Amizade não tem idade, nem prazo. Só o momento certo!

Recebemos um outro texto, lindo, cheio de emoção e eu gostaria de tê-lo publicado na semana passada, mais especificamente no dia 29 de novembro para homenagear a autora, minha amiga Geisa, no dia do seu aniversário. Infelizmente não deu. Teve que ser hoje. E ao lê-lo novamente percebi como as amizades nascem sem nem mesmo tentar. É o curso da vida e este mistério é encantador!

“Conheci a Patrícia em uma situação inusitada e ao mesmo tempo inesquecível…
Estava trabalhando no tasting de um restaurante brasileiro que abriria aqui em Londres em 2007. Certo dia diante de todos os entulhos da construção e reforma do restaurante, com uma cozinha provisória no fundo da obra, vejo chegar esta moça… chiquérrima… com um casaco de frio preto, toda arrumada e com algumas sacolas da Harrod’s (para quem não conhece a mais famosa loja de departamento de Londres). Perguntou-me onde poderia encontrar o head chef. Indiquei o escritório e confesso que fiquei pensando no que uma moça tão chic estaria interessada no meio de tantos entulhos. Não nos vimos mais….

Muito tempo depois, na época em que o restaurante estava para abrir e todos os contratados vieram para fazer o tasting… quem eu vejo lá? A moça chic daquele dia frio e chuvoso! Na hora me lembrei dela. Confesso que ri sozinha… Ela estava lá procurando emprego, também! 

Não saberia dizer onde nasceu nossa amizade… e amizades verdadeiras não precisam ter data marcada, não é mesmo? Elas simplesmente acontecem com a “mão de Deus” e assim eu a e Paty (como comecei a chama-lá carinhosamente) nos tornamos grandes amigas. Um dia veio um almoço na casa dela, conheci ao Roberto e o Pedrinho, que tinha apenas um ano e pouco. No meio do delicioso almoço trocamos idéias, conversamos sobre comida, bolos, doces, o trabalho e a tarde foi curta para tudo.

Uma amiga incrível, que sempre me apoiou em todos os momentos em Londres. O restaurante que trabalhávamos fechou (infelizmente) mas a nossa amizade sobreviveu à sua ida para o México e agora com a ida para o Brasil (confesso que sou um pouco insistente com minhas verdadeiras amigas e sempre estou procurando saber notícias).

A melhor surpresa foi ela aparecer aqui em Londres neste ano. Estava trabalhando fora da cidade e ela foi lá me visitar. Tive uma tarde maravilhosa, tomamos uma cider deliciosa em um pub tipicamente inglês para ficar registrado este reencontro. É esta foto que estao vendo. 

Comemos muitas coisas deliciosas juntas… mas nehum momento será tão histórico como o nosso afternoon tea na Peggy Porschen… Delicioso! Segue a foto para você… e segue também a minha receita favorita para ficar registrada aqui. Neste momento as minhas “Memórias Gastronômicas” estão nos nossos encontros para tomar o chá da tarde na John Lewis.

Agora é final de ano… mais uma vez… e a gente fica mais sensível… sente saudade de casa e de todos os amigos especias… assim como você, amiga!

Quero apenas dizer o quanto você é especial e o quanto eu amo você! A saudade é sempre grande mas eu sei que posso contar contigo a qualquer momento.

“Nada simboliza mais Londres e os famosos chá da tarde do que o delicioso Victoria Sponge Cake. Uma vez que você experimentar um pedaço… vai querer mais!!! É o meu favourito… Simples e delicioso!”

 

 

Bolo Victoria Sponge para o chá das cinco

Este bolo é muito simples e fácil de fazer. Mas a qualidade dos ingredientes fará toda a diferença!

175 gr de açucar refinado

175 gr de manteiga ou margarina para bolo

175 gr de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento químico

175 gr de ovos (isso equivale a aproximadamente 3 ovos grandes sem considerar a casca)

1 baunilha  ou 1 colher de chá de extrato de baunilha

300 ml de creme de leite fresco

150 gr de açucar de confeiteiro

geléia de morango, o quanto baste.

 

Pré aqueça o forno a temperatura média, 180 graus. Unte duas formas para bolo de 20 cm com manteiga e farinha de trigo.

Na batedeira bata a manteiga e o açucar até obter um creme claro e homogêneo. Acrescente as sementes de baunilha e os ovos, um a um, até misturar bem.  Em velocidade baixa adicione a farinha e o fermento, uma colher por vez.

Despeje a massa nas duas assadeiras e asse por 25 minutos ou até dourar. Faça o teste do palito. Deixe esfriar sobre uma gradinha.

Bata o creme de leite com o açucar de confeiteiro em ponto de chantilly

Quando o bolo estiver frio, coloque na travessa em que vai servir um dos bolos e uma camada da geléia e por cima o chantilly . Coloque o outro bolo em cima mas não pressione muito. Para decorar somente açucar de confeiteiro. Para saborear este bolo nada melhor do que uma xícara de chá. Simples assim!!

 

A delícia de uma homenagem…

Acabo de receber um e-mail da minha querida amiga Ana Lucia. Um e-mail maravilhoso onde ela faz uma segunda homenagem para seu pai. Linda e doída. Na primeira vez, ela fez a paella cuja receita está aqui. Agora ela escreveu um texto lindo que eu não poderia deixar de publicar aqui e compartir com vocês…

 

Ana, minha doce amiga. Hoje você faz o blog e ele está muito mais delicioso!

 

“Graças à gentileza da minha querida amiga Patricia, já apareci duas vezes aqui no Memórias Gastronômicas – na primeira, porque me meti na viagem dela para SanFrancisco (Pê, qual é a próxima viagem??) e, na segunda, porque resolvi me aventurar a fazer uma paella de presente de Dia dos Pais para meu amado pai. Fiquei devendo a foto da paella por muito tempo e agora resolvi pedir licença para não apenas publicar a foto, mas também falar um pouco sobre a deliciosa memória que essa paella deixou. 
Quando tive a ideia de fazer a paella e pedi a receita à Patricia, era porque já não sabia mais o que dar de presente a meu pai. E ele, como bom descendente de italianos, sempre apreciou muito comer bem e suas histórias muitas vezes envolviam a lembrança de sabores que havia conhecido ao longo de sua vida. Com a minha mãe ele aprendeu acozinhar (há controvérsias…rs) e, curioso, assistia programas, lia e foi desenvolvendosuas receitas, suas técnicas. E assim, comer em casa era uma delícia!
Até por conta disso, enquanto morei com meus pais, minha participação se limitava a passar pela cozinha para ver de onde vinha aquele cheirinho gostoso que eu estava sentindo e a comer!
Somente quando passei a morar sozinha, descobri que trouxe o gosto pela boa comida comigo e que não ia dar para viver de congelado e sanduíche. Aos poucos, passei a fazer minhas experiências – algumas deram certo, outras nem tanto – e fui curtindo isso cada vez mais, comprando acessórios de cozinha, lendo blogs (este inclusive, claro!) e fazendo cursos. Meu pai e minha mãe foram, obviamente, minhas primeiras “cobaias”.
Meu pai se surpreendeu com essa minha descoberta como cozinheira e não escondia oorgulho de ver a filha fazendo algo de que ele mesmo gostava e pedindo instruções e dicas. Até por isso, achei que fazer um prato de que ele gostava como a paella no Dia dos Pais era uma ótima ideia.

E foi! Com a valiosa ajuda da Patricia, para quem pedi a receita aos 45 minutos do segundo tempo, comprei os ingredientes e no Dia dos Pais de 2011 meu pai, minha mãe e eu nos reunimos na cozinha do meu apartamento para preparar a paella. Acabou sendo uma festa! Curtimos tudo, desde a preparação dos ingredientes, o momento de colocar na panela e, enfim, a hora de saborear! Ele ficou muito feliz e a paella ficou uma delícia!!! 

Depois dessa vez, repetimos a receita no Reveillon seguinte e já fazíamos planos defazê-la de novo no Dia dos Pais deste ano.
Infelizmente, não tivemos essa oportunidade. Na verdade, o Dia dos Pais de 2011 acabou sendo o último que passei junto com meu pai. A falta que ele faz é enorme, mas a lembrança dessa paella me faz ter certeza da sorte que tive de viver momentos como este ao lado dele. E, se como diz Leonardo da Vinci, “para estar junto não é precisoestar perto, e sim do lado de dentro”, meu pai sempre estará junto de mim, dentro demeu coração e nas minhas memórias, inclusive as gastronômicas!”

Muffins de Cenoura e Maçã da Balãzinho

Aiiii!!!! Que delícia. Mais um post de co-blogueira. Desta vez foram os muffins da Adriana (Balãozinho, para mim!). Conheci a Adriana em 1990 quando fiz intercâmbio para os EUA. E agora,  com o Facebook, retomamos contato. Não é incrível?!?

 

“Após muito planejamento, e muita vontade, consegui ir para Nova York durante o Natal. Tudo começou muito bem, estava feliz e encantada por encontrar uma cidade organizada e completamente decorada. Porém, ainda faltava a neve, com a qual estava sonhando… Estava muito pertinho da loja M&Ms quando senti os primeiros floquinhos caindo… Uma sensação muito boa e esperada… Fiquei parada por um tempo, curtindo o momento. Mas a neve veio com toda força (essa foi a famosa Blizzard de dezembro de 2010) e resolvi entrar na loja.

Enlouquecida com todos os produtos, umas forminhas lindas de silicone me chamaram a atenção. Eu, como amante de muffins e cupcakes, não pude resistir. Foi a melhor aquisição dos últimos tempos. Já em São Paulo, curti muitos momentos deliciosos com amigos e familiares comendo muffins, tomando um cafézinho e batendo papos descontraídos. A última receita, Muffins de Cenoura com Maça, foi sucesso absoluto… e muitas ainda viram :0)

 

Muffins de Cenoura com Maçã da Adriana (16 muffins) 

2 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de chá de bicarbonato de seodio

2 colheres de chá de canela em pó

1 pitada de sal

1 1/4 de xeicara de açucar

1/2 xícara de coco em flocos

1 xícara de cenoura ralada

3/4 de xícara de nozes picadas

3 ovos grandes

1 xícara de óleo

2 colheres de chá de baunilha

1 maçã verde sem casca e ralada

Aqueça o forno a 180 graus. Em uma tigela misture a farinha, o bicarbonato, a canela, o sal e o açucar. Junte o coco ralado, a cenoura, 1/2 xícara de nozes e mescle bem. Em outra tigela, bata os ovos, o óleo,  a baunilha e a maçã ralada. Junte esta mescla a mistura seca e envolva até que os ingredientes fiquem homogêneos, mas grumosos. Lembre-se das dicas de como fazer muffins!

Coloque a massa em 16 forminhas para muffins preenchendo-as até 3/4 de sua capacidade. Polvilhe com nas nozes restantes e asse por 15 minutos ou até que, ao enfiar um palito, ele saia limpo.

Deixe esfriar nas forminhas e depois transfira para uma gradinha.”

 

Salmão ao Molho de Maracujá da co-blogueira Vivi!

Foto: afraniorestaurante

Este post é uma delícia. Primeiro porque a receita é muito boa e super fácil de preparar. E segundo porque este post foi escrito pela Vivi de Araújo. Vocês se lembram do post do Rosbife da Lulu? Então, este aqui é igualzinho. Foi escrito com todo o carinho por uma amiga pessoal, e do Blog! Você também pode se meter no nosso blog, se quiser. Mande sua receita, testada e aprovada! e terá seu Dia de Blogueira(o)!

 

Recentemente, eu e meu marido Miguel convidamos Nick, um de nossos amigos para jantar. Miguel e eu adoramos massa. E acho que é uma opção sem margem de erro. Afinal, quem não gosta de massa?

Nick é filho de sicilianos, que me faz pensar que qualquer tentativa de fazer uma deliciosa massa seria como chover no molhado, nada de novo. Lembrei da receita de salmão ao molho de maracujá que minha mãe fazia. Maracujá, ou passion fruit, como eles chamam aqui nos esteites, não é muito popular, então seria uma surpresa.

Mas e os acompanhamentos? Adoro os desafios de preparar um prato novo então entrei no blog “memórias” e mergulhei nas histórias e receitas.

 

É difícil manter o foco num blog com tantas receitas e historias gostosas (ahhhhhh! Tive que me meter. Que linda esta Vivi puxando o nosso saco!!!). Fui a página dos bem-casados, passei pela torta de resto (minha família tambem faz!), cookies de creme de amendoim – esse será o próximo desafio.. e epa! Foco!!

Logo encontrei uma receita de salmão e tomates recheados com couscous marroquino que me deu agua na boca.

Parecia perfeito, mas eis que li mais uma dica: o prato seria muito light para homens famintos.

Fiz batata a dore acompanhando os acompanhamentos, se podemos assim chamá-los, e aí sim pude relaxar.

Tudo ficou uma delícia e foi gratificante ver que o Nick realmente se surpreendeu e se deliciou com tudo. Obrigada Memórias!! (Aqui, com lágrimas nos olhos, somos nós que agradecemos!!!)

 

Salmão ao molho de maracujá (Serve 3)

 

Foto: afraniorestaurante
Foto: afraniorestaurante

600 g de filés de salmão

300 ml de suco de maracujá

300 ml de vinho branco

1 cebola pequena cortada em cubinhos

sal e pimenta a gosto

400 ml de creme de leite sem soro

100 g de manteiga

1 pitada de acucar

azeite de oliva para fritar o salmão

 

 

Numa panela, junte o suco, o vinho e a cebola em cubinhos. Adicione sal e pimenta a gosto. Deixe ferver e reduzir pela metade. Adicione o creme de leite e reduza mais.

Desligue o fogo e numa batedeira, misture o molho com a manteiga. Adicione a pitada de açucar para equilibrar um pouco a acidez.

 

Tempere os filés de salmão com sal e pimenta e frite em azeite de oliva

Coloque o molho por cima e sirva imediatamente.

 

Em tempo: A Vivi, gulosa, comeu todo o salmão e não me mandou foto. Terei que prepará-lo e fotografar!!!