Arroz doce, arroz de leite ou mesmo arroz de festa?

Arroz Doce Brulée

Arroz Doce BruléeEu sempre amei esta época de festas juninas. Adorava ir às festas das paróquias de BH, dos condomínios, dos clubes. Gosto do clima, da animação da turma e principalmente das comidas!!!! Aqui no blog já postamos algumas receitas tradicionais desta época. A de hoje porém nem acho que é só de festa junina. Na verdade, há muito tempo planejava escrever sobre este doce tão tradicional e comum na nossa vida… Vc pode esta com aquela cara: arroz-doce????? Não dava para arrumar coisa melhor????

Mas acho o arroz doce uma sobremesa que aquece a alma, claro que se bem feito. Quase nunca fazia em casa. Mas nas minhas últimas viagens, sem mais nem menos, trombava com o que? Arroz doce! Com isso, fui descobrindo que o arroz doce faz parte da cultura e paixão mundial. E aí, não resisti, neste período de “molho”, tive que pedir para fazerem para mim. O pior é que arrumei uma concorrente de peso, que devorou tudo!

Antes da receita, algumas curiosidades: você encontra arroz doce praticamente no mundo todo. Esta receita é de origem turca. Lá, em alguns restaurantes, você encontra o arroz doce como uma das opções de sobremesa. Foi em um deles que comi a versão que mais gostei, brulée e com sorvete e xerém de pistache.

Na Grécia, também é comum encontrá-lo, mas servido como opção de café da manhã. Na Itália, é uma opção mais caseira, para o dia a dia, como aqui no Brasil.

Enfim, pode-se chamar, arroz doce, arroz de leite, risoto doce, como preferir… o importante é que é bom demais da conta!

Receita de Arroz Doce:

– 200g de arroz (1 xícara)

– 500ml de água

– 1,25 l de leite integral

– 4 gemas

– 10 colheres (sopa) de açúcar (160g)

– casca de 1/2 laranja bahia

– 1 canela em pau

– 2 cravos

– 2 cardamomos

Modo de Preparo:

Em uma panela ferever o leite com a casca de laranja. Reservar. Em outra colocar o arroz, a água e as especiarias para ferver. Quando levantar fervura, adicionar o leite (dica da vovó: colocar um pires emborcado – virado para baixo – dentro da panela para o leite não entornar). Deixar ferver até o arroz ficar macio.

À parte, enquanto cozinha o arroz, bater à mão, as gemas com o açúcar até esbranquiçar. Adicionar uma concha do caldo do arroz à gemada e virar esta mistura ao arroz já cozido (este processo é importante para evitar grumos). Deixar ferver novamente. Desligar e colocar em vasilhas individuais ou em uma única de sua preferência.

Variações:

– Você pode servir o arroz doce brulée. Para isso, salpique açúcar sobre o pote e doure com ajuda de um maçarico. Fica moderninho e delicioso.

– Para uma versão mais mineira, acrescente uma colher de doce de leite por cima.

– Outra opção é como eu comi na Turquia, sirva quente com uma bola de sorvete de pistache por cima e salpique pistaches quebrados… Divino!

Apaixone-se!

 

Amizade não tem idade, nem prazo. Só o momento certo!

Recebemos um outro texto, lindo, cheio de emoção e eu gostaria de tê-lo publicado na semana passada, mais especificamente no dia 29 de novembro para homenagear a autora, minha amiga Geisa, no dia do seu aniversário. Infelizmente não deu. Teve que ser hoje. E ao lê-lo novamente percebi como as amizades nascem sem nem mesmo tentar. É o curso da vida e este mistério é encantador!

“Conheci a Patrícia em uma situação inusitada e ao mesmo tempo inesquecível…
Estava trabalhando no tasting de um restaurante brasileiro que abriria aqui em Londres em 2007. Certo dia diante de todos os entulhos da construção e reforma do restaurante, com uma cozinha provisória no fundo da obra, vejo chegar esta moça… chiquérrima… com um casaco de frio preto, toda arrumada e com algumas sacolas da Harrod’s (para quem não conhece a mais famosa loja de departamento de Londres). Perguntou-me onde poderia encontrar o head chef. Indiquei o escritório e confesso que fiquei pensando no que uma moça tão chic estaria interessada no meio de tantos entulhos. Não nos vimos mais….

Muito tempo depois, na época em que o restaurante estava para abrir e todos os contratados vieram para fazer o tasting… quem eu vejo lá? A moça chic daquele dia frio e chuvoso! Na hora me lembrei dela. Confesso que ri sozinha… Ela estava lá procurando emprego, também! 

Não saberia dizer onde nasceu nossa amizade… e amizades verdadeiras não precisam ter data marcada, não é mesmo? Elas simplesmente acontecem com a “mão de Deus” e assim eu a e Paty (como comecei a chama-lá carinhosamente) nos tornamos grandes amigas. Um dia veio um almoço na casa dela, conheci ao Roberto e o Pedrinho, que tinha apenas um ano e pouco. No meio do delicioso almoço trocamos idéias, conversamos sobre comida, bolos, doces, o trabalho e a tarde foi curta para tudo.

Uma amiga incrível, que sempre me apoiou em todos os momentos em Londres. O restaurante que trabalhávamos fechou (infelizmente) mas a nossa amizade sobreviveu à sua ida para o México e agora com a ida para o Brasil (confesso que sou um pouco insistente com minhas verdadeiras amigas e sempre estou procurando saber notícias).

A melhor surpresa foi ela aparecer aqui em Londres neste ano. Estava trabalhando fora da cidade e ela foi lá me visitar. Tive uma tarde maravilhosa, tomamos uma cider deliciosa em um pub tipicamente inglês para ficar registrado este reencontro. É esta foto que estao vendo. 

Comemos muitas coisas deliciosas juntas… mas nehum momento será tão histórico como o nosso afternoon tea na Peggy Porschen… Delicioso! Segue a foto para você… e segue também a minha receita favorita para ficar registrada aqui. Neste momento as minhas “Memórias Gastronômicas” estão nos nossos encontros para tomar o chá da tarde na John Lewis.

Agora é final de ano… mais uma vez… e a gente fica mais sensível… sente saudade de casa e de todos os amigos especias… assim como você, amiga!

Quero apenas dizer o quanto você é especial e o quanto eu amo você! A saudade é sempre grande mas eu sei que posso contar contigo a qualquer momento.

“Nada simboliza mais Londres e os famosos chá da tarde do que o delicioso Victoria Sponge Cake. Uma vez que você experimentar um pedaço… vai querer mais!!! É o meu favourito… Simples e delicioso!”

 

 

Bolo Victoria Sponge para o chá das cinco

Este bolo é muito simples e fácil de fazer. Mas a qualidade dos ingredientes fará toda a diferença!

175 gr de açucar refinado

175 gr de manteiga ou margarina para bolo

175 gr de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento químico

175 gr de ovos (isso equivale a aproximadamente 3 ovos grandes sem considerar a casca)

1 baunilha  ou 1 colher de chá de extrato de baunilha

300 ml de creme de leite fresco

150 gr de açucar de confeiteiro

geléia de morango, o quanto baste.

 

Pré aqueça o forno a temperatura média, 180 graus. Unte duas formas para bolo de 20 cm com manteiga e farinha de trigo.

Na batedeira bata a manteiga e o açucar até obter um creme claro e homogêneo. Acrescente as sementes de baunilha e os ovos, um a um, até misturar bem.  Em velocidade baixa adicione a farinha e o fermento, uma colher por vez.

Despeje a massa nas duas assadeiras e asse por 25 minutos ou até dourar. Faça o teste do palito. Deixe esfriar sobre uma gradinha.

Bata o creme de leite com o açucar de confeiteiro em ponto de chantilly

Quando o bolo estiver frio, coloque na travessa em que vai servir um dos bolos e uma camada da geléia e por cima o chantilly . Coloque o outro bolo em cima mas não pressione muito. Para decorar somente açucar de confeiteiro. Para saborear este bolo nada melhor do que uma xícara de chá. Simples assim!!

 

Muffins de Kiwi Golden

Aqui no México há uma variedade de kiwi amarela. É conhecido como Kiwi Golden e, além da cor, o que mais distancia este tipo de kiwi do kiwi verde é a sua doçura. Ele é mais bicudo, tem a pele mais lisa e de cor bronze, mas o seu interior amarelo dourado tem um sabor menos ácido e mais tropical que o kiwi verde. Pela descrição, você poderia imaginar que estou falando de uma fruta brasileira; bronze, dourado, tropical… Infelizmente, não. Não me lembro de ter comido ou visto esta variedade no Brasil. Se já chegou por terras brazucas alguém me avise, por favor, para fazer meus próximos dias mais felizes.

 

Este kiwi é tão bom que 1 dúzia aqui em casa vai como água. Na semana passada, me empolguei e comprei 24 unidades deste manjar. E não é que fui enganada por minha própria gula? Ontem, minha cozinha exalava o cheiro delicioso destes kiwis o que me dava um sinal de que logo, logo iriam para o lixo… Pensei em preparar uma geléia deliciosa, mas esta ficaria “sentada” na minha geladeira por dias. Então, com a febre dos muffins me rodeando (tinha acabado de comprar uma forma para super muffins!) resolvi rechear uma massa básica de muffins com esta delícia. Confesso que o resultado final não foi tão bom quanto comer a fruta. Acho que kiwi não combina com muffin, mas nem de longe vão para a lata de lixo!!

 

 

Muffins de Kiwi Golden (12 muffins)

 

250 gr de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento em pó

110 gr de açucar

130 gr de kiwi golden (aproximadamente 6 kiwis)

120 ml de leite

120 gr de manteiga derretida

1 ovo

Comece aquecendo o forno a 180 graus. Prepare uma forma para muffins untando-a com manteiga ou forrando-a com forminha para muffins.

Descasque os kiwis e corte 12 fatias de aproximadamente 0,5 cm para decorar. Pique o restante da fruta.

Peneire a farinha com o fermento em uma tigela. Acrescente o açucar e a fruta. Misture bem. Em outra tigela misture o leite, a manteiga e o ovo e bata até mesclar. Gradualmente derrame os ingredientes líquidos nos secos e misture sem mexer muito. LEMBRE-SE: a massa de muffins fica grumosa e não deve ser leve e fofa.

Preencha as forminhas até 2/3. Seus muffins crescerão e as forminhas não devem estar muito cheias. Eu uso uma colher de sorvete para ter uma medida quase exata. Funciona! Coloque uma fatia de kiwi sobre cada muffin.

Asse por 20 minutos. Retire do forno e pincele cada fatia de kiwi com uma geléia leve, de preferência de damasco ou laranja diluída em pouquinho de água para dar brilho na fruta. Volte ao forno por mais 5 minutos.

Retire do forno e deixe os muffins esfriarem na forma por 5 minutos para que não se desmoronem. Retire da forma e coloque numa grade para que esfriem por completo.

Enrolando…

Rocambole

RocambolePreciso confessar uma coisa: ando super nostálgica ultimamente. Vasculhando livros, cadernos, memórias para regatar receitas que me trazem aquele gostinho de casa da vó, de família, de conforto.

Nestas buscas, deparei-me com uma receitinha de rocambole que minha tia aprendeu no interior de Minas e  incorporou como da família e, hoje, segue fazendo na Bahia. Super fácil de fazer e deliciosa! Não acreditei que dava certo, mas ficou sensacional. Ótimo para aquele dia de preguiça. Experimente!

Rocambole Fácil da Tia Bete


– 5 ovos

– 3/4 de xíc. de açucar refinado

– 3/4 de xíc. de farinha de trigo

– 1 col. café de baunilha

– 2 latas de leite condensado

– manteiga para untar

Modo de preparo:

Coloque os ovos inteiros na batedeira e acrescente o acúcar e a baunilha.  Ligue a batedeira e deixe dobrar o volume. 

Enquanto isso, unte muito bem uma  forma com bastante manteiga sem sal e cubra toda a forma com o leite condensado. Reservar. 

A seguir, coloque a farinha de trigo na batedeira.  Não deixar bater muito, apenas para  misturar.   Colocar a massa batida sobre o leite condensado cuidadosamente. Asse em forno moderado (180 graus) já pré-aquecido por volta de 40 minutos ou até dourar levemente o pão-de-ló.  Deixe esfriar e, sobre um papel manteiga, polvilhe açúcar refinado e vire a forma já assada e fria.   Enrole e decore à gosto.

Rocambole de doce de leite

Nota: Se vc quiser, pode antes de enrolar colocar morangos (ou outra fruta de sua preferência)  picados sobre o doce de leite condensado e enrolar em seguida. Caso queira fazer recheio de chocolate, acrescentar 2 colheres de sopa de chocolate em pó ao leite condensado.

Os Sonhos da Vovó Nhá

Sonho, Bolinho de Chuva

Tempinho frio, chuvinha… isso dá vontade de ficar em casa, em baixo de um cobertor, comendo uma coisa bem gostosa, né? E foi bem em um dia destes que me peguei fazendo uma receita que lembra muito a minha infância. Não só a minha, mas da minha mãe,  tios e provavelmente a sua também!

Imagine uma família com 15 (isso mesmo, quinze!) filhos, em uma época que não se tinha televisão, video games ou qualquer coisa que o valha para a distração geral.

Imagine agora uma fazenda, um fogão à lenha funcionando a todo vapor e um enorme banco de madeira repleto de crianças calmas e quietinhas…

Como isso era possível? Apenas com os sonhos da vovó Nhá!

Não, não é imaginação não. Era e é real. Desde de nova, lembro-me da minha mãe fazendo estas delícias e contando-nos esta história. E, hoje, quando bate a saudade de tempos que não voltam mais, pego-me fazendo esta receita.

Como você pode ver na foto, ele se parece muito com os famosos bolinhos de chuva. Mas esta massa é cozida… na verdade muito próxima a de um profiteroles (tema de outro post que colocar em breve), porém este último é assado. Pois bem, a receita que passou de geração para geração, escrevo aqui com muito carinho, entre uma mordida e outra…

Ingredientes: 

– 3 xíc. de água

– 2 col. (sopa) de manteiga com sal

– 1 col. (sopa) de açucar refinado

– 3 xíc. de farinha de trigo

– 1 col. (sobremesa) rasa de fermento em pó

– 4 ovos

Modo de Preparo:

 Colocar  em uma panela a água, manteiga e o açúcar. Quando começar a ferver, colocar a farinha de uma só vez e mexer com uma colher de pau, até absorver toda a água e formar um angu de consistência, tipo massa de coxinha. 

Deixar amornar, colocar a massa cozida na batedeira e quebrar os ovos, adicionando 1 a 1, até formar uma massa de consistência meio mole . Acrescentar o fermento em pó.

Fritar a massa, às colheradas, em óleo não muito quente.  Deixar escorrer em papel  toalha e se quiser , colocar no açúcar com canela.

Nota: se quiser, faça uma calda de chocolate ou baunilha para acompanhar. 

I’m late, I’m late for a very important date!®

Alice no Pais das Maravilhas é o primeiro livro que me lembro de ter lido. Não me lembro quando isso aconteceu, mas as lembranças de estar na sala de TV da casa em que cresci deitada no sofá de couro de porco com almofadas de chenille me são claras. Era um livro de capa dura, acho que laranja de uma coleção que tampouco me lembro o nome (ai… memória boa!) que cada livro tinha uma capa de cor diferente. Desta coleção também li Moby Dick,  Alice através do Espelho. Acho que assim começou minha jornada pela leitura. Talvez isso explique um pouco o meu gosto por livros de histórias malucas, sem muito sentido e  cheias de criatividade!

Vi o filme de animacao da Disney® de 1951 e sigo vendo com meu filho. Quero que ele goste tanto quanto eu do Chapeleiro Maluco, do Coelho Branco e do mundo de criatividade por onde passeia Alice.

Nem preciso falar a ansiedade que tinha em assistir a produção de Alice feita por Tim Burton. Juntou a fome com a vontade de comer! E eu estava faminta. Mas como no próprio filme, nem tudo é claro. Todas as noites, enquanto eu tentava dormir, meu marido lia o que os críticos de cinema estavam falando sobre o filme me deixando apreensiva e um pouco confusa com minhas idéias e opiniões – sim, já tinha uma opinião sobre o filme antes mesmo de assisti-lo. Afinal, era Alice e Tim Burton. Que casamento! Já imaginava os personagens  com suas feições desfiguradas, furry,  insandecidos, engraçados e sombrios. Óbvio que muito era influencia dos traillers que já havia visto no YouTube

Enfim chegou o grande dia! Nunca vou a pré estréias, estréias ou coisas do gênero. Sempre há muita gente, o atendimento é ruim, já sento na minha cadeirinha estressada e até que eu consiga relaxar, metade do filme já se passou. Mas dessa vez…

Comprei entrada para o VIP, pois era um evento especial. Desde que vi anunciada a produção acompanhei e vibrei . Então, pelo menos a cadeira tinha que ser mais confortável – talvez sonhava como era confortável o sofá lá de casa…

Eu já sabia que o filme era uma adaptaçâo, pois no próprio trailler diz que Alice volta ao país das maravilhas 10 anos depois. E por isso mesmo queria muito vê-lo. Não estava interessada na fidelidade de Tim Burton ao escrever o roteiro mas quais seriam as novidades… Não vou falar muito aquí para nao estragar a surpresa dos que não viram e também porque este não é o tema deste blog. Mas tenho que comentar que a cena do chá que a princípio me pareceu triste, desfigurada, mas com todo o toque de loucura que lhe é peculiar me agradou muito. Era um momento pelo qual eu estava esperando. Ademas de saber que ai apareceria o meu queridinho Johnny Deep, como o Chapeleiro Maluco, em mais uma de suas brilhantes atuações. E obrigada a Tim Burtom por nos presentar com uma sútil e quase imperceptível lembrança de Edward maos de Tesoura! (Meu marido nem percebeu…).  Quando Milly diz “Pass me the scones, please?” com o delicioso sotaque briâanico, meus olhos e minha boca se encheram de água e por alguns momentos e eu só pensava nos deliciosos scones, lady fingers, Earl Grey, shortbreads que poderiam fazer parte desta cerimônia gastrolouca!

Me lembrei dos mini scones que preparava quando trabalhei no “Clare’s Kitchen”, em Londres. Preparavamos muitos chás da tarde, não tão criativos quanto o de Lewis Carroll, mas deliciosos e lindos. Me lembro de um casal japonês que foi do Japão só para se casar em Londres (isso é muito comum!) e pediram para prepararmos um Tradicional English Tea para celebrar o matrimônio. Claro que o evento ocorreria as 5 da tarde! Foi nesta época que descobri que o tradicional chá das cinco inglês foi introduzido por Catarina de Bragança, de origem portuguesa! Ela já costumava fazer seu lanchinho a tarde e levou este costume ao Reino Unido ao casar-se com o Rei Charles II. E ai ficou e perdura até os dias atuais.

No evento nipônico, além dos tradicionais sanduiches, foram servidos os mini scones com geléia caseira de morangos e clotted cream. Ai… Como explicar o que é clotted cream? Sabe brigadeiro, farofa, guaraná, saudade, coisas que só mesmo brasileiros sabem o que é? Entao, clotted cream só os britânicos sabem o que é.
Juro que queria meu casamento assim, também. Que delícia, que chic, que diferente. E juro também que scones deveriam estar na lista dos alimentos que se deve comer antes de morrer! Entao nao morra de vontade e já prá cozinha prepará-los!

SCONES

2 xícaras de farinha de trigo (280gr)

2 colheres de chá de fermento comum (10gr)

¼ de xícara de açucar refinado (50gr)

½ colher de chá de sal

½ xícara de manteiga gelada cortada em cubos pequenos (100gr)

1 ovo grande

½  xícara de leite integral (120ml) – a receita original pede half-and-half, que é um creme de leite ralo com teor de gordura de 12,5%
1 ovo batido com água para untar

Geléia de morango, creme clotted, lemon curd… para acompanhar

Aqueça o forno a 190 graus. Em uma tigela misture a farinha, o fermento, açucar e o sal. Adicione a manteiga e mescle até conseguir uma mistura parecida a areia grossa.

Em outra tigela bata os ovos e o leite. Adicione essa mistura aos ingredientes secos e mexa com um garfo até que os ingredientes se misturem, mas sem bater. Faca uma bola e transfira para uma mesa de trabalho enfarinhada. Sove algumas vezes até obter uma massa homogênea. Abra a massa a uma espessura de 3 cm e com um cortador de 6.5cm de diâmetro corte os scones. DICA: Nao os corte diretamente, mas girando o cortador para que a massa nao se “amasse” e os scones crescam uniformes. Este método é o tradicional. Alternativamente, a massa poderá ser aberta em forma de circulo e cortada com uma faca bem afiada em 8 fatias (triângulos).  Ou até mesmo em quadrados! Assim devem ser os scones do chá que Lewis Carroll imaginou! Pincele-os com o ovo batido. Coloque-os em uma assadeira e asse por 15 minutos ou até que estejam corados.
A textura ideal de um scone é leve e macia por dentro e quebradiço por fora.

Ainda mornos abra-os ao meio e coloque uma colherada de geléia e MUITO creme por cima. Prepare um chá (sim, tem que ser chá) e deleite-se!

Como explicar o que é esta maravilha??