: o caramelo vai endurecer, não tem problema. É assim mesmo!). E depois despejar o creme. Levar à geladeira por pelo menos 2 horas. Desenformar, passando uma faquinha cuidadosamente em volta. Está pronto!

E se você estiver querendo entrar no clima da itália, vale fazer uma pasta fresca para comer antes, que tal?  

Ristorant L’Oasi

 Piazza Cavour, 19015 – Levanto – Itália

“La dolce vita” – um brinde à Itália!

Limoncello

LimoncelloNestes últimos dias, aproveitando o frio, resolvi entrar no clima “La dolce vita”. Acendi a lareira, abri um vinho e comecei a cozinhar. Como tinha alguns limões sicilianos, resolvi fazer uma receita que aprendi há muitpo tempo com a melhor amiga da mamãe, D. Emília, uma italiana queridíssima que é parte da nossa família. E como empolgação pouca é bobagem,  fiz dois tipos: o Limoncello Tradicional e o Creme de Limoncello.

Receita de Limoncello Tradicional

– 600ml de álcool de cereais

– 6 limões sicilianos grandes

– 1 kg de açúcar 

– 500ml de água

 Equipamento necessário: vidro com tampa bem vedada e 2 garrafas com tampa, esterelizados ou fervidos por 8 minutos.

Modo de Preparo:

Parte 1: Descascar os limões, retirando apenas a parte amarela da casca com um descascador de legumes (isso porque a parte branca dá gosto amargo na bebida). Colocar estas cascas em um recipiente de vidro. Acrescentar o álcool de cereais, fechar o recipiente e guardá-lo por uma semana em um lugar escuro (dentro de um armário), agitando-o uma vez por dia, para misturar o conteúdo.

Parte 2: Depois de uma semana, fazer uma calda em ponto de fio com a água e açúcar. Deixar amornar. Coar o líquido que estava macerando com o limão e misturar a calda a este líquido. Transferir esta mistura para garrafas limpas (esterelizadas ou fervidas em panela com água), fechar e levar à geladeira por uma semana. Após este período, está pronto para consumo.

Receita de Creme de Limoncello

– 500ml de álcool de cereais

– 500ml de creme de leite fresco

– 500ml de leite integral

– 8 limões sicilianos

– 1 fava de baunilha

– 1 kg de açúcar 

 Equipamento necessário: vidro com tampa bem vedada e 2 garrafas com tampa, esterelizados ou fervidos por 8 minutos.

Modo de Preparo:

Parte 1: idem receita anterior.

Parte 2: Depois de uma semana, levar o creme de leite, leite, o açúcar e a fava de baunilha ao fogo. Quando levantar a fervura, desligar e reservar. Coar o líquido que estava macerando com o limão e misturar o creme ao líquido. Transferí-lo para garrafas limpas (esterelizadas ou fervidas em panela com água), fechar e levar à geladeira por uma semana. Após este período está pronto para consumo.

Celebrando com amigas

Sopa de abóbora

Sopa de abóboraProposta de jantar leve para uma noite mais leve ainda!

Ontem, preparei uma aula jantar com harmonização de vinhos para um grupo de amigas. Como era um jantar apenas para mulheres, fiz um menu bem leve, mas muito saboroso. Enviei o cardápio para uma amiga que é sommelier (eu não tenho a menor competência para isso!), Luciana Sammarco, e escolhemos 2 vinhos por prato.

O resultado foi uma noite muito divertida, regada com sabores especiais, lembranças e muito vinho! Vale a pena experimentar!

Os vinhos escolhidos foram vinhos na faixa entre R$40,00 a 60,00.  Um dos desafio foi testar um vinho tinto com o prato principal que era um peixe. Não é que ficou legal!

Vamos às receitas!!!! (todas servem 4 pessoas)

Sopa de Abóbora com cubinhos de Salmão Desidratado e Queijo Coalho

Vinhos que harmonizamos:  Espumante Pizzato Brut – Vale dos vinhedos – Brasil: foi o que ficou mais legal/ Chardonnay Lariviere Yturbe 2007 – Partida Limitada – Mendonza Argentina: o vinho era legal, mas não funcionou tão bem.

 A) Salmão Desidratado 

– 300g de filet de salmão

– 300g de sal grosso

– 300g de açúcar

 Equipamento necessário: papel PVC e uma grade

 

Modo de Preparo:

1- Misturar o sal grosso com açúcar. Reservar.

2- Limpar o salmão, abrir o papel filme, fazer uma camada com metade da mistura de sal com  açúcar. Colocar o salmão sobre esta cama e cobrí-lo com uma nova camada da mistura. Em seguida, cobrí-lo com papel filme e vedando-o completamente.

3- Fazer alguns furinhos no plástico com uma faca, na parte superior e inferior do peixe, tomando cuidado para não perfurá-lo.

4- Levá-lo à geladeira por pelo menos 6 horas, sobre uma grade e um prato, para recolher o líquido.

5- Após este período, lavar o salmão. Está pronto para utilização. 

 

B) Sopa de Abóbora

 – 600g de abóbora

– 1 cebola pequena picada em cubos

– 2 dentes de alho

– 1 talo de salsão inteiro

– 1 folha de louro

– 1 ramo de tomilho

– 2 colheres (chá) rasas de gengibre ralado

– 3 colheres (sopa) de azeite de oliva

– 600ml de água ou caldo de legumes

– 1 colher (sopa) rasa de melado

– sal e pimenta-do-reino a gosto

– 10 grãos de coentro amassado

 Para finalizar:

– 100g de queijo coalho em cubinhos

– 100g de salmão desidratado em cubinhos

– 4 raminhos de coentro

Modo de Preparo:

1- Levar a abóbora ao forno para assar até ficar mole.

2- Em uma panela, colocar o 2 colheres de azeite e levar ao fogo. Quando estiver quente, refogar a cebola, 1 alho e o salsão. Acrescentar a polpa da abóbora e refogá-la. Juntar o caldo de legumes, gengibre, sal e pimenta-do-reino.

3- Cozinhar até que a abóbora fique macia. Retirar o salsão, o louro e tomilho e descartar.

4- Bater a sopa no liquidificador até ficar homogênea.

5- Colocar ao outra colher de azeite na panela. Refogar o outro alho espremido. Levar a sopa ao fogo novamente até que fique um creme homogêneo, acrescentar o melado e ajustar o sal, se necessário.

6- Na hora de servir, colocar a sopa no prato a ser servir e acrescente o coentro, os cubinhos de salmão desidratado e do queijo coalho.

 *Nota: pode-se substituir o salmão desidratado por defumado, se necessário.

Papillote de NamoradoPapillote de Robalo com Leite de Côco e Purê de Banana da Terra

Vinhos harmonizados: Amaral Sauvignon Blanc 2009 – Leyda Valley – Chile: bem legal e também funcionou com a sopa / Pacífico Reserve Sur  Pinot Noir 2008 – Ciricó Valley Estate Grown – Chile: também ficou ótimo com o prato. Não conseguimos um acordo sobre o que ficou melhor… na dúvida, prove os dois!

A) Purê de Banana da Terra:

– 6 bananas-da-terra bem maduras

– 200ml de leite de côco

– 2 colheres (sopa) rasas de manteiga (30 g)

– água para cobrir e cozinha

– Sal a gosto

Modo de Preparo:

1- Coloque as bananas em uma panela, cubra com água e leve ao fogo. Deixe cozinharem por 20 minutos e reserve.

2- Descasque-as e passe-as pela peneira (ou amassar), formando um purê.

3- Coloque este purê em outra panela, acrescente o leite de côco e leve ao fogo, mexendo lentamente até que o purê fique cremoso e brilhante.

4- Junte o sal e a manteiga. Misture, desligue o fogo e reserve.

B) Papillote de Namorado com Leite de Côco:
 
 
 
 
 

 

– 4 pedaços de Namorado de 200g cada

– 1 cebola picada à julienne

– ½ pimentão amarelo picado à julienne

– 4 ramos de coentro (ou a raíz do coentro) picado miudinho

– ½ pimenta dedo de moça (sem semente) picado à julienne

-1 limão grande

– 200ml de leite de côco

– sal e pimenta do reino a gosto

– azeite de oliva

 Equipamento necessário: Papel alumínio e um tabuleiro

 

Modo de Preparo:

1- Cortar 4 pedaços de papel alumínio com cerca de 60 x 30 cm. Dobrar cada pedaço ao meio.

2- Fazer uma cama com um pouco de cebola e pimentão para colocar com peixe. Colocar um pedaço de peixe em cada pedaço de papel. Salpicar o sal, a pimenta, o coentro e o limão.

3- Distribuir a cebola, o pimentão e a pimenta (opcional) pelos 4 papillotes.

4- Fechar parcialmente o papillote (pelas laterais) e acrescentar o leite de côco.

5- Fechar o papillote por completo e levar ao forno, já pré-aquecido em 210º por 20 minutos. Servir imediatamente.

Delícia Tropical (Caipirinha quente de manga com sorvete de côco e calda de Maracujá) 

vinho harmonizado: neste cas foi um só: Santa Carolina Sauvignon Blanc Late Harvest 2006: delícia

Manga flambada

 – 1 manga em cubos

– 20g de açúcar

– 15ml de cachaça

– 1 pauzinho de canela

Modo de Preparo: Levar as mangas, açúcar e canela ao fogo baixo até derreter o açúcar. Acrescentar a cachaça e flambar. Retirar a canela e reservar. 

Calda de maracujá

 – Polpa de 1 maracujá

– 15 ml de água (uma colher de sopa)

– 40g de açúcar

– 1 pauzinho de canela

– 1 cardamomo

Modo de Preparo: Levar todos os ingredientes ao fogo baixo e deixar cozinhar até ficar em ponto de calda. 

Montagem:

– 4 bolas de sorvete de côco (tapioca também fica ótimo!)

Em um prato, coloque primeiramente a manga flambada, em seguida, a bola de sorvete e, por fim, despejar a calda de maracujá. Servir imediatamente.

Ops! Vou ter que preparar a sobremesa para fotografar novamente… que sacrifício!!!!

Chukran, h’abibe!

NÃO! Este post não tem nada que ver com a novela o Clone. Ele trata da boa comida libanesa e para ser autêntica, também, usei meus poucos, ou quase nulos, conhecimentos da lingua árabe!

A melhor comida líbanesa que comi na minha vida não foi em nenhum restaurante. Foi na casa da Dona Loriz Chammas, a mãe da Amira que muitos dos que estão lendo este post, agora, devem se lembrar.

Era uma delícia quando a Amira convidava todo mundo do escritório para comer Shish Barak, avisando que sua mãe havia passado toda a manhã preparando um a um dos capeleti (NUNCA diga capeleti para um libanês – porém eu nem sei como chamar esses dumplings!) que comeríamos naquele dia. E claro que não era só isso que a D. Loriz preparava. A mesa era farta e deliciosa. As esfihas eram um manjar do Deuses. Ah… Como passava bem esta minha amiga!

Estas memórias já têm uns bons 13 anos e desde então sigo buscando o sabor da pimenta síria por ai…

Quando morei em Londres meu marido me presenteou com um lindo livro de comida árabe (ele sempre me faz isto!) “Arabesque – A taste of Morocco, Turkey & Lebanon”, Claudia Roden. Neste livro estão todas as receitas que D. Loris cozinhava e mais um montão de pratos marroquinos e turcos. Confesso que o Shish Barak só tentei uma vez e por falta de ingredientes legítimos não tive muito sucesso!

Mas o prato mesmo que adoro cozinhar e já tenho a receita na cabeça, e o sabor na boca, é o quibe assado. Este quibe é delicioso, é autêntico. Me perdoem vocês que adoram o quibe da padaria. Eu também adorava até que comi este. Até que descobri que a receita que vem escrita atrás do pacote do trigo da Yoki é uma enganação! Hoje, prá mim, quibe é feito de carne – de cordeiro! – e o trigo é um mero coadjuvante na receita!

Oukla chahiya!!

Kibe assado com cebolas e pinoles (Serve 6)

Kibbeh Saniyeh

125 gr de trigo para kibe

1 cebola média, cortada em 4

500 gr de carne de cordeiro, da parte da perna, moída

1 colher de chá de sal

1 coher de chá de pimenta síria

pimenta do reino, o quanto baste

2 colheres de sopa de azeite de oliva

500 gr de cebola fatiadas finamente

3 colheres de sopa de azeite de oliva

50 gr de pinoles

1/2 colher de chá de canela moída

1 pitada de pimenta síria

sal e pimenta, o quanto baste

1/2 colher de sopa de melaço de romã ou sumac (opcional)

Aqueça o forno a 190 graus.

Enxague o trigo com uma peneira bem fina. Eu forro a peneira com uma gaze de cozinha pois minha peneira não é tão fina assim! Não necessita deixar de molho. Escorra e seque bem, espremendo a gaze. Reserve.

Em um processador de alimentos pique a cebola até formar um puré. Acrescente a carne, o sal, pimentas, e misture. Acrescente o trigo. A receita original pede para processar até formar uma pasta. As vezes faço assim, outras apenas misturo e deixo uns pedaços de carne. Você decide!

Com suas mãos aperte essa mistura em uma assadeira de aproximadamente 11 cm de diâmetro já untada com azeite . Unte a superfície do kibe com as 2 colheres de azeite de oliva. Passe uma faca nas laterais da assadeira para “soltar” o kibe antes de levá-lo para assar. Asse por aproximadamente 30 minutos ou até que o kibe esteja dourado.

Enquanto o kibe assa, prepare a cobertura. Frite as cebolas no azeite de oliva deixando-as dourar e ficar com uma aparência crocante, mas sem queimar. Acrescente os pinoles e mexa até que fiquem dourados. Adicione o sal, as pimentas, e a canela. Misture. Se optar por usar, adicione o melaço de romã ou o sumac.

Cubra o kibe já assado com essa cobertura e sirva com coalhada seca. Eu exagero!

Quantas surpresas em San Francisco!

Voltei destas férias me achando uma californiana. Ou melhor, uma sanfranciscana! Quero um ritmo de vida mais ameno, comer mais frutas e verduras que plantei no quintal, tomar mais água purificada com carvão e pedalar pela Golden Gate todas as manhãs. Bem… Já deu para perceber que estou deprimida! Acho que nada disso vou conseguir por aqui!

Oops! A água sim. Trouxe uns pedacinhos de carvão que vi, adorei e comprei na Boulette’s Larder. Por falar nisso… Esse restaurante é um lugar imperdível na linda e deliciosa San Francisco. O menu é decidido horas antes pela chef que, com sua brigada cozinha tudo ao momento, na frente dos comensais. Literalmente estamos dentro da cozinha, pois não há nem uma portinha, nem um vidro que separe o fogão da grande mesa comunitária.E debaixo desta mesa uma linda e tranquila, quase imóvel, sheep dog, descansa aos pés dos clientes!! Incrível. A cara de SanFran! E este restaurante fica no Ferry Buiding. Uma antiga estação das docas reformada que abriga o Farmer’s Market da cidade, além de outros restaurantes, cafés, mercadinhos, barraquinhas de produtos orgânicos, naturais, como este stand de cogumelos. TUDO ali era cogumelos. Inclusive o “faça você mesmo dos cogumelos”. Jesus! A cara e a fuça de SanFran!!

Heguiberto, eu e Ana - amiga brazuca que adora me seguir nas viagens!
Heguiberto, eu e Ana - amiga brazuca que adora me seguir nas viagens!

Outra surpresa mais que bacana que me aconteceu foi conhecer pessoalmente o Heguiberto, bloggeiro do www.weirdcombinations.com, blog que recomendamos aqui. Ele leu que eu estava pela área, me mandou um recadinho e combinamos de jantar. Foi o máximo! Ele ainda escolheu um restaurante vietnamita muito bom. Out the Door é uma braço mais informal do aclamado The Slanted Door do chef Charles Phan. No The Slanted tem um balcão para comida para levar que se chama Out the Door. O negócio deu tão certo que abriu uma filial, só que desta vez com lugar para sentar! Bárbaro. Abro um parêntesis aqui para agradecer a acolhida e as dicas dadas pelo Heguiberto!

E quando eu achava que a cidade não poderia me proprocionar mais nenhuma surpresa fomos conhecer a floresta de sequóias Muir Woods. Me emocionei muito com essas árvores lindas e gigantescas. Me lembro de tê-las visto em meu livro de geografia da 5a. série, eu acho, e nunca imaginei que estaria diante dessa maravilha da natureza. E para fechar um roteiro gastronômico mais que maravilhoso dirigimos até Stinson Beach para um pic nic com frutas orgânicas do Farmer’s Market, queijos incríveis do Cowgirl Creamery Artisan Cheese Shop (affff!), um brisket da Boulette’s Larder (excelente motivo para voltar lá), o melhor pão sourdough do mundo, da Acme Bread Company e um Paraduxx Hooded Merganser 2007!!


O que mais quereria eu da vida? Viver por lá!!!

Perdi meus óculos e acabei encontrando algo muito melhor!

Depois de uma deliciosa manhã chuvosa no SFMOMA fomos almoçar no restaurante Anchor & Hope que fica ali pertinho e do qual eu tinha lido uma maravilhosa crítica com uma foto tentadora de um Lobster Roll. O lugar é o máximo! Fica num bequinho escondido, dentro de um galpão reformado, com seus canos e tubulação aparente, mesões de madeira e muito charme nas paredes. O menu é especializado em peixes e frutos do mar e a cada descrição do cardápio a indecisão aumentava! Bem, não para mim. Eu fui decidida a comer o sanduiche de lagosta. E acertei. Estava maravilhoso. Com uns pedaços enormes e tenros de lagosta, servido num brioche fresquíssimo! Ai… Comeria dois! Mas o fish and chips e o clam chowder também eram minhas opções e pelo que vi nas mesas do nosso lado, não decepcionaram!

Saímos todos muito satisfeitos e prontos para a nossa aventura da tarde. Porém, no meio do caminho, me dei conta que havia deixado meus óculos de sol no restaurante… Nesta mesma noite telefonei e perguntei, mas como o restaurante estava lotado ninguém pode me ajudar. O mesmo aconteceu no dia seguinte. Decidi, então, voltar ao restaurante pessoalmente para perguntar. As 4h em ponto da quarta-feira eu estava na porta do restaurante que abre para um HAPPY HOUR COM OSTRAS E STOUT POR USD 10!!!!!!! Que delícia! Que surpresa! Que bom ter perdido online slots estes óculos!

Eu juro que não poderia ter acontecido algo melhor naquela tarde, pois além de tudo estávamos com fome, mas como teríamos um jantar cedo, não poderíamos comer muito. Só um “lanchinho” com ostras! E para a acompanhar, também pedimos as batatas fritas Anchor & Hope. Polvilhadas com queijo parmesão e ervas e servidas com um garlic aïoli. O que era aquilo??? Acho que era para ajoelhar mas eu não entendi!

Normalmente não retorno a um restaurante durante uma viagem para ter a oportunidade de conhecer outros lugares, mas eu perderia meus óculos milhões de vezes se eu soubesse que a recompensa seria assim…

P.S. No final, recuperei os óculos e já não voltei ao Anchor &Hope. Mas sempre resta uma esperança!

Resultado do sorteio – Presente para o Dia das Mães!

kit picnic

kit picnicPessoal, adoramos esta promo! Ela começou devagarzinho, como muitas visitas, mas poucos corajosos que colocaram a sua mensagem, mas aos pouquinhos, todos foram se contaminando com as lindas declarações. Foi uma delícia ler cada uma! Tenho certeza que cada mãe homenageada ficou super orgulhosa e satisfeita com tanto carinho!

Como prometido, acabamos de fazer o sorteio para que o presente possa chegar a tempo deste dia tão especial.

E a vencedora foi… número 18 – Mariana!

Sorteio 2

Parabéns!!!! Vamos entrar em contato ainda hoje por email para pegarmos os dados para entrega! Tudo já está sendo feito com muito capricho. Espero que goste!

Muito obrigada a todos que participaram!

Repetindo a lista com os números abaixo:

1              Clarisse Rosas

2              Marilia Paes

3              Marilia Paes

4              Maria Juliana Sampaio

5              Maria Juliana Sampaio

6              Raquel Vidigal

7              Raquel Vidigal

8              Beth Bastos

9              Beth Bastos

10             Ana Dalbó

11             André Amorim

12             André Amorim

13             André Amorim

14             Elena

15             Elena

16             Silvy

17             Silvy

18             Mariana

19             Mariana

20             Leticia Vidigal

21             Valeria Rúbio

22         Valeria Rúbio