Bolo de laranja com mel para adoçar o fim de semana!

Bolo de Laranja e mel 2

Bolo de Laranja e MelEstou aqui na expectativa da chegada da minha filhota. Hoje começaram algumas contrações. Vamos ver se é agora ou se é alarme falso… Darei notícias em breve.

Para adoçar este fim de semana que promete, divido com vocês uma receita que adorei. Ainda mais porque sou apaixonada pela forma que usei para fazer o bolo. Nesta forma, não dá para ser diferente, o bolo tem que ser de mel ou ter mel…

Testei algumas receitas, mas esta foi a que ficou mais legal na forma. O bolo é simples, mas o sabor o sabor é especial.

Receita de Bolo de Laranja, Farinha de Amêndoas e Mel:

– 2 laranjas bahia, sendo 1 com casca (sem semente) e outra sem casca (e obviamente sem semente)

– 3/4 de xícara de óleo de canola

– 3 ovos

– 1 xícara de açúcar

– 1/2 xícara de mel

– 1 pitada de sal

– 1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo

– 1 e 1/2 xícaras de farinha de amêndoas

– 1 colher de sopa de fermento em pó

Para a calda:

– 1 xícara de mel

– 3 colher (sopa) de suco de laranja

– 1 colher (sopa) de suco de limão

– 1 pau casino online de canela

– 2 cravos

 

Bolo de Laranja e mel 2Modo de Preparo:

1- Pré-aquecer o forno  a 180 graus.

2- No liquidificador, bater todos os ingredientes, exceto farinhas e fermento, até formar um creme homogêneo.

3- Peneirar farinhas e fermento em um bowl e reservar.

4- Despejar a parte líquida sobre as farinhas e agregá-las cuidadosamente. Despejar em forma untada e enfarinhada e levar para assar por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado e o palito sair limpo no teste do palito.

5- Deixar esfriar para desenformar.

6- Enquanto isso, fazer a calda: levar todos os ingredientes ao fogo médio até reduzir pela metade. Regar o bolo já desenformado com esta calda.

 

Bom apetite!

Torta de Santiago, simples assim.

Torta de Santiago

Torta de SantiagoNevou em Curitiba e eu não estava lá! Apesar de estar feliz de ter fugido do frio, fiquei com vontade de estar lá neste momento histórico! Bateu uma saudade de casa.

; )

Nas últimas semanas, antes de partir em férias ainda em Curitiba, andei meio chateada por algumas questões profissionais… Na verdade, não valia nem metade da minha preocupação. E de fato, tenho sido tão agraciada que é até injusto reclamar.

Mas é difícil passar ileso à uma postura desleal. No mínimo, faz você repensar alguns pontos. Como dizem por aí, se ficou lembrança boa, é uma recordação, se o que sobrou é ruim, foi uma experiência. E, como toda experiência, esta foi repleta de aprendizados!

Acho que foi isso, somado ao tempo sem recarregar as energias na terrinha, que me fez curtir tanto esta última passagem por BH. Sensação de alívio!

E, por isso também, apesar de já estar no Rio, ainda escrevo a sequência {Saudades de BH}. Misturando tudo: Rio de Janeiro com visita do Papa, saudades de BH, perdão e agradecimento, resolvi escrever sobre esta torta que mamãe faz.

Ela é de comer ajoelhada. À cada dia, sua receita se aprimora mais…De tão boa, a incorporei ao meu cardápio e é um dos sucessos de encomendas.

É uma receita espanhola à base de amêndoas, cuja tradição é expressada até em sua apresentação final: açúcar de confeiteiro salpicado, destacando o formato da Cruz de Santiago, repleta de significados.

Aí, não tem jeito: amêndoas, ovos, manteiga e açúcar… impossível não amar! Huuummm… e é perfeita para acompanhar um café!

A receita foi executada por D. Eloíza, a foto foi tirada pelo meu primo Thiago, a quem agradeço a participação especial novamente!

Nota: acabei de receber uma foto que incluo aqui da torta feita por uma leitora assídua. No mesmo dia já executou a receita. Obrigada, Marília Paes.

Torta de Santiago

Receita da Torta Santiago de D. Eloíza

Ingredientes para Massa:
– 1 xícara e meia de farinha de trigo
– 150 g de manteiga sem sal
– 1 ovo
– 1 colher (de chá) de casca de limão ralada
– 3 colheres (de sopa) de  açúcar
Ingredientes para o Recheio:
– 350 g de amêndoas, grosseiramente processadas
– 5 ovos
– 280 g de açúcar
– 1 colher (de chá) de canela
– 1 cálice (50ml) de licor de amêndoa
 – açúcar de confeiteiro para polvilhar
Modo de Preparo:
1- Em uma tigela colocar o ovo, o açúcar, as raspas da casca de limão, a manteiga.  Misturar até incorporar os ingredientes.
2- Aos poucos, adicionar a farinha de trigo, mexendo sempre, até obter uma massa lisa e homogênea.
3- Forrar uma forma de 24 ou 30 cm de diâmetro.  Se for de fundo removível, coloque um tabuleiro para amparar, pois pode vazar manteiga. Caso contrário, polvilhe o fundo e as laterais, para não agarrar.
4- Misturar todos os ingredientes (exceto 3 col. sopa das amêndoas trituradas) – pode ser no liquidificador ou à mão.
5- Despejar o recheio sobre a massa e polvilhar a amêndoa sobre o recheio.
6- Levar ao forno preaquecido à 180 graus e assar por 40 minutos ou até dourar.
7- Retirar do forno. Esperar esfriar. Desenformar. Polvilhar o açúcar de confeiteiro.
Nota: para fazer a cruz, fazer um molde em acetato ou papelão, colocar sobre a torta e polvilhar o açúcar. O molde que deixo aqui é diferente do aplicado na torta, mas mais correto. Deixo a imagem para molde abaixo.
 Cruz de Santiago Molde

Um pedaço do paraíso direto do Havaí

Bolo de Banana da Dna. Julia

Fatias do paraíso

Ufa! De novo aquela lorota de pedido de desculpas por tanto tempo ausente… desculpem-me se forem capazes. Eu sei que ficar sem postar aqui tanto tempo os faz navegar por outros blogs, mas eu juro que foi por uma boa causa!

Andamos envolvidas em grandes projetos que nos manteve muito ocupadas tendo que escolher entre tomar banho e escrever no blog. Pelo bem da família e da contaminação no mundo, prefirimos o banho!!!!

Se alguém ainda não sabia eu estive trabalhando com a chef Carla Pernambuco na produção culinária dos episódios próximo programa Brasil no Prato que ela apresenta no canal Bem Simples (NET 81, GVT 72, CLARO 33, VIVO 549) e que deve ir ao ar no mês de Julho. Calma, calma… terá autógrafo para todo mundo. Da Carla, claro! Eu ainda sou apenas alguém que trabalhou no backstage e que ficará por lá!

 

O trabalho foi delicioso, a Carla é uma graça de pessoa e uma expert na cozinha e tem deliciosas histórias. E o trabalho foi um aprendizado enorme. Horas pesquisando receitas, suas histórias, suas origens, novos sabores…

E foi em uma destas pesquisas que encontramos a receita deste bolo divino! Pode não parecer, mas é um bolo de banana de comer de joelhos! E por ser tão simples, o faz ainda mais gostoso!

A receita original é de uma senhora, a Dna. Julia, que vive na ilha de Maui, no Havaí. E como ela tinha tanta banana na sua plantação, precisava dar um fim para o excedente. E foi assim que surgiu esta “fatia do paraíso” como descreveu um ator americano que cruzou a América atrás desta delícia!!!

Ah! Não deu outra. Fui direto para a cozinha e constatei essa afirmação. É um bolo simples, mas tem algo de muito especial. Com uma casquinha crocante em toda a sua volta e um miolo úmido e macio me fez imaginar como seria comer a versão original da Dna. Julia… Ai, ai… Vou já programar minha próxima viagem!

 

Bolo de banana da Dna. Julia 

Bolo de Banana da Dna. Julia

1 e 3/4 xícaras de farinha de trigo

1 e 1/2  colheres de chá de bicarbonato de sódio

3/4 de colher de chá de sal

3 ovos orgânicos grandes

1 e 1/2 xícaras de açucar (se tiver demerara, melhor)

1 xícara de bananas amassadas (são aproximadamente 2 bananas grandes – deixe-as amadurecer ao ponto que fiquem totalmente pretas por fora. Ficarão macias e extremamente doces)

3/4 de xícara de óleo

manteiga e farinha para untar

 

Unte uma forma de bolo inglês de 23 x 12 x 8 cm com manteiga e farinha de trigo e forre o fundo com papel manteiga.

Aqueça o forno a 170 graus. Peneire a farinha, o bicarbonato e o sal em uma tigela. Em outro recipiente misture os ovos, o açucar, as bananas e o óleo até obter um creme homogêneo.

Adicione os ingredientes secos a mistura de bananas e mescle para incorporar sem bater.

Coloque a massa na forma já untada e leve ao forno.

Asse por aproximadamente 50 – 60 minutos. É uma massa densa que deve ser assada mais lentamente. Faça o teste do palito.

Retire o bolo do forno e deixe descansar na forma por 10 minutos. Desenforme e deixe esfriar completamente sobre uma gradinha. Assim que estiver frio retire o papel manteiga da base e sirva deliciando-se!

Barraca da Dna. Julia, em Maui

julias-stand

Um (pedacinho) pecadinho de bolo de mandioca com côco

bolo

Nos últimos dias, andei testando várias receitas para um trabalho super especial que surgiu…

Aí, entre uma receita e outra, bateu um desejo de fazer um bolo que amo, mas siceramente, apesar das minhas raízes, nunca tinha feito. Só que ele tinha tudo a ver com o projeto: bolo de mandioca (como boa mineira ou aipim) com côco. Pedi para minha mãe a receita dela e fui testar… Na verdade, existem várias formas de fazer este bolo. Nos próximos dias, testarei outras e comento aqui.

A hora de fazer foi  uma novela a parte, pois não tinha um prato fundo daquele das antigas, tive que bater na porta da vizinha, qua acabou presentada com um dos testes… então, para facilitar a sua vida, medi as porções e coloco as duas opções de receita. Lembro que este bolo não é fofinho, aerado como os outros. É mais compacto por causa da mandioca. Mas tem uma liga, um sabor… huuuuummmm! Me acabei no bolo, acompanhado de um bom café coado… e assim virou mais uma história de um pedacinho que virou pecadinho…

Receita de Bolo de Mandioca com Côco – receita da D. Eloíza

– 1 prato fundo, cheio atá a borda,  de  côco fresco  ralado – isso dá cerca de 200g. Se vc preferir o côco seco, coloque-o de molho em 2 garrafas de leite de côco para hidratar por cerca de 30 min e depois pese.

–  1 prato fundo, pelo friso, de mandioca ralada, grosseiramente – cerca de 480g

– 1 xícara  e meia  de  açúcar – eu diminuí um pouco o açúcar. Pus só 1 xícara, gostei. Ficou equilibrado. Mas para quem ama açúcar pode ter ficado sem graça. – equivalência de xícara, veja no nosso “Pesos e Medidas”.

– 1  xícara  de queijo meia cura

– 4 ovos, sendo as claras em neve

– 1/2 copo de óleo ou 2 colheres de manteiga – usei a manteiga

– 1  colher (sobremesa) de canela – não pus

– 1 pitada de sal

– 1 colher (sopa rasa) de fermento

Modo de preparo:

1-Préaquecer o forno a 180 graus.

2- Misturar todos os ingredientes, menos as claras.

3- Acrescentar as claras em neve e colocar em forma untada.

4- Levar ao forno a 180 graus e quando  crescer, abaixar para 160 até dourar.

Filho de peixe, peixinho é!

Meu filho acordou e me pediu para ajudá-lo a fazer um bolo! “Como assim? São 7 da manhã. Você ainda deve estar sonhando…” Ah! E bolo de côco!

É incrível como aqui em casa nós contribuímos 50% / 50% na genética dessa criança! O gosto pela cozinha e pela comida, claro (!) ele tomou de mim. Vocês poderiam até dizer que toda criança gosta de se estar na cozinha pela aventura e bagunça, mas não é este o caso aqui em casa. Ele quebra os ovos com precisão, lê a receita e me corrige se eu faço alguma “adaptação”! Será que ele vai seguir os passos da mãe? Coitado…

Mas voltando ao pedido fui pensar em uma receita bem fácil para ele poder fazer e eu ajudá-lo. Nada vinha a minha cabeça, porque, na verdade, eu nunca tinha feito um bolo de côco!!! Fiz, sim. Uma única vez um bolo que era servido lá no Restaurante Mocotó de Londres e dava um trabalhão. O bolo era feito em 3 etapas, era preciso fazer um creme patissier, manteiga noisette… Muita falta de juízo se esta fosse a receita escolhida! Além do que logo recebi uma outra exigência. “Mãe, quero um bolo bem fofinho!” Ufa! Este bolo era molhadinho!

Pensei em fazer um bolo simples de baunilha e acrescentar côco. Boa idéia? Não! Já que a criaturinha estava a fim, por que não curtirmos este momento juntos aproveitando para testar alguma receita, também? Boa idéia? NÃO! Com a casa em zona de guerra como está tudo o que eu menos precisava era testar receitas. Mas lá fui eu!

Encontrei uma receita num livro que nunca tinha usado. Eu o comprei em Janeiro, antes de me mudar e logo entrou numa caixa de mudança… Chegando aqui foi um dos primeiros a se acomodar na minha prateleira. Bingo! Tudo o que eu precisava – testar uma receita de um livro ainda não testado! E não é que foi muito bom! Apesar de meu ajudante – ou seria eu a ajudante? – ter feito muita coisa eu pude aprender, inclusive, coisas novas sobre bolos.

E o resultado final… Um maravilhoso, super cocolicius (isto foi por conta do meu filho!) e fofíssimo bolo de côco!

 

Bolo de Côco do Sul de Manhattan (Serve 24 pedaços)

6 ovos grandes, separadas claras e gemas

226 gr de manteiga sem sal a temperatura ambiente

400 gr de açucar de confeiteiro

400 gr de farinha para bolo*

3 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de sal fino

1 e 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha

220 ml de leite de côco

100 ml de leite integral

150 gr de côco em flocos (eu usei o úmido e adoçado)

 

Bata as claras em neve em picos duros. Reserve

Em outra tigela, bata a manteiga e o açucar de confeiteiro até formar um creme claro e aveludado, uns 5 minutos em velocidade média.

Enquanto isso peneire em uma outra tigela a farinha para bolo, o fermento e o sal. Reserve.

Junte as gemas, à mistura de manteiga e açucar, uma a uma, batendo por 30 segundos a cada adição. Acrescente a baunilha.

Agora você já pode pré aquecer o forno em 180 graus. Misture o leite de côco e o leite integral. Reserve. Diminua a velocidade da batedeira para baixa e acrescente os ingredientes secos peneirados, alternando com a mistura de leites.

Sem bater acrescente o côco ralado misturando com delicadeza. Lembra das claras em neve? Agora é a hora de misturá-las a sua massa, pouco a pouco, fazendo movimentos envolventes de cima para baixo. Isso vai deixar o bolo extremamente macio!

Asse em forma untada e enfarinhada por 40 minutos. Eu usei forminhas de bolo inglês individuais e renderam 24 bolinhos. E reduzi o tempo para 25 minutos. Teste com um palito para ver se o bolo está assado. A superfície estará levemente úmida.

Este bolo fica bem docinho, por isso dispenso coberturas. Alguns bolinhos reguei com leite de côco e polvilhei o côco em flocos.

* Olha que coisa genial que aprendi neste livro. A farinha para bolos, que ainda não sei se é possível encontrar pronta aqui no Brasil, é uma mistura de farinha de trigo com amido de milho (para maior leveza!). A receita é simples: para cada 120 gr de farinha de trigo acrescente 20 gr de amido de milho. Isto te renderá uma xícara de farinha de bolo (140gr)!!! Você pode fazer esta mistura e guardá-la para quando precisar!

 

Bisnaguinha Seven Girls®

Brasileiro é tudo igual! Seja aqui, em Londres ou em qualquer outro cantinho desse mundão… Ficam loucos de vontade de comer coxinha, empadinha, tomar guaraná… E agora a moda é bisnaguinha Seven Boys®.

Já faz mais ou menos seis anos que não como esta delícia e estou aqui, firme e forte! Mas tem mulher que é assim mesmo. Toda dengosa e cheia de desejos! E isto é muito bom!

Por causa de um queijo metido a requeijão 42 comentários foram feitos em uma foto no Facebook! E, claro, que o casamento perfeito pro requeijão é este pãozinho delicioso. Quem nunca levou uma bisnaguinha Seven Boys® recheadinha de requeijão pro lanche da escola?

Ai… Acho que eu não serei tão firme e forte assim… Escrevendo este post, confesso que me deu uma vontade imensa de comer este lanchinho, com o requeijão caindo pela borda da bisnaguinha!

 

E em homenagem a minhas sete amigas famintas por esta receita, deixo aqui mais um dos meus segredos!

 

Bisnaguinhas Seven Girls® 🙂 (40 bisnaguinhas)

120 ml de leite morno

120 ml de água morna

40 gr de manteiga cortadas em pedaços pequenos

40 gr de açucar

5 gr de sal

20 gr de fermento biológico seco instântaneo

6 gemas (use as claras para fazer esta Pavlova MA_RA_VI_LHO_SA)

500 gr de farinha de trigo

Na batedeira, utilizando o gancho de pão, adicione o leite, água, manteiga, açucar, sal e o fermento. Misture até incorporar. Adicione as gemas uma a uma e continue batendo por 1 minuto a velocidade baixa até obter uma mescla homogênea. Adicione a farinha e bata a velocidade média/alta por 5 minutos até obter uma massa lisa e suave. Retire a massa da batedeira e sove-a por 10 minutos. Se necessário, para desgrudar das mãos acrescente um pouco mais de farinha. Mas com cuidado para não ressecar a massa. Modele as bisnaguinhas segundo a tua criatividade! Eu fiz um rolinho e cortei em “tronquinhos” para dar o formato da bisnaguinha original. Deixe crescer até que dobre de volume, aproximadamente 40 minutos, em um lugar livre de correntes de ar. 

Aqueça o forno a 180 graus. Asse por 12 minutos ou até que estejam douradinhas e fofinhas! Só tenha cuidado: eu acho que as minhas ficarm muito “queimadinhas”!

Agora, abuse do requeijão!!!!

 

 

Pão de Cebola do Arby’s®

Foto: Arby's®
Foto: Arby's®

Alguém se lembra daquele sanduíche de rosbife do Arby’s®? Faz uma tempão que estou sonhando com aquele pão de cebola caramelizada… Era muito fofinho, dourado e delicioso! Bem… a rede de lanchonetes deixou de operar no Brasil em 1999. Então data daquela época a minha memória gastronômica deste sanduíche!!!

 

Passei uns dias testando, adaptando receitas –  inclusive adaptei a receita de pão de batata que já fez o maior sucesso por aqui – e cheguei a ter vários bons resultados, mas nenhum igual ao pão de cebola do Arby’s®…

Foi aí que eu tive a idéia de adaptar uma receita de pão de hamburguer que a mãe de uma colega minha fazia. Teve uma época, no Brasil, que fazer hamgurguer caseiro era super moda. Inclusive as vendas por catálogo lucravam muito com a hamburgueira! Lembro que meu tio Chico adaptou um cano de pvc para ter uma dessas “prensas”!!!!! Ai… Ser pobre é uma comédia!

 

E não é que deu certo? O pão ficou macio e delicioso! E o melhor é que com esta receita você pode fazer pão de cebola, pão de hamgurguer e pão de hot dog!! E comê-lo não só como pão para sanduiche. Eu servi com um delicioso cozido de carne.

Pão de Cebola MUITO macio (12 pães)

235 ml de leite

120 ml de água

55 gr de manteiga

560 gr de farinha de trigo

7 gr de fermento para pão instantâneo

2 colheres de sopa  de açucar

1 1/2 colher de chá de sal

1 colher de sopa de cebola em pó (pode ser omitido, se quiser)

3 colheres de sopa de flocos de cebola (você pode usar a cebola in natura, porém deve picá-la e secar em forno baixo para retirar o excesso de umidade)

1 ovo

 

Em uma panela pequena aquecer o leite, a água e a manteiga até atingir 50 graus, aproximadamente.

Na tigela da batedeira, utilizando o batedor de massas, ou à mão, misturar metade da farinha, o fermento, açucar, sal, a cebola em pó, se estiver usando e 2 colheres de flocos de cebola. Acrescentar a mistura líquida à mistura de farinha, acrescente o ovo e  bater bem até obter uma mistura homogênea. Continue batendo, acrescentando o restante da farinha, pouco a pouco, batendo bem depois de cada adição de farinha. Quando a massa estiver bem ligada retire da batedeira sobre uma superfície enfarinhada. A massa vai parecer um pouco úmida e pegajosa. Está correto, pois a farinha da superfície fará com que desgrude das mãos e atinja seu ponto. Sove a massa por, aproximadamente, 8 minutos até estar bem macia e elástica.

Divida a massa em 12 partes iguais e modele em bolinhas de 5 cm. Não muito maior pois a massa dobra de tamanho. A primeira vez que fiz modelei em bolotas e acabei com pãezinho gigantes!!! Cubra com um pano de prato e deixe crescer em um lugar longe de correntes de ar por 30 minutos.

Aqueça o forno a 200 graus. Unte cada pão com uma gema de ovo batida e polvilhe a cebola em flocos restante. Asse por 12 a 15 minutos ou até que fiquem dourados (os meus douraram demais…)

 

Se for fazer pão para hamburger omita a cebola da receita e utilize gergelim.

Esta receita é muito versátil. Você pode rechear os pãezinho, utilizar ervas secas no lugar da cebola ou até mesmo frutas secas picadinhas e açucar polvilhado para um pão doce!

 

 

Muffins de Kiwi Golden

Aqui no México há uma variedade de kiwi amarela. É conhecido como Kiwi Golden e, além da cor, o que mais distancia este tipo de kiwi do kiwi verde é a sua doçura. Ele é mais bicudo, tem a pele mais lisa e de cor bronze, mas o seu interior amarelo dourado tem um sabor menos ácido e mais tropical que o kiwi verde. Pela descrição, você poderia imaginar que estou falando de uma fruta brasileira; bronze, dourado, tropical… Infelizmente, não. Não me lembro de ter comido ou visto esta variedade no Brasil. Se já chegou por terras brazucas alguém me avise, por favor, para fazer meus próximos dias mais felizes.

 

Este kiwi é tão bom que 1 dúzia aqui em casa vai como água. Na semana passada, me empolguei e comprei 24 unidades deste manjar. E não é que fui enganada por minha própria gula? Ontem, minha cozinha exalava o cheiro delicioso destes kiwis o que me dava um sinal de que logo, logo iriam para o lixo… Pensei em preparar uma geléia deliciosa, mas esta ficaria “sentada” na minha geladeira por dias. Então, com a febre dos muffins me rodeando (tinha acabado de comprar uma forma para super muffins!) resolvi rechear uma massa básica de muffins com esta delícia. Confesso que o resultado final não foi tão bom quanto comer a fruta. Acho que kiwi não combina com muffin, mas nem de longe vão para a lata de lixo!!

 

 

Muffins de Kiwi Golden (12 muffins)

 

250 gr de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento em pó

110 gr de açucar

130 gr de kiwi golden (aproximadamente 6 kiwis)

120 ml de leite

120 gr de manteiga derretida

1 ovo

Comece aquecendo o forno a 180 graus. Prepare uma forma para muffins untando-a com manteiga ou forrando-a com forminha para muffins.

Descasque os kiwis e corte 12 fatias de aproximadamente 0,5 cm para decorar. Pique o restante da fruta.

Peneire a farinha com o fermento em uma tigela. Acrescente o açucar e a fruta. Misture bem. Em outra tigela misture o leite, a manteiga e o ovo e bata até mesclar. Gradualmente derrame os ingredientes líquidos nos secos e misture sem mexer muito. LEMBRE-SE: a massa de muffins fica grumosa e não deve ser leve e fofa.

Preencha as forminhas até 2/3. Seus muffins crescerão e as forminhas não devem estar muito cheias. Eu uso uma colher de sorvete para ter uma medida quase exata. Funciona! Coloque uma fatia de kiwi sobre cada muffin.

Asse por 20 minutos. Retire do forno e pincele cada fatia de kiwi com uma geléia leve, de preferência de damasco ou laranja diluída em pouquinho de água para dar brilho na fruta. Volte ao forno por mais 5 minutos.

Retire do forno e deixe os muffins esfriarem na forma por 5 minutos para que não se desmoronem. Retire da forma e coloque numa grade para que esfriem por completo.

Bolo de fubá de Festa Junina

Acho que uma das coisas que mais sinto falta do Brasil são as Festas Juninas. Não comemoramos em Londres, nem tampouco aqui no México.

Tentei alguns ensaios mas o clima atual da cidade do México – 26 graus na sombra! – não ajuda ninguém a encarar fogueira, quentão ou vinho quente…

Acho que a melhor parte destas festas são mesmo as comidas. Muita gente nem sabe ao certo o que se comemora nestas datas, algum Santo, ou coisa parecida. Não importa! Mas vá a uma quermesse sem uma deliciosa canjica, pipoca, doce de abóbora ou paçoquinha? Nem pensar!

Esta semana, um pouco nostálgica, fiz um bolo de fubá com côco com o maior capricho e este bolo rendeu histórias para toda a semana! Na verdade, nem foi pensando em festa junina, mas em uma amiga que estava com desejos de bolo de fubá! E dele sairam muitos pedidos para organizarmos uma festinha. Me animei.

Quem sabe adaptamos um pouco e pelo menos nos juntamos para comer este bolo!

Bolo de Fubá com côco (do Caderno de Receitas da minha mãe)

200 gr de manteiga a temperatura ambiente

300 gr de açucar

3 ovos grandes, separados

250 gr de fubá (eu usei o pré cozido)

120 gr de farinha de trigo

200 ml de leite de côco sem açucar

350 ml de leite integral

1 pitada de sal

1 colher de sopa de fermento em pó

100 gr de côco ralado

Aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma de buraco de 25 cm com maeiga e farinha de trigo. Bata as claras em neve e reserve. Peneire o fubá, farinha de trigo, sal e fermento e reserve.

Na batedeira, bata o açúcar e a manteiga até obter um creme liso e amarelo pálido. Acrescente as gemas, uma a uma, e continue a bater por uns 3 minutos.

Sem bater, acrescente os secos e misture com uma espátula alternando com o leite de côco e o leite integral. Quando a mistura estiver bem homogênea, junte o côco ralado e misture. Por último junte as claras batidas em neve em movimentos suaves para as claras não “baixarem”.

Coloque na forma e asse por 40 minutos ou até que ao espetar um palito no centro do bolo este saia limpo. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Desenforme o bolo frio. Se quiser, polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Se estiver no Hemisfério Sul acompanhe-o com chá ou uma xícara de café. Por aqui, chá gelado foi uma excelente companhia!!!

Fuga…

Fuga 2

Fuga ChocologyComo estamos em clima de Páscoa, tenho que dividir com vocês esta dica.

Nestes dias de mini férias no México, a Pati (minha super parceira de Blog) me indicou alguns lugares para conhecer. Um deles, uma casa de Chocolates, super simpática, em uma casa linda e em frente a um bucólico parque, bem no meio da Cidade do México!

Isso tudo já seria perfeito para um momento relax, mas o que encontrei foi ainda melhor.

Nesta loja, super charmosa, tinha uma infinidade de delícias de chocolate. Algumas pouco tradicionais. A grande maioria com um toque especial, um detalhe aqui, outro acolá. 

Lá encontrei tabletes, crackers, trufas, palets, pastilhas, além de uma carta de sobremesas, cafés, chocolates quentes, frios e gelados.

Resolvi provar alguns dos sabores mais exóticos como trufa de queijo de cabra, blue cheese, foies gras, violeta, mamey (fruta típica deles), horchata, fruta do conde. Peguei também alguns mais tradicionais, como palet de limão, fraboesa, creme inglês, pistache…

Nem preciso dizer que fiquei apaixonada pelos sabores, embalagens e atendimento. Nota mil! Tiveram a maior paciência em me explicar tudo, cada detalhe… acabei levei uma caixa para casa.

Neste ritmo, vou voltar com bagagem extra…

Fuga 2Fuga Chocology

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Col. Chapultepec Polanco

Cidade do México

Tel: +52 5280 5837

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