Oscar Restaurante, uma dica especial em Brasília.

Oscar Restaurante Salão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrada Oscar Restaurante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com este post, inauguramos uma fase especial no Memórias, com um novo colaborador.

A partir de agora, receberemos dicas de lugares para se comer feitas por um viajante anônimo.

Em cada lugar que ele chegar (no Brasil e no mundo) e se ele encontrar um cantinho especial, enviará fotos, comentários e dicas.

Estas dicas aparecerão na Seção Onde Comer. Vale lembrar que estas dicas  são da experiência vivida por nosso cliente anônimo e são pagas por ele – não são patrocinadas, pois acreditamos na proposta do blog ter isenção de avaliar os lugares.

Outro ponto importante é  que acreditamos em divulgar o que há de legal por aí – e tem muita coisa… Portanto, não espere achar aqui no blog alguma crítica ruim. Se for ruim, não terá estaço aqui.

Então vamos lá!

A  primeira dica do nosso “informante” vem de Brasília, nossa Capital Federal.

A cidade rica em arquitetura, movimentos culturais, bares e lugares bem especiais, nem sempre lembrada por estas riquezas, também tem restaurantes especiais.

O Oscar Restaurante é uma destas boas opções. Ambiente charmoso e aconchegante, fica no andar térreo do Brasília Palace Hotel, cujo nome foi dado em homenagem ao criador de Brasília, Oscar Niemayer. Nele, o atendimento é destaque, com toda equipe muito cordial e eficiente. Suas preparações são muito honestas, com pratos clássicos e saborosos, oferecidos por uma equipe preocupada em apresentar pratos italianos artesanais, muito frescas e saborosas.

O que nosso viajante experimentou:

INSALATA BRIE – Folhas verdes com queijo brie e pera ao molho de mostarda

Salada de Brie - Oscar Restaurante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FETTUCCINI AI TRE FUNGHI I PROSCIUTTO.

O molho base deste prato principal é feito no próprio restaurante e cozido por mais de 42 horas. Uma preciosidade apresentada pela equipe da cozinha no vídeo abaixo.

Fetuccini al tre funghi - Oscar Restaurante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oscar Restaurante equipe padaria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Restaurante Oscar
SHTN Trecho 2 – Asa Norte, Brasília – DF – Brasil
(61) 3306-9021/ 3306-9060

Desejos para 2013 e dicas de NY.

Torta Mil Crepes Lady M Confections

Antes de mais nada, Feliz Ano-Novo!

Que este seja um ano mais leve e harmonioso que o que passou. Que de fato tenhamos mais alegrias, mais realizações, mais amor. Que sejamos mais tolerantes e mais respeitosos, bem ao estilo da música: ” Eu vejo um novo começo de era – De gente fina, elegante e sincera – Com habilidade pra dizer mais sim do que não, não, não… – Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos –  Mesmo sem se sentir, não há tempo que volte amor – Vamos viver tudo que há pra viver – Vamos nos permitir…”

E como este escorrer pelas mãos do tempo é assunto recorrente aqui neste blog, aproveito estes dias mais calmos para colocar alguns post em dia e relembrar alguns bons momentos de 2012.

Central Park NYEste post comecei a escrever em setembro, quando fui à Nova Iorque e a Pati estava entre São Paulo e China. Na mesma época, uma blogueira que sigo e admiro postou uma matéria também sobre sua viagem à Big Apple. Logo depois veio o furacão… Resolvi, então, guardá-lo na gaveta para outro momento… Chegou a hora. Com algumas adaptações, incluindo alguns desejos para o ano que chega e com dicas leves para curtir esta cidade tão repleta de opções. Já peço desculpas pelo tamanho do texto, que até dividi em tópicos para facilitar mas me empolguei, e pelas fotos – todas tiradas pelo celular, o que vale o registro e o link para os sites.

Eu adorei a ideia do “Memórias” estar em São Paulo, China e em Nova Iorque praticamente ao mesmo tempo! E eu, adorei! Que 2013 tenhamos ainda mais eventos e viagens!

Falar sobre esta cidade chega a ser perigoso, pois são tantos lugares, tantas coisas boas… Mas aí vamos nós!!!!

Fiz uma viagem de trabalho em setembro, mas é claro que me diverti um bocado! Resolvi registrar dicas de lugares, restaurantes e confeitarias legais, mas nada de estrelados, apenas lugares legais e charmosos para quem quer bater pernas em NY sem encarar restaurantes super badalados.

A Big Apple em Setembro estava radiante muito sol e um clima delicioso para caminhadas, bem diferente do frio de agora…

Primeiro, a diversão!

Chegamos na semana de abertura da temporada de Ópera, portanto esta será minha primeira dica. Se for a Nova Iorque, em época de ópera, não deixe de conhecer o Metropolitan Opera no Lincon Centre. É especialmente lindo e o espetáculo… fabuloso! Porém, você deve estar se perguntando: essas meninas querem fazer um blog sobre culinária ou sobre viagens?… ok, ok… dá para misturar os dois um pouquinho, né? E esta próxima dica tem tudo a ver com isso…

Diversão + tema polêmico #1: Hamburguer

Ainda para diversão e ainda no Lincon Center (não estou patrocinada por eles…foi só coincidência de espaço mesmo), desta vez para quem gosta de ouvir um bom show de Jazz, fica a dica de um lugar onde pode-se ouvir um bom Jazz, comer um hamburguer sensacional (e ao escrever isso me lembrei de uma amiga que visita todos os lugares ditos como melhores hamburguers e faz seu próprio ranking… mas este é bom demais) e ainda ter uma vista privilegiada… Dizzy’s Club. Fica no topo, com uma linda vista para o Central Park e ruas da redondeza. Mas o hamburguer se superou!

Pedi o Dizzy’s burguer com batata doce frita. Animal!!!! Estou com vontade só de escrever…Vinha em um pão de hamburguer com cebola, que me fez lembrar a receita do pão de cebola já postada aqui, com todos os tracicionais acompanhamentos americanos: bacon, cebola, queijo cheddar e a supresa final, de matar, fritas de batata doce. Delicioso! Minha amiga pediu com batata comum, mas a doce é insuperável!!!! Enfim, eu realmente esperava uma comida mais ou menor, saí apaixonada!!!

Café da manhã, da tarde e comidinhas para qualquer hora

Le Pan Cotidian: franquia de uma ‘padaria’ belga que está presente vale tomar um café da manhã ou da tarde em um deles. (Meu sonho é abrir uma mistura dele com Eataly e Bonomi… mas enquanto não tenho bala na agulha… vou me divertindo como uma simples comensal…)

Chegou a hora de falar o Eataly!

Adoro a proposta do lugar, o espaço e suas comidas. Como um mercado, (ainda por cima italiano) é um pouco mais barulhento do que eu desejaria para um almoço de férias. Mas como estava a trabalho… era perfeito! Nele, temos vários espaços onde você opta o que quer comer (desde um simples gelato, passando por bons cafés e doces até  uma refeição completa). Lá também você pode comprar ingredientes mais que especiais para presentear ou preparar um jantar, entre eles massas frescas que você acabou de ver sendo produzidas. Demais! Para quem na correria da vida em Nova Iorque quer comer bem e rápido, é uma super opção (com direito a garçons galanteadores que lhe oferecem provinhas de queijos e presuntos quando você senta sozinha no balcão – bem italiano, digno de um puxão de orelha do meu marido que estava aqui ralando, mas tinha que cumprir meu dever profissional e provar aquelas delícias… ; )

Tema polêmico #2: Brunch

Já no SoHo, bairro onde fiquei, você encontra quase de tudo. Se quiser um restaurante chique, bem modinha, tem lá, uma super balada descolada… lá. Uma portinha que vende algo especial… lá. Passar dicas desta região é tão perigoso como delicioso. E se você for falar de brunch, então… corre o risco de ser apedrejado, pois, como hambuguer, cada um conhece o melhor lugar da cidade!

Então, para atacar todos os temas polêmicos (pelo menos no  que se refere à baixa gastronomia), tenho que dar minha dica do melhorr brunch de NY (como se eu já tivesse provado todos….). Tão bom que foi um dos únicos repetecos desta viagem. Fui matar o desejo de tomar um brunch em um restaurante que curto, que é modinha. E sim, estava no Sex in the City… só que é gostoso mesmo, pelo clima e pela comida.

Este é o Balthazar – um restaurante, estilo bistrô, onde você pode almoçar, jantar, mas o mais disputado mesmo é o brunch do fim de semana. Recomendo reservar, apesar de na verdade nunca ter feito reserva. Tive mais sorte que juízo. Lá, desta vez, acabei devorando os  Ovos Benedict. Se chegar um pouco mais animado, vale pedir um espumante com suco de laranjas e até, tem que ser mais tarde, ostras frescas!

Outra opção legal para o brunch (bem mais simples que o Balthazar) é o Felix.

Tema polêmico #3: Cupcake

Ainda no SoHo, esbarramos em uma portinha que tinha um fila. Na dúvida, entramos na fila… A verdade é que a concierge do hotel já havia indicado o lugar e resolvemos testar.

Baked by Melissa: é a loja de cupcakes do momento. Na verdade, nada diferente ou melhor que algumas poucas boas opções de cupcakes que temos no Brasil. Em primeiro lugar, devo admitir que não sou fã de cupcake (falei que era tema polêmico). Mas, pela minha atividade, devo conhecer, diferenciar e saber produzir.

A proposta dela é bem mais simpática, pois vende apenas minicupcakes, com recheio (coisa bem normal aqui em terras tupiniquins) e cobertura, bem mais próximo ao paladar brasileiro. Ao meu ver, o Brasil absorveu este tradicional doce americano e hoje tem opções bem saborosas deste item.

baked by melissaVoltando ao Baked by Melissa, como já disse, é uma portinha, onde você compra apenas minicupcakes no esquema “take away”: escolhe os sabores no painel (a parte gráfica bem transada aumenta  a popularidade do local) e já sai provando estas pequenas delícias…

E já que o tema é este, para quem nunca foi, vale uma visitinha ao Magnolia, uma das principais referências quando se trata de cupcakes…

Confeitaria com M maiúsculo!

Torta Mil Crepes Lady M ConfectionsSem sair do mundo dos doces, após uma rápida visita ao Museu Guggenheim, fomos tomar um café e comer uma torta na confeitaria Lady M. Deliciosa! Provei a torta de mil crepes, uma de suas especialidades. Mas tudo era perfeito! Vale o passeio.

 

Uma opção para jantar

Para completar as dicas gastronônicas, o  Buddakan, é um restaurante asiático que fica no lado de fora do Chelsea Market. Vamos começar pelo Mercado, é um espaço fantástico que vale o passeio com direito a escolher um de seus restaurantes para se acabar…

buddakan nyÀ noite, jantamos no Buddakan, um asiático charmoso e com serviço eficiente e comida deliciosa.

Dicas de lojas

Ufa! E para finalizar… duas dicas de lugares legais para quem busca coisas para cozinha ou para confeitaria.

JB Prince – ótimo atendimento e variedade de produtos.

NY Cakes – muitas opções para que trabalha com pasta americana, doces e chocolates. Mais caótica, mas complementa.

Ambas vendem pela internet.

Ufa! Acho que a receita que ia posta vai ter que ficar para o próximo post, pois este virou um testamento. Feliz 2013!!!

Halloween?? Não! Comida de rua na China

Precisa ter estômago… E tinha! De boi e de porco!



Esta feira de rua que encontramos por acaso próximo ao calçadão de Wangjuging, em Beijing foi um grande achado. Nosso primeiro dia e saímos ra procurar um restaurante. Estávamos famintos… E de cara nos deparamos com cobras, lagartos e aranhas! É… a fome não era tanta assim! Juro que amarelei. Na verdade, não vimos ninguém comendo. Nem turista, nem chinês. Achei mesmo que poderia ser uma pegadinha. Mas num lugar onde a comida é super respeitada e se come de tudo, como aquela montanha de insetos estaria ali só para fazer uma graça?? A resposta eu não sei. Só sei que passei direto pelos escorpiões e lacraias e fui encarar algo mais light, diet! AInda se eu fosse paga para comer tudo isso… Agora entendo os programas de culinária exótica da TV.  E não me sentia tão culpada. Já tinha encarado sapo e bucho de peixe!

 

A comida de rua na China é muito popular. E barata! Não são barraquinhas como nesta feira, mas pequenas lojinhas espremidas umas contras as outras e vendendo basicamente noodles e dumplings*. E estão sempre lotadas. Não dá para usar a teoria de que a que está cheia é a melhor. Todas estão! Sendo assim encontramos um balcão apinhado de gente e foi aí que comemos o nosso primeiro prato de xiao long bao. Cena bizarra! Mímicas, risadinhas e apontar para o prato do vizinho foi a nossa saída! E descobrir que eu mesma deveria me servir de uma sopa, uma espécie de mingau de nbso um latão gigante onde borbulhavam grãos de milho! Como é bom não falar a língua! Novas descobertas todos os dias!

 

Noodles também estão como a comida de rua muito popular. Você compra a tua tigela e sai feliz comendo aquele macarrão fumegante pelas ruas frias da cidade. Muito bom! 

 

Xiao long bao é um dumpling muito característico de Shanghai, por isso, lá fomos encontrar a melhor barraca da cidade – ou de toda a China, como se orgulham os proprietários! Só consegui encontrar a tal casinha pelo tamanho da fila! Um Bacio de Latte® em Shanghai, se é que vocês me entendem!?! O balcão que vende a iguaria não é maior que 30 cm. Mas o negócio cresceu tanto que você tem a opção de sentar no restaurante que tem 3 andares. No 1º andar você tem a opção de sentar mas não de escolher o que quer comer! Eles te oferecem o que está disponível. No 2º andar você já pode escolher mas de um cardápio mais restrito. E o 3º andar e mais disputado, aí sim! Todas as delícias de um verdadeiro banquete! Mas como sempre menos é mais, a tigelinha da rua faz tanto sucesso quanto. O importate era se deliciar com essas massinhas cozidas no vapor recheadas de uma deliciosa carne de porco ou caranguejo e um consome delicado e surpreendende lá dentro. Cada trouxinha traz a surpresa de ter uma sopinha dentro. Lindo, delicioso e inusitado! 

 

Valeu a espera e ter passado reto pelos insetos. Deixo estes para o pessoal da TV!

 

 

*Aqui uso o termo genérico das massinhas cozidas. Mas na culinária oriental, cada dumpling tem seu nome próprio. Mais ou menos como o macarrão na Itália!

 

Nǐ hǎo! Na China como os chineses…

Nǐ hǎo! Ou, olá em chinês! É isso aí mesmo que você está pensando! Acabo de voltar de uma aventura pela China!

E aquela história de os dias terem mais horas? Bem… Já que não foi possível conseguir isto resolvi largar tudo e me aventurar pelos exóticos caminhos orientais. E bota exótico nisso!

Este post não é para falar sobre minha viagem, mas sobre tudo o que vi e comi por lá. Mas uma “viajadinha”  não faz mais a ninguém! Na verdade, acho que serão alguns posts falando dessa apaixonante aventura gastronômica que, de verdade, ficará para sempre na memória! E tão grande como a China é a sua gastronomia. De porco a pato, de pé a bucho, lá tudo se come. Um país com 1,3 bilhão de habitantes e apenas 0,08 hectares cultiváveis per capita, nem mosquito escapa!

Neste primeiro post vou falar sobre os banquetes maravilhosos que nos submetemos sem saber ao certo o que aconteceria. Uma aventura! Uma das vantagens de não falar a língua local e não poder se comunicar! Arrisque-se! E assim foi.

A maioria dos restaurantes não tem staff que fala inglês, mas tem um menu com uma tradução em inglês muito ao pé da letra que, na maioria das vezes, nos faz rir muito e não ajuda em nada. Mas as fotos dizem muito! Se você conhece da culinária chinesa! E não estou falando de frango xadrex ou chop suey. Esqueça tudo isso! Lá o negócio é mais sério. Para uma população que viveu parte da sua vida no campo e cercada de gente tendo que dividir um prato de arroz o respeito pela comida que agora eles tem acesso é gigante! E nada é desperdiçado…

Tivemos várias experiências fantásticas ao longo da viagem. Eu disse fantásticas! As outras foram maravilhosas!!! Sem querer encontramos um restaurante super tradicional, Family Li Imperial Cuisine, além do nome, nada de inglês e tudo de muito chinês onde apenas eram servidos menus degustação iniciando a experiência em 800 RMB, ou equivalente a R$ 260,00 chegando a R$ 980,00. Com um menu em inglês lá fomos para nosso banquete! 

Com mímicas e muita risadinha bem ao estilo chinês conseguimos pedir o nosso jantar que incluía de um prato de frutas como entrada, a snow frog (a tradução seria sapo da neve??), bucho de peixe, barriga de porco, pepino do mar – que mais parecia uma Havaianas® cozida horas a fio!! – muito tofu e feijão vermelho! Que manjar. Não torça o nariz. Como neste post aqui sobre a rabada ninguém me convence que algo é bom ou ruim pelo nome ou pela cara. Tenho que provar! E vou dizer que de tudo isso aí o bucho de peixe não tem gosto de nada. E pela foto é bem bonitinho. Mas confesso que fiquei feliz em saber que era bucho de peixe somente depois que comi!

Numa outra oportunidade, essa já sabida e reservada com bastante antecedência, fomos parar num dos melhores restaurantes de Pato Laqueado de Beijing, o 1949 – Duck du Chine. Apesar do nome francês, o lugar segue as rigorosas regras de “garçom não fala inglês – nem francês, só chinês!” e as fotos podem dizer muito, ou quase nada! Mas neste caso a estrela da noite seria o pato. Nem que eu tivesse que dançar imitando a ave, não sairia de lá sem a minha dose diária de canard, ou de , seja lá como você quer chamá-lo! O lugar é super descolado e lotado de turistas. Mas uma gama diferente de turistas. Não os que procuram pelo frango xadrez, mas por aqueles que querem o manjar da dinastia Ming! E com certeza vão encontrar. Além do pato, muitos outros pratos da culinária chinesa estão disponíveis no cardápio. Para começar, pedimos pé de frango que estavam SIMPLESMENTE DIVINOS. NEM SEI COMO FAZER PARA QUE VOCÊ ENTENDA O QUÃO DELICIOSO ESTAVAM! Cozidos num caldo de frango saborosíssimo e desmanchando na boca. Ai, babei! E para acompanhar, Kimchi, que é um picles de repolho muito apimentado e delicioso. Já poderia ter parado por aí, mas que nada. Quando a grande ave chega na mesa há uma certa pompa e circunstância! Não sei dizer se para o pato ou para nós. Mas os garçons chegam com um gongo, daqueles bem imperial e “pomnmnmnm”. A partir daí a orgia gastronômica se inicia! O maître corta as finas lâminas do tenro peito do pato, juntamente com sua pele crocante como uma pururuca e NADA oleosa e dispõe num pratinho lindo em formato de pato! O molho Hoisin, delicadamente misturado com azeite de gergelim e amendoim dá um toque todo especial para as finas panquequinhas que abraçarão aquele peito e juntos desaparecerão nas profundidades da minha alma! Tão esperado, tão desejado… 

 

Se você já não conseguir ler este post, não deixe de voltar aqui mais tarde. A próxima e última aventura é tão boa quanto as anteriores!

Em uma das nossas visitas aos Hutongs, ou as vielas onde viviam os chinese antigamente – muitos ainda vivem por aí – podemos até dizer que são as favelas de Beijing, fomos parar no Red Ding Coffee. Um restaurante quase perdido no fim da rua. E claro, na porta aquele menu cheio de fotos apetitosas e coloridas atraiu nossa atenção. De cara não pudemos resistir ao bambu assado. Ainda não tínhamos visto essa iguaria em nenhum lugar. Ou nosso domínio da língua chinesa não tinha sido eficiente até então! E valeu muito a pena ser atraídos pelo desejo! Um restaurante simples, mas cheio de locais que vinham se deliciar com os pratos aromáticos e bem cuidados que saiam da cozinha. Nosso banquete incluiu o bamboo cozido que se parece muito com um palmito, na aparência. Cortado ao meio o miolo é que se come e seu sabor é exclusivo e inigualável! O iaque – é boi, não se espante! Mas uma espécie encontrada do Himalaya a Mongólia! – cozido com cebolinha estava de comer ajoelhado! e para acompanhar tofu cozido em molho Sichuan. Maravilhoso, mas em doses homeopáticas pelo grau de ardência! Mas era impossível comer um só! 

 

 

Prá começar a conversa, foi isso que comemos na China. Ou parte, porque nos próximos capítulos vou falar sobre a comida de rua, incluindo os insetos! E logo mais a maravilha dos Dim Sum, tão característicos em Hong Kong.

 

Zài nàlǐ!

Muvuca, Mocotó e Comida boa da peste!

Hoje eu fiz algo que sempre me neguei a fazer e que nunca tinha feito. Esperei por duas horas para almoçar em um restaurante. Nenhuma comida pode ser tão boa – ou a última da minha vida – que eu tenha que esperar tanto… Será?

Decidimos encarar e ver de perto o que é que o Mocotó tem. E por já saber das filas e espera de 2 horas nos preparamos para chegar lá ao meio-dia. Qual paulistano sai num domingo e vai até a Vila Medeiros para almoçar ao meio-dia? MUITOS!!  Assim que chegamos colocamos o nome na lista de espera e fomos, gentilmente avisados pelo “Caiçara” que a espera seria de 2 horas. “Ok, mas não acho que vou esperar” eu respondi.

Enquanto esperávamos por nossos outros convidados pedimos uma cerveja, mas a decisão já estava tomada: nenhuma comida, por melhor que seja, merece que eu fique na Vila Medeiros, em pé, no sol, esperando para pagar para comer. Nem era de graça!!!!! A tentação era atravessar a rua e ir até o restaurante da esquina que também vende comida nordestina.

Foi aí que a salvação do Rodrigo Oliveira (!) – e a nossa! – apareceu. Esperávamos em frente a uma obra que também é do Mocotó e vi umas cadeiras tortas e jogadas no meio de entulho. Uma muvuca! E como eu sou bem enxerida e continuava não querendo ficar em pé esperando para comer, comecei a resolver este problema. Arrumei duas cadeiras, que estavam com os pés quebrados, mas só descobrimos mais tarde, e uma banqueta. Assim começou nosso almoço! -(Só mais tarde, também, descobri que quem estava sentado em uma destas cadeiras, um pouquinho antes, fumando ao nosso lado, era seu Zé Almeida, o pai do Rodrigo e quem merece todo nosso respeito por ter um filho e um restaurante tão bons!).

A partir de então tudo começou a mudar de figura! Começamos com os dadinhos de tapioca e queijo de coalho servido com molho de pimenta agridoce. Delicioso e delicado. Derretia na boca! E mais cerveja. E uma caipirinha de cajú. Isso tudo na calçada, ouvindo os “mano” passarem com o volume do som do carro no último volume e vendo a galera subir e descer do 121G-10 Parque Novo Mundo. 

Depois vieram as torradinhas de carne de sol e queijo coalho e escondidinho de carne seca. O mais impressionante é o atendimento dos garçons que ficam prá lá e prá cá ouvindo o povo desesperado querendo ser atendido. O Julio e o Leandro foram campeões! Não erraram um só pedido e estavam o tempo todo sorrindo! 

Nessa altura do campeonato eu já estava amiga de toda a equipe e tentava, em vão, subornar o Caiçara e a Yasmin para liberar nossa mesa. Nem com as táticas de idoso e criança de colo funcionou… E o Caiçara continuava sorrindo em meio a essa maluquice!

Foi nesse momento que vimos o Rodrigo Oliveira lá na cozinha sorrindo e feliz. O cabra é macho mesmo! Fui até lá para cumprimentá-lo com o Pedrinho e a primeira coisa que ele fez foi abraçá-lo e lhe ofereceu um potinho de mandioca chips. Pronto! Eu esperaria mais cinco horas para almoçar! Além de cabra macho Rodrigo é gentil e hospitaleiro. Com a zona que é aquele lugar ele faz todo mundo querer ficar e se sentir em casa!

Depois de rodar tanto pelo salão e ver aquele montão de delícias pelas mesas, assim que sentamos eu já sabia o que pedir. Eu estava salivando! Pedimos o Baião de Dois, que veio muito leve e saboroso. Com bacon e carne seca na medida certa, sem estar gorduroso nem pesado. A Peixadinha do São Francisco também é uma excelente opção. Os pedaços de pintados estavam suculentos e envolvidos num molho de leite de coco delicioso. A farofa de castanhas com coco queimado deu toque todo especial. E ainda a Carne de Sol Assada com manteiga de garrafa, muito tenra, vem com pimenta biquinho e alho assado, tudo isso na chapa. Dava prá passar a tarde comendo, bebendo cerveja e jogando conversa fora!

Mas, depois de toda essa comilança, o ponto alto foi a sobremesa. CARTOLA! Não se esqueçam desse nome: Cartola do Engenho. Um doce tradicional pernambucano com o toque do chef. Affff! Banana com melaço, queijo manteiga e farofinha de açucar e canela! Ah! Esqueci de dizer que o Pedrinho quis uma salada de frutas que vem deliciosamente montada sobre um pão de ló e um chantilly com raspinhas de limão! Uma simples salada de frutas virou uma super sobremesa! 

Enfim, se você ainda não foi até o Mocotó, prepare-se, muna-se de paciência e de um GPS e vá. Não espere mais. Nem espere lá. Vá até a obra do que deverá ser a Padaria Mocotó – inside info! – monte teu cafofo na esquina e seja feliz!

Aproveite e dê uma olhadinha no site. A história é bem bacana!

Mocotó Restaurante e Cachaçaria

Av Nossa senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros – São Paulo – SP

Panna cotta, ti voglio tanto bene!

Panna Cotta

Panna CottaNão, não comecei a estudar italiano, nem resolvi colocar em prática “meu vasto” conhecimento da língua… Mas como havia comentado no post anterior,  andei explorando as receitas deste canto do mundo. 

Ô terrinha pra ter comida boa, né? Lá todo mundo (ou toda mãe) faz a melhor comida do mundo. Acho que por isso, identifico-me tão bem com ela. Afinal, minha mãe é a melhor cozinheira do mundo!!!! Já fiz esta declaração, né?!

Bem, voltando ao que interessa, há uns dias, eu e a Patrícia estávamos fazendo um cardápio com receitinhas da nossa memória (depois contamos este causo…) e acabei desenterrando esta receita que amo muito.

Durante boa parte da minha infância, minha mãe fazia panna cotta pra gente.  Não me esqueço da primeira vez: o caramelo escorrendo sobre aquela textura cremosa e o sabor, ái que sabor!!!!Creme de leite puro! Boa demais!!!!  Considero a panna cotta a prima italiana do nosso pudim de leite: receita fácil e que considero das mais deliciosas – lembram da listinha de top 10 das sobremesas? Esta definitivamente faz parte dela! Sei que tem variações ótimas, mas, para mim, panna cotta tem que ser com calda de caramelo… é a melhor!

A receita misteriosa foi nos presenteada pela D. Emília e era a receita especial do restaurante da filha da D. Emília,  em Levanto na Itália… segredo de estado na época!

Anos depois, tive oportunidade de ir ao restaurante Oasi e provar a receita original! Lá, todos os pratos eram maravilhosos (de comer de joelhos mesmo), mas a panna cotta, talvez até por toda a carga emocional, posso dizer que era divina!!!!

Bem, chega de trelelé e vamos à receita!

Receita da Panna Cotta da Luizella do Restaurante Oasi

– 1 litro de creme de leite (eu prefiro usar o fresco, mas pode ser o de caixinha)

– 170g de açúcar

– 250 ml de leite

– 2 colheres de chá de baunilha (ou um fava que vai deixar uns pontinhos pretos que eu amo!)

– 5 folhas de gelatina incolor colocardas em um pouco de água fria para amolecer

Para a calda:  – 250g açúcar

Modo de Preparo:

Levar o creme de leite, o leite,  o açúcar e a baunilha ao fogo para esquentar. Antes de levantar fervura, escorra a água  da gelatina e acrescente-a à mistura até derreter por completo (lembre-se que qualquer preparo com gelatina não pode ferver). Reservar.

Fazer um caramelo com o açúcar, levando-o ao fogo baixo até derrter e obter a cor marrom de caramelo. Cuidado para não queimar, pois fica com um sabor amargo. Se já estiver com a cor, mas ainda tenha açúcar sem derreter, acrescentar um pouquinho de água.

Pegar uma forma com furo no meio (própria de pudim), ou se preferir fazer porções individuais – eu utilizei forminhas de brioche, mas acho que ficou com pouco creme, precisava de uma maior, para sentir melhor o sabor do creme (o caramelo sobressaiu)… mas ficou tão bonitinha!!!!

Espalhar o caramelo nesta forma, cobrindo-a toda (outra nota: o caramelo vai endurecer, não tem problema. É assim mesmo!). E depois despejar o creme. Levar à geladeira por pelo menos 2 horas. Desenformar, passando uma faquinha cuidadosamente em volta. Está pronto!

E se você estiver querendo entrar no clima da itália, vale fazer uma pasta fresca para comer antes, que tal?  

Ristorant L’Oasi

 Piazza Cavour, 19015 – Levanto – Itália

Quantas surpresas em San Francisco!

Voltei destas férias me achando uma californiana. Ou melhor, uma sanfranciscana! Quero um ritmo de vida mais ameno, comer mais frutas e verduras que plantei no quintal, tomar mais água purificada com carvão e pedalar pela Golden Gate todas as manhãs. Bem… Já deu para perceber que estou deprimida! Acho que nada disso vou conseguir por aqui!

Oops! A água sim. Trouxe uns pedacinhos de carvão que vi, adorei e comprei na Boulette’s Larder. Por falar nisso… Esse restaurante é um lugar imperdível na linda e deliciosa San Francisco. O menu é decidido horas antes pela chef que, com sua brigada cozinha tudo ao momento, na frente dos comensais. Literalmente estamos dentro da cozinha, pois não há nem uma portinha, nem um vidro que separe o fogão da grande mesa comunitária.E debaixo desta mesa uma linda e tranquila, quase imóvel, sheep dog, descansa aos pés dos clientes!! Incrível. A cara de SanFran! E este restaurante fica no Ferry Buiding. Uma antiga estação das docas reformada que abriga o Farmer’s Market da cidade, além de outros restaurantes, cafés, mercadinhos, barraquinhas de produtos orgânicos, naturais, como este stand de cogumelos. TUDO ali era cogumelos. Inclusive o “faça você mesmo dos cogumelos”. Jesus! A cara e a fuça de SanFran!!

Heguiberto, eu e Ana - amiga brazuca que adora me seguir nas viagens!
Heguiberto, eu e Ana - amiga brazuca que adora me seguir nas viagens!

Outra surpresa mais que bacana que me aconteceu foi conhecer pessoalmente o Heguiberto, bloggeiro do www.weirdcombinations.com, blog que recomendamos aqui. Ele leu que eu estava pela área, me mandou um recadinho e combinamos de jantar. Foi o máximo! Ele ainda escolheu um restaurante vietnamita muito bom. Out the Door é uma braço mais informal do aclamado The Slanted Door do chef Charles Phan. No The Slanted tem um balcão para comida para levar que se chama Out the Door. O negócio deu tão certo que abriu uma filial, só que desta vez com lugar para sentar! Bárbaro. Abro um parêntesis aqui para agradecer a acolhida e as dicas dadas pelo Heguiberto!

E quando eu achava que a cidade não poderia me proprocionar mais nenhuma surpresa fomos conhecer a floresta de sequóias Muir Woods. Me emocionei muito com essas árvores lindas e gigantescas. Me lembro de tê-las visto em meu livro de geografia da 5a. série, eu acho, e nunca imaginei que estaria diante dessa maravilha da natureza. E para fechar um roteiro gastronômico mais que maravilhoso dirigimos até Stinson Beach para um pic nic com frutas orgânicas do Farmer’s Market, queijos incríveis do Cowgirl Creamery Artisan Cheese Shop (affff!), um brisket da Boulette’s Larder (excelente motivo para voltar lá), o melhor pão sourdough do mundo, da Acme Bread Company e um Paraduxx Hooded Merganser 2007!!


O que mais quereria eu da vida? Viver por lá!!!

Perdi meus óculos e acabei encontrando algo muito melhor!

Depois de uma deliciosa manhã chuvosa no SFMOMA fomos almoçar no restaurante Anchor & Hope que fica ali pertinho e do qual eu tinha lido uma maravilhosa crítica com uma foto tentadora de um Lobster Roll. O lugar é o máximo! Fica num bequinho escondido, dentro de um galpão reformado, com seus canos e tubulação aparente, mesões de madeira e muito charme nas paredes. O menu é especializado em peixes e frutos do mar e a cada descrição do cardápio a indecisão aumentava! Bem, não para mim. Eu fui decidida a comer o sanduiche de lagosta. E acertei. Estava maravilhoso. Com uns pedaços enormes e tenros de lagosta, servido num brioche fresquíssimo! Ai… Comeria dois! Mas o fish and chips e o clam chowder também eram minhas opções e pelo que vi nas mesas do nosso lado, não decepcionaram!

Saímos todos muito satisfeitos e prontos para a nossa aventura da tarde. Porém, no meio do caminho, me dei conta que havia deixado meus óculos de sol no restaurante… Nesta mesma noite telefonei e perguntei, mas como o restaurante estava lotado ninguém pode me ajudar. O mesmo aconteceu no dia seguinte. Decidi, então, voltar ao restaurante pessoalmente para perguntar. As 4h em ponto da quarta-feira eu estava na porta do restaurante que abre para um HAPPY HOUR COM OSTRAS E STOUT POR USD 10!!!!!!! Que delícia! Que surpresa! Que bom ter perdido online slots estes óculos!

Eu juro que não poderia ter acontecido algo melhor naquela tarde, pois além de tudo estávamos com fome, mas como teríamos um jantar cedo, não poderíamos comer muito. Só um “lanchinho” com ostras! E para a acompanhar, também pedimos as batatas fritas Anchor & Hope. Polvilhadas com queijo parmesão e ervas e servidas com um garlic aïoli. O que era aquilo??? Acho que era para ajoelhar mas eu não entendi!

Normalmente não retorno a um restaurante durante uma viagem para ter a oportunidade de conhecer outros lugares, mas eu perderia meus óculos milhões de vezes se eu soubesse que a recompensa seria assim…

P.S. No final, recuperei os óculos e já não voltei ao Anchor &Hope. Mas sempre resta uma esperança!

Tudo em família!

Não sou muito chegada em cozinha molecular. Tenho até um post guardado para o momento certo para esta minha confissão. Mas descobri que um pouco de espumas e esferas não deixam uma costeleta de cordeiro menos saborosa. Na verdade, agrega um inusitado! E junto disso, apesar das desavensas entre irmãos, descobri que a comida em família pode ser  muito boa! Isso tudo porque fomos jantar num restaurante chamado “Sons and Daughters”, novo na cidade e com uma proposta de comida fora do cumum, combinações mais exóticas, mas deliciosa e com um preço melhor ainda.

O lugar é super bacana. Pequeno, aconchegante e com serviço despojado, as veze inatento, mas o que não prejudica.

Enquanto esperavamos nossa mesa fomos para o andar debaixo onde estão localizados os banheiros e uma sala como se fosse a da nossa casa, com um sofá bem confortável, uma música boa e outras pessoas esperando, também! Lá nos serviram uma taça de vinho das quais você pode escolher dentre vários rótulos.

O cardápio é elaborado com ingredientes locais e a cozinha se denomina californiana com twits. São 4 pratos que formam o tasting menu e vale a pena pois são todos nas porções ideais para sair de lá feliz e satisfeito. De cada prato há 3 opções e como estávamos em 3 pessoas pudemos degustar de tudo!

Eu acertei na minha escolha. Todos os pratos muito bem executados e a combinação ficou perfeita, mas a minha entrada foi a campeã: salada de beterrabas baby (vermelhas, brancas e amarelas!), sorbet de bergamota, limão Meyer e queijo de cabra. E tudo com formas e detalhes diferentes. Máximo!

Depois fui de coelho confitado com baby erva doce grelhada e uma gema de ovo gelatinosa e cremosa por dentro! Ai que deliícia!!!!!! E eu que não gosto (!) dessas invenções no meu prato!

Em seguida escolhi um peixe que estava com uma cacsquinha crocante por fora e muito suculento. No ponto perfeito, de quem sabe mesmo grelhar um filé de peixe. Servido com esferas de melão, alcachofra selvagem e o melhor: geoduck! Nunca tinha comido na minha vida e me deliciei. Uma pena que era tão pouquinha a porção… Não dava pra ter um prato somente desta iguaria??

Dos principais a pomba confitada e o cordeiro também são campeões! Mas não se anime muito com essas dicas, pois o menu muda constantemente de acordo com os ingredientes da estação. O que é muito bom!

Não chega a ser um restaurante molecular ou coisa do gênero, mas muito dos pratos são trabalhados em cima de conceitos de desconstrução. Algo que não me atrai muito, mas foi uma deliciosa surpresa!

O menu sai por USD 54 e ainda é possível combinar com vinhos por mais USD 38. Muito justo pela comida, ambiente e carta de vinhos.

Vale a pena conhecer esta família!

Sons & Daughters Restaurant
708 Bush Street
San Francisco, CA

www.sonsanddaughterssf.com

Esses gatos não nasceram pobres!

Vocês se lembram da música dos Saltimbancos “Nós gatos já nascemos pobres”? Isso não se aplica a todos os felinos. Ontem fui parar em Los Gatos. Se alguém tivesse me recomendado ir a esta pequenina – e rica! – cidade eu pensaria e pesquisaria muito antes. Mas eu juro que a internet não faz jus a este jóia escondida no Vale do Silício!

Fui parar lá atrás de um curso de culinária, mas o que eu encontrei foi muito mais gratificante que ficar atrás de um fogão. E olha que pra eu falar isso precisa muito.

É uma little town americana, linda e charmosa, cheia de cafés e boutiques. As ruas são estreitas, arborizadas e muito verde e flores por todos os lados. Afinal, é primavera!

Caminhei a manhã toda, com paradas em galerias de arte, lojas de cozinha, é claro e cafés. Tem um lugar lindo e charmoso, Los Gatos Gourmet, que é uma deli, loja de vinho e mini farmer’s market. Nem todos os produtos do menu estão disponíveis pois depende do mercado. Isso é lindo! Resolvi não almoçao por ali pois ainda era cedo demais. Mas um capuchino aguçou os meus sentidos. E ainda de quebra, comecei a escrever este post lá pois sempre há Wi-Fi disponível.  Affff!

Além das tradicionais Williams-Sonoma e Sur la Table, outras lojinhas de coisinhas de cozinha e afins estão alinhadas pela University e Mais Street. Mas o que mais me encantou foi uma praça chamada de Old Town, onde edifícios históricos abrigam lojas, restaurantes e boutiques, onde antes era uma escola primária, lá nos idos de 1875. Foi aí que matei a minha vontade de comida californiana e uma fria taça de Chardonnay!

Wine Cellar, a primeira vista me pareceu um restaurante do estilo fine dining de alguma cadeia americana. Mas descobri que esta jóia é uma único establecimento desde 1966 e o rstaurante mais antigo da cidade. Mas como ninguém sobrevive ao tempo, muitas mudanças aconteceram e eu juro que prá melhor!

Eu me deliciei com uma entrada de crab cakes que estavam crocantes e suculentos com um cole slaw asiático. O meu prato principal foi um atun Ahi com crosta de gergelim e bok choy. A influência asiática está por todos os lados por aqui. Foi bom rever os japas e chinas que já estava quase desacostumada! Se não fossem minhas amigas Andrea e Carol, acho que eu não reconheceria mais este povo pela rua!!!!

Realmente os gatos daqui não parecem ter nascidos pobres. A cidade é linda e cheia de charmosas surpresas. Com crteza existem outros lugares maravilhosos que não tive tempo de descobrir, mas esta dica fica prá você me contar quando vier pra estas bandas!

E para terminar me deparei com uma enorme loja da Borders fechando suas portas. Uma tristeza nestes tempos da era digital… Mas a boa notícia é que comprei 5 livros por USD 12.00. Tristeza para uns, felicidade de outros!