Comida russa bem conhecida por estas bandas!

Acabo de voltar de mais uma viagem. Acho que será a última. De vez tenho que voltar à realidade que agora me corresponde! Rs!!

 

Nesta última viagem tive a sorte de comer em excelentes restaurantes e experimentar algumas comidinhas novas para mim. Bem… umas são bem conhecidas por nós, mas com uma preparação totalmente diferente.

 

Fui jantar num restaurante russo chamado Pasternak. Nada de muita “pompa e circunstância” como eu imaginaria ser um restaurante russo… Carpetes vermelhos, cortinas de veludo, cadeiras de czares! (Quanto estereótipo, meu Deus!). E a comida, confesso, que sem muita surpresa. O que não quer dizer que eu não gostei. Tudo o que pedimos estava muito bem preparado e delicioso. Talvez eu estivesse esperando algo novo, mas percebi que, apesar de nunca antes ter ido a um restaurante russo, já comi muita comida russa! E acredito que você também: borscht – ou sopa de beterraba, varenyky – ou pierogi, dumpling, koptyka, ou até mesmo “ravioli” e a mais comum, estrogonofe!

 

Eu tenho um preconceito ENORME em comer estrogonofe que não seja o meu. Oops… Falei! Rs Já comi muitas vezes em vários lugares e NÃO DISSE que não gosto, mas o problema são as adaptações… Às vezes sou chata e muito purista. Depois que aprendi a receita original de stroganov*, é sempre isso que quero comer quando se trata de um prato a base de carne e creme de leite. Como o próprio nome sofreu alterações, assim aconteceu com a receita. E eu aprendi essa receita assistindo a um programa de TV de duas senhoras gordinhas que saiam pela Grã Bretanha cozinhando por aí, Two Fat Ladies. Fui checar a sua autenticidade e vi que o livro Professional Chef da CIA também traz uma versão muito parecida com a russa. E foi isso que eu comi lá no Pasternak. E estava divino! E o mais curioso, o stroganov foi servido com fetuccine! Arroz e batata palha?? Coisa de brasileiro, como o molho de tomate ou catshup na receita!

* Reza a lenda quem criou esta receita foi Charles Briere, um chefe francês que trabalhava para o Conde Paul Stroganov. Porém, muitos acreditam que sua origem é muito mais antiga.

Será?
Será?


 

Stroganov – com adapdações da condessa aqui! (Serve 4 pessoas)

700 gr de filé mignon cortados em tiras finas

sal, pimenta do reino e páprica doce (opcional) a gosto

3 colheres de sopa de manteiga

1 cebola média cortada em fatias

400 gr de cogumelos frescos fatiados (eu usei crimini, mas champignon também é ótimo – POR FAVOR não use em conserva. Altera muito o sabor final…)

2 colheres de sopa de mostarda Dijon

100 ml de caldo de carne

3 colheres de sopa de conhaque

350 ml de creme de leite fresco

salsinha picadinha, o quanto baste

 

Comece temperando a carne com sal, pimenta do reino e páprica. Reserve.

Em uma frigideira grande coloque 1 colher de manteiga para aquecer. Quanto a manteiga derreter junte a cebola e refogue pro ins 5 minutes, até sue fique translúcida. Com o fogo alto acrescente os cogumelos fatiados e salteie até começarem a cozinhar has não fiquem moles. Retire da frigideira e reserve.

Nesta mesa frigideira coloque as 2 colheres de manteiga restantes e aqueça até que esteja bem quente. Acrescente a carne, em partes, pois queremos salteá-la e não cozinhar soltando líquido. Isto dave lever uns 2 minutos. Depois que saltear toda a carne volte tudo para a frigideira. Misture a mostarda e o caldo de carne e coloque sobre a carne. Prove o tempero, pois talvez necessite acrescentar mais sal. Assim que ferver acrescente o conhaque. Com muito cuidado ascenda um fósforo sobre a frigideira para flambar. Quando o fogo apagar o alcoól terá evaporado. Reduza o fogo e acrescente o creme de leite misturando bem. Não deixe ferver. Coloque a salsinha picada por cima e sirva.

Eu inovei e servi com papardelle!