Memórias de um estômago com muitas lembranças…

caneloni com abóbora

caneloni com abóboraHoje é um dia muito especial. Isso porque o Memórias está gerando um fruto muito especial: o site NaSavassi acabou de lançar a sua mais nova coluna quinzenal. Uma coluna de gastronomia com nada mais nada menos que euzinha no comando, ou melhor, no computador!

É… o Mémorias está no NaSavassi!!! Bom demais da conta. Precisávamos dividir isso com vocês, afinal aqui é o nosso porto seguro e vocês precisam saber destas novidades em primeira mão!

Desta vez, contei sobre a receita de um Caneloni recheado com Abóbora e Orapronobis. Delicioso. Vale a pena conferir e testar.

Mais ainda, para quem é de BH ou mora lá, vale a pena conhecer o NaSavassi e acompanhar sua programação.

E neste momento jabá, confira o causo e receita no NaSavassi

Sucesso da criançada: Bolo cor-de-rosa de beterraba

Bolo beterraba

Bolo beterrabaTenho uma tia que é cozinheira de mão cheia e  adora fazer doces (acho que deve ter alguma coisa genética, né?).  Eu tenho e uso várias receitas dela, mas nunca tive a oportunidade de fotografá-las e escrevê-las aqui.

Eis que a oportunidade surgiu. Pois, neste feriado, preparei um café-da-manhã especial com várias coisas gostosas, mas saudáveis, para receber alguns amigos e seus filhos aqui em casa.

Então, resgatei uma das receitas da tia Marília: Bolo Cor-de-Rosa de Beterraba. Eu fiz o bolo puro, mas pode-se colocar uma calda de chocolate com mel por cima. Delicioso e nutritivo! Sucesso com a criançada, principalmente com as meninas. Confira a receita abaixo.

 

Bolo de Beterraba da Tia Marília
 
– 1 xícara de suco de laranja

– 4 xícaras de beterraba picada (cerca de 4 beterrabas)

– 3 ovos

– 1 e 1/2 xícaras de açúcar cristal

– 3/4 xícara de óleo

– 3 xícaras de farinha de trigo

– 1 colher (sopa) de fermento em pó

– pitada de sal
 

Modo de preparo:

Bater o suco de laranja e as beterrabas no liquidificador. Reservar.
Bater as claras em neve e reservar.
À parte, bater as gemas, o açúcar e o óleo, na batedeira. Desligar a batedeira e acrescentar, aos poucos, o suco batido. Adicionar a farinha de trigo e misturar bem, incorporando tudo. Por último, colocar as claras em neve, o fermento e o sal. Misturar tudo e levar a assar em forma untada e enfarinhada.
Assar em forno à 180 graus.

Olha pro céu, meu amor… foi aberta a temporada da canjica!

canjica

canjicaAinda em ritmo de festa junina, fiz a minha primeira leva de canjica! E todo ano me pergunto: por quê a gente só faz canjica nesta época???

Bem, no meu caso, a resposta é simples: porque me acabo de tanto comer. Definitivamente, não consigo ficar só num pratinho!

É aquela receita fácil de comer e fazer, mas tem seus truques. E, como várias pessoas me perguntaram como preparar, coloco aqui a receita que sempre utilizo.

Eu gosto de preparar uma quantidade maior, pois a cada dia ela vai ficando mais gostosa. 

 Só neste ano, descobri que tenho uma sócia: minha filha apaixonou-se também! Acho que vou ter que fazer mais!!! canjica

Receita de Canjica (simples e com complementos deliciosos – serve 12 porções)

– 500g de canjica (deixada de molho em água de um dia para outro, pelo menos por 8 horas)

– 1,5l de água

– 2l de leite

-500ml de leite de côco

– 100g de côco ralado

– 300g de açúcar

– 2 a 3 pauzinhos de canela

– 3 cravos da índia

– opcional 1: 200g de amendoim torrado e moído

– opcional 2: 200g de queijo minas em cubinhos (coisa de mãe mineira…)

Modo de Preparo:

1- Deixar a canjica de molho de um dia para o outro. Escorrer a água e colocá-la para cozinhar em fogo brando com a água. Deixar ferver por cerca de 1h30min, mexendo de vez enquando para não grudar.

2- Após este período, acrescentar a canela, cravo, leite e leite de côco. Deixar ferver novamente. Acrescentar o açúcar e o côco. Deixar cozinha por mais uns 45 minutos até os grãos estarem bem macios e o caldo mais grosso.

3- Você pode servir com um pouco de amendoim torrado e moído ou com cubinhos de queijo ou com tudo junto misturado… Uma delícia!

Bom apetite!

Extra! Extra! Olha o Memórias aí, gente!!!

steak tatar

steak tatarPessoal,

hoje o dia foi pra lá de especial! Vimos o resultado de alguns dias de trabalho e muita expectativa. Bem, vamos contar a história desde o início!

Eu e a Pati, como apaixonadas por cozinha que somos, sempre navegamos a procura de blogs de culinária legais para acompanhar. Nesta busca, conhecemos o DCPV, o blog, como ele mesmo se denomina, etílio-gastronômico do Edu. Nele, descobrimos que o Edu fazia um projeto mais legal ainda: o InterBlogs!

O InterBlogs se resume ao Edu executar um cardápio de outro blog. Mas tem que ser algo novo, desenvolvido para o projeto. Só blog bacana faz parte deste projeto.

E, há mais de um ano, quando estávamos começando a dar forma ao Memórias Gastronômicas, a gente se candidatou a participar. E não é que deu certo!

Eba! Yup!!!! Tivemos a honra de ser convidadas a fazer o menu deste mês! Delícia demais!

Só para dar um gostinho, a nossa proposta foi composta por receitas que não saem da nossa memória e parece que não vão sair de outras também!

Entrada: Steak Tatar especial

Prato Principal: Lula recheada de couscous

Sobremesa: Mil-folhas de côco com ameixa

Confiram as receitas completas no InterBlog!

Pudim de Claras e o sabor da infância

Esta semana estava precisando de uma comida que me reconfortasse…

Acho que foi uma dor de dente horrível que me fez lembrar do colo da minha mãe e de quando sempre tinha um remedinho prá qualquer dor… Mãe não deixam os filhos sofrer, não é mesmo?!? E em casa, além da novalgina® (!) sempre tinha uma guloseima pra fazer passar aqueles momentos incômodos.

Em vários outros posts aqui já citei o quanto minha mãe cozinhava lá em casa e como eu aprendi muito com ela. Mas nunca havia percebido que em muitos destes momentos ela estava alimentando nossos corações mais que nosso apetite voraz!

E isso me fez lembrar de um delicioso pudim de claras que ela fazia sempre. E a danada tinha muitos artifícios que não nos deixava enjoar de suas comidas. Sempre modifcava pequenos detalhes e nós, como crianças, não entendíamos estas artimanhas da “Tia Edna”!

Este Pudim de Claras apareceu com mil e uma versões lá em casa; com pudim de leite, ilhas flotantes, mas a que eu mais gostava era esta receita que compartilho com vocês. Mais simples, impossível! 4 ingredientes! Depois que aprendi fiz muitas vezes. E sempre me vinha a lembrança de estar comendo “nuvens”. E era assim que chamávamos: o doce de nuvens!

Um pouco do sabor da infância para confortar a qualquer coração (ou dente!) doente!

Pudim de Claras

Calda de Caramelo

1 e 1/2 xícaras de açucar

3/4 de xícara de água fervendo

Pudim de Claras

8 claras de ovo

16 colheres de sopa de açucar

1 fava de baunilha (pode ser substituída por raspas de limão – 1 colher de chá)

Faça o caramelo colocando o açucar em uma panela e acrescente 1/4 de xícara de água. Misture bem e leve ao fogo médio e deixe a calda ferver sem mexer. Quando a calda atingir 115 graus deverá ter cor de caramelo. Acrescente a água com muito cuidado pois irá espirrar. O caramelo irá endurecer. Continue em fogo baixo para que o caramelo derreta, mas tenha cuidado para não queimar e amargar. Despeje na forma que assar o pudim.

Pré aquecer o forno a 120 graus.

Bater as claras em neve em uma tigela muito limpa sem nenhum traço de gordura senão as claras não “sobem”. Começar a bater em velocidade baixa por 2 minutos. Aumentar para velocidade média e bater por mais 2 minutos. Aumentar para velocidade alta e acrescentar as colheres de açucar uma a uma. Abrir a fava de baunilha com uma faca e com as “costas” da faca raspar as sementes. Acrescentar às claras.

Colocar as claras batidas em ponto de neve na forma e colocar para assar em banho maria por 40 minutos. O pudim deverá estar dourado. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Desenformá-lo morno. Se desenformar quente poderá quebrar. Se o fizer frio, poderá grudar na forma e não sair. Neste caso, coloque a forma por uns minutos em água fervendo.

Dica: se o caramelo ficar grudado na forma coloque-a rapidamente na chama do fogão para derrete-lo. Cuidado para não queimá-lo.

Pula a fogueira, ioiô…vai um pé-de-moleque aí?

pé de moleque

pé de molequeConcordo com a Patrícia, se tem uma coisa que sempre gostei no Brasil é da temporada de festa junina. Não sei se por causa do quentão, do clima da festa ou por causa das comidas… Elas combinam tanto com o friozinho desta época que a gente acaba abusando um pouco, mas faz parte, né?!

Para começarmos a entrar no clima de São joão, aí vai uma receita super fácil, gostosa e com um toque especial.

Desde que me entendo por gente, lá em casa se faz pé-de-moleque. Mas por várias vezes, eu fazia cara feia porque minha mãe colocava gengibre na receita. Nada como o passar do tempo e o aprimorar do paladar… Hoje sou eu quem faz o pé-de-moleque com gengibre. Uma delícia!

Pé de moleque

– 1 kg de rapadura

– 500ml de água

– 1kg de amendoim torrado, sem pele e inteiro

– 2 colheres de sopa de farinha de mandioca

– opcional: 1 colher de sopa de gengibre ralado

Modo de Preparo:

pé de moleque como fazerColocar a rapadura e a água para derreter até o ponto de bala mole (se for por o gengibre, coloque deste o início para pegar bem o gosto.  Desligar. Acrescentar o amendoim e bater com uma colher o espatúla (misturar vigorosamente) até começar esbranquiçar. Despejar sobre uma pedra (granito ou similar), que já está salpicado com um pouco de farinha de mandioca. Espalhar bem e quando amornar cortar. Outra opção é colocá-lo às colheradas para já fazê-lo individualmente, mas é preciso ser ágil para não perder o ponto e ele ficar duro.

Dica:

1- ele vai começar a grudar na borda da panela e vc terá dificuldade de soltá-lo.

2- Como verificar este ponto: em uma vasilha colocar água gelada e pingar um pouco do melado. Com as pontas dos dedos ajuntar o melado. Se formar uma bala mole, está no ponto.  Se estiver muito dura, colocar mais um pouco de água, pois passou do ponto.pé de moleque como fazer