Com castanhas e afeto

Ontem, entreguei a minha primeira encomenda: um bolo de cenoura com castanhas.

Uma amiga – uma das minhas testadoras oficiais de receitas – comentou que amou o bolo de cenoura que fiz e queria um para o fim de semana.

Eu estava no meio da arrumação de mala para viajar, mas não podia deixar de atender a vontade de uma cliente tão especial.

Arruma mala aqui, bate o bolo ali e, para completar o agito, ao mesmo tempo, eu e a Pê começamos a testar o conteúdo do blog.

Ainda falta muito, temos que cuidar da identidade visual, alguns vários detalhes técnicos, mas ele está tomando forma, crescendo, como o bolo ali no forno…

bolo, bolo de cenoura, lanche 

O pedido era simples, rápido de fazer, o blog também: simples e rápido de fazer. Mas foi um momento muito especial: o momento que a minha vida nova começou!

E, para marcar a data, é claro que minha amiga ganhou o bolo como presente de pedido número 1. Merecido, né?!

Que esta receitinha simbolize todo o nosso carinho e agradecimento àqueles que nos apóiam. Com castanhas e afeto.

 
Bolo de cenoura com castanhas

– 3 cenouras médias (cerca de 300g)

– 3 ovos

– 1 xic. (menos 1 dedo) de óleo

– 1 ½ xíc de açúcar

– 1 ½ xic de farinha de trigo peneirada

– 1 col. (sobremesa) rasa de fermento

– 1 xic. de um mix de castanhas-do-pará e nozes quebradas grosseiramente (se preferir pode outra castanha de sua preferência)

Colocar em um liquidificador, as cenouras, óleo, açúcar e gemas. Bata tudo até ficar um creme homogêneo. Despejar em uma vasilha.

Separadamente, bater as claras em neve. Reservar.

Pegar uma colher da farinha e misturar às castanhas e adicionar ao creme. Acrescentar o resto da farinha de trigo e o fermento ao creme misturando com movimentos suaves.

Acrescentar as claras em neve, aos poucos, misturando levemente, de baixo para cima.

Despejar em uma forma untada e enfarinhada. Levar para assar em forno pré-aquecido à 180oC por cerca de 35 min.

Ainda sobre falafel…

Fallafel, arábe, petisco, lanche

Lendo o post sobre o sanduíche de falafel em Paris, minha cunhada me pediu uma receitinha para poder fazer em casa. Então aí vai uma que fiz outro dia…

 

 

Fallafel, arábe, petisco, lanche
Esse falafel com uma cervejinha...

Falafel

– 250 g de grão-de-bico sem pele (é bom deixá-lo de molho por, pelo menos, 3 horas)

–  250 g de batata cozida e espremida (como para purê)

– 1 cebola picada bem miúda

– 2 dentes de alho amassados

1/2 xíc. (chá) de coentro (ou salsinha para quem tem restrição) picada

– 1 colher (chá) de cominho em casino spiele

-1 pimenta dedo de moça bem picadinha

–  sal e pimenta (árabe ou do reino branca) moída a gosto

– 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

– óleo para fritar

Num processador coloque grão-de-bico sem pele e processe até virar casino online uma massa. Coloque em uma vasilha e adicione a batata, cebola, alhos, cominho, coentro, sal, pimentas e, por último, bicarbonato de sódio. Misture muito bem.

Em seguida, faça pequenos bolinhos e frite-os em óleo não muito quente (150ºC a 160ºC) para cozinhar por dentro e dourar por fora.

Sirva imediatamente, com uma saladinha ou em sanduíche. O molho tarrine combina super bem com o falafel. Bom apetite!!!

* se quiser fazer uma opção um pouco mais light, pode-se assar o falafel, mas não é a mesma coisa…

“Paris é uma festa!”

Falafel

Como disse Hemingway, Paris realmente é uma festa. Você pode estar interessado em moda, história, artes, filosofia, arquitetura, nos mais diversos temas que você se deliciará em Paris. Mas é na gastronomia que eu me acabo. Em qualquer canto, come-se bem. Sabe aquela máxima de até ruim é bom… ela se aplica a esta cidade.

Não sei se é o clima, se é pelo fato de todos crescerem comendo bem e se acharem experts. Mas, o fato é que você sempre tem uma boa opção para comer bem (e o que você quiser) em Paris.

Reza a lenda – até um grande especialista em comer bem disse um dia – que “o melhor restaurante chinês do mundo estava em Paris…”. Exageros ou verdades à parte, esta cidade é o paraíso para nós, os comilões de plantão. Da Alta Gastronomia, já festejada por todos, até a Baixa Gastronomia: tudo é fenomenal!!! Em cada esquina, você pode descobrir um lugarzinho especial.

Coisas inusitadas do tipo: o melhor sanduíche de falafel que eu já comi foi em Paris… E o pior (ou melhor): eu repeti desta vez. O Marcelo ama este sanduíche e, para matar a saudade, fomos parar lá no Marais – bairro descolado francês que vale a pena a visita mesmo se vc não gosta de falafel, bem ao lado da Place des Vosges.

São vários restaurantes que vendem esta e outras iguarias do médio oriente. Não conseguimos ir onde havíamos comido da outra vez, pois estava fechado. Mas fomos a outro, logo ao lado, igualmente bom, chamado L’As du Fallafel. É fácil chegar, mas náo dá pra seguir os mapas turísticos, pois a rua não aparece. Vale imprimir o mapinha no google.

A melhor opção é seguir a orientação do atendente que grita aos quatro cantos: “venha comer o melhor falafel de Paris”. Entre na fila “à porter”, faça seu pedido a este simpático cavalheiro (que fuma na sua cara), que te dá o troco e a ficha. Fila, fumaça…tudo pelo falafel! O Shawarma também vale o sacrifício.

Depois de pegar seu sanduíche, encontre um lugar vazio nos arredores para sentar-se e deliciar-se com esta maravilha. Vale tudo, degraus de casas, porta da igreja, uma pracinha bem fofa que tem perto ou se você se animar a caminha um pouquinho mais tem a Place des Vosges, que dispensa apresentações…
Áh! E se for este o caso, não vale sofrer pela escolha ao passar pelo D’Ambrosie. No máximo, tente a sorte de um encaixe para o jantar do dia seguinte.
L’As du Fallafel
34 , Rue des Rosiers – 4º arrondissement