Você conhece bifum, já comeu?

Bifum em chinês significa  ’’massa seca de arroz’. Sabe aquela proposta de usar menos o trigo, então bifum pode substituir o macarrão. Olha que beleza! Existem várias marcas no mercado deste tipo de massa, porém a mais tradicional é a empresa  Bifum, fundada por uma família chinesa há 50 anos. Esse que eu usei nesta receita, chama-se macarrão oriental é bem fininho e cozinha muuuuito rápido. Inclusive, não é para fazê-lo como o tradicional. Basta tirá-lo da embalagem, colocá-lo em um recipiente, cobri-lo com água fervente. Para esta receita deixe por 1 minuto e meio, depois despreze a água.

O bacana é que esta massa tem baixíssimas calorias, e por isso pode ser consumida na segunda-feira, dia internacional da desintoxicação!

Aqui vai a minha receita, mas você pode se lançar e provar novos sabores!!!!

Ingredientes:

1 pacote de bifum/macarSAM_0370rão oriental 200g

1 cebola média picada em cubos

1 xícara de brócolis cortados em florzinhas e os talos em fatias

1 abobrinha italiana pequena cortadas em cubinhos

1 colher de chá de gengibre em pó

1 colher de chá de harissa (mistura de temperos arábe)

1 colher de chá de tempero de limão e ervas (opcional)

sal a gosto

Modo de Preparar

Se você tem uma panela wook , agora é hora de usar! Refogar a cebola em um fiozinho de azeite, acrescente o brócolis, salpique a harissa, depois de 2 minutos acrescente a abobrinha, salpique o gengibre, refogue por mais 2 minutos. Agora é hora de adicionar o bifum, feito como eu expliquei acima, misture todos os ingredientes na panela, o calor vai continuar a cozinhar a massa, então cuidado com o ponto! Finalize salpicando o tempero de limão /ervas e sal.

As ervas, temperos e especiarias dão sabor especial aos pratos, principalmente aqueles que não adicionamos gorduras! Então, o que você está esperando, vá até uma loja especializada da sua cidade e com calma, conheça o mundo de opções!!! Tenho certeza que você vai adorar! Até a próxima!

 

Nasi Goreng, ou Arroz Frito!

Fiz um almoço tão rápido e tão delicioso que em 30 minutos eu já estava postando uma foto no Facebook.

E não é que choveram comentários na foto? Fico super feliz que cada vez mais gente está ligada na gastronomia. Isso é muito bom. Comer melhor é uma opcão de vida e não requer nenhuma prática nem muito tempo. Este prato é um excelente exemplo disso! Nem era prá ser um post no blog e logo estou aqui!…

Na verdade sempre fui adepta das comidas Stir Fry. Tudo muito fresco, rápido e prático. E na mesa uma deliciosa refeição que agrada a todos! E quem faz uma vez repete sempre. Ou melhor, não repete muito pois este prato é tão versátil que mil combinações podem ser feitas. Invente a sua e conte aqui o resultado. Coloque tudo na sua wok e já!

 

Nasi Goreng Indonésio (Serve 4)*

400 gr de alcatra cortada em tiras

1 colher de sopa de gengibre picado

3 colheres de sopa de molho de soja

2 ovos

sal, o quanto baste

80 ml de óleo de girassol

3 dentes de alho moídos

1 cebola cortada em rodelas

1 pimentão vermelho cortado em tiras

1 pimentão amarelo cortado em tiras

200 gr de floretes brócolis cozidos al dente (ou crus se você gosta mais crocante)

200 gr de arroz cozido e frio (esta receita é ótima para dar um fim na sobras de arroz)

Um punhado de folhas de coentro

 

Comece preparando uma marinada com 2 colheres de molho de soja, gengibre e alho. Coloque a carne e deixe marinar.

Bata os ovos com o sal e pincele uma frigideira com um pouco de óleo e despeje os ovos. Cozinhe por 2 minutos a fogo médio. Vire o omelete e cozinhe por mais 1 minuto. Retire e deixe esfriar. Enrole o omelete como um rocambole para cortar tiras fininhas. Reserve.

Numa wok coloque o restante do azeite e quanto estiver BEM quente coloque a carne. Queremos fritá-la rapidamente, não cozinhá-la. Vá salteando até que esteja com um tom dourado. Retire da wok e reserve. Acrescente as cebolas, os pimentões e os brócolis e salteie até que a cebola comece a dourar. Acrescente o arroz e misture tudo vigorasamente. Coloque o molho de soja restante e o omelete. Misture. Despeje a carne e o suco que se formou sobre o arroz e decore com as folhas de coentro.

Coma assim, fervendo!

 

DICAS:

Se quiser pular a parte do omelete, misture os ovos depois de ter salteado as verduras e mexa bem para fazer “ovos mexidos”!

O arroz pode ser substituído por massa (Hokkien, Xangai, ou qualquer espaguetti que você tenha na despensa!). Esse é Mee Goreng.

A carne pode ser substituída por peito de frango, camarões ou tudo pode ser misturado.

As verduras… O que vier a cabeça ou o que estiver sobrando na geladeira!

Viu só, já são várias combinações!!!

 

 

* Esta receita, com algumas adaptações, retirei de “O Livro Essencial da Cozinha Asiática” – Könemann. Amo este livro. Foi aí que comecei minha jornada pela cozinha oriental!

Paçoca de carne de sol

Paçoca de carne de sol

Paçoca de carne de solAcabo de voltar de uma viagem muito especial. Depois de mais de 15 anos, voltei à Januária, uma cidade do norte de Minas Gerais, banhada pelo Rio São Francisco e onde nasceu meu pai. Além de todas as lembranças e encontros, pude explorar alguns lugares que ainda preserva formas centenárias de se preparar ingredientes e receitas. Uma delas é a Paçoca de Carne de Sol. Desde a época dos tropeiros, que a levavam na sua matula, cada casa da região tem o hábito de preparar a sua receita. Esta que escrevo aqui é a mais básica e com maior durabilidade.

Produção da Farinha de Mandioca
Mulheres da Associação da Trabalhadores Rurais de Vargem, norte de Minas Gerais, fazendo farinha de mandioca
Receita de Paçoca de Carne de Sol

– 500g de carne de sol

– 800g de farinha de mandioca

– 1 colher (chá) de cominho em pó

– 1 colher (chá) de pimenta do reino

– 1 colher (chá) de pó de café

– fio de óleo

– sal à gosto

Modo de Preparo

1- Dessalgar a carne, deixando-a de molho em água por uma noite.

2- Colocá-la para cozinhar em panela de pressão por cerca de 20 minutos ou em panela comum por cerca de 50 minutos. Ela deve ficar macia – o tempo de cozimento variará de acordo com o tipo da carne)

3– Fritar a carne, já cozida, em um pouco de óleo até ficar bem dourada.

4- Levá-la junto com os temperos para um pilão e socá-la até ficar bem desfiada. (Se não tiver pilão, você pode levá-la rapidamente ao processador).

5- Voltá-la para a panela e, com fogo baixo, acrescentar a farinha ao poucos até misturá-la por completo. Corrigir o sal, se necessário.

Carne de sol
Carne secando ao sol em açougue de Bonito de Minas

Notas:

1- Originalmente a farinha é acrescentada ‘a carne no pilão e socada. Porém como poucos terão o pilão grande, a receita original foi adaptada.

2- O café é para dar o gostinho da receita da vovó. Pois o pilão de socar a paçoca normalmente também era utilizado para pilar o café. Então, no fundinho sempre tinha um toque deste ingrediente.

3- Esta receita pode ser armazenada fora da geladeira pois até 2 semanas. Caso você queira fazer para consumo imediato, pode acrecentar outros temperos, como cebola frita, alho, coentro etc.

Panna cotta, ti voglio tanto bene!

Panna Cotta

Panna CottaNão, não comecei a estudar italiano, nem resolvi colocar em prática “meu vasto” conhecimento da língua… Mas como havia comentado no post anterior,  andei explorando as receitas deste canto do mundo. 

Ô terrinha pra ter comida boa, né? Lá todo mundo (ou toda mãe) faz a melhor comida do mundo. Acho que por isso, identifico-me tão bem com ela. Afinal, minha mãe é a melhor cozinheira do mundo!!!! Já fiz esta declaração, né?!

Bem, voltando ao que interessa, há uns dias, eu e a Patrícia estávamos fazendo um cardápio com receitinhas da nossa memória (depois contamos este causo…) e acabei desenterrando esta receita que amo muito.

Durante boa parte da minha infância, minha mãe fazia panna cotta pra gente.  Não me esqueço da primeira vez: o caramelo escorrendo sobre aquela textura cremosa e o sabor, ái que sabor!!!!Creme de leite puro! Boa demais!!!!  Considero a panna cotta a prima italiana do nosso pudim de leite: receita fácil e que considero das mais deliciosas – lembram da listinha de top 10 das sobremesas? Esta definitivamente faz parte dela! Sei que tem variações ótimas, mas, para mim, panna cotta tem que ser com calda de caramelo… é a melhor!

A receita misteriosa foi nos presenteada pela D. Emília e era a receita especial do restaurante da filha da D. Emília,  em Levanto na Itália… segredo de estado na época!

Anos depois, tive oportunidade de ir ao restaurante Oasi e provar a receita original! Lá, todos os pratos eram maravilhosos (de comer de joelhos mesmo), mas a panna cotta, talvez até por toda a carga emocional, posso dizer que era divina!!!!

Bem, chega de trelelé e vamos à receita!

Receita da Panna Cotta da Luizella do Restaurante Oasi

– 1 litro de creme de leite (eu prefiro usar o fresco, mas pode ser o de caixinha)

– 170g de açúcar

– 250 ml de leite

– 2 colheres de chá de baunilha (ou um fava que vai deixar uns pontinhos pretos que eu amo!)

– 5 folhas de gelatina incolor colocardas em um pouco de água fria para amolecer

Para a calda:  – 250g açúcar

Modo de Preparo:

Levar o creme de leite, o leite,  o açúcar e a baunilha ao fogo para esquentar. Antes de levantar fervura, escorra a água  da gelatina e acrescente-a à mistura até derreter por completo (lembre-se que qualquer preparo com gelatina não pode ferver). Reservar.

Fazer um caramelo com o açúcar, levando-o ao fogo baixo até derrter e obter a cor marrom de caramelo. Cuidado para não queimar, pois fica com um sabor amargo. Se já estiver com a cor, mas ainda tenha açúcar sem derreter, acrescentar um pouquinho de água.

Pegar uma forma com furo no meio (própria de pudim), ou se preferir fazer porções individuais – eu utilizei forminhas de brioche, mas acho que ficou com pouco creme, precisava de uma maior, para sentir melhor o sabor do creme (o caramelo sobressaiu)… mas ficou tão bonitinha!!!!

Espalhar o caramelo nesta forma, cobrindo-a toda (outra nota: o caramelo vai endurecer, não tem problema. É assim mesmo!). E depois despejar o creme. Levar à geladeira por pelo menos 2 horas. Desenformar, passando uma faquinha cuidadosamente em volta. Está pronto!

E se você estiver querendo entrar no clima da itália, vale fazer uma pasta fresca para comer antes, que tal?  

Ristorant L’Oasi

 Piazza Cavour, 19015 – Levanto – Itália

Alguém já viu cabeça de bacalhau? Não importa!

Ando sumida pois o trabalho está me consumindo. Tenho feito um evento, no mínimo, por semana o que me deixa ocupada e presa na minha cozinha, longe do computador e da vida social…

Mas isso é bom já que meu sacrifício de Quaresma este ano foi deixar de acessar o Facebook durante os quarenta dias de penitência. Estava viciada e “fofoqueira”!!!

Um desses trabalhos é um evento de comidinhas de boteco que vou preparar para comemorar os 40 anos de uma amiga. Imagine só a responsabilidade dessa “degustação” onde a maioria dos convidados são mexicanos. Ay caramba!

Pensando no cardápio me ocorreu preparar bolinhos de bacalhau já que nesta época a oferta de bacalhau é abundante, estão em excelente qualidade e a bom preço.

E me lembrei de uma receita que é maravilhosa por si só e uns pequenos ajustes (!) a deixaram maravilhosa. Esta receita foi publicada no blog de Saul Galvão em 2007. Nunca mais esqueci, mas a preparei poucas vezes. E cada vez achava que precisava de algo mais apesar se ser perfeita! Até está versão final, que divido com voces e deixo todo mundo a vontade para acrescentar a uma pitaca!

Bolinhos de bacalhau de Maria de Lourdes Modesto por Saul Galvão com minhas pitacas.

250 gramas de bacalhau;

1 litro de leite;

2 folhas de louro seco

200 gramas de batata;

½ cebola picada bem miudinha;

1 colher de sopa de salsinha picada;

1 colher de sopa de ciboulette picada;

1 cálice pequeno de vinho do Porto;

3 ou 4 ovos;

noz-moscada ralada na hora, o quanto baste;

sal e pimenta-do-reino, o quanto baste;

1/4 de xícaras de azeitonas pretas picadas;

azeite de oliva para fritar.

Dessalgue o bacalhau com bastante antecedência. Se não for muito espessa a posta, 48 horas trocando a água muitas vezes, a cada 2 horas. É bom manter o bacalhau na geladeira.

Cozinhe o bacalhau dessalgado no leite e folhas de louro. Retire as eventuais espinhas e a pele. Desfie o bacalhau. Eu gosto de deixar pedaços um pouco grande para sentir a textura do bacalhau.

Descasque e cozinhe as batatas. Esprema as batatas ainda quente formando um purê. Eu ainda passo na peneira pois gosto da batata bem lisinha.

Coloque o bacalhau e o purê de batata numa vasilha. Junte a cebola picada, o vinho do Porto, a salsinha, a ciboulette e as azeitonas. Tempere com noz moscada, sal e pimenta.

Vá misturando a preparação com as mãos e colocando os ovos, um a um até conseguir uma massa homogênea. A quantidade vai depender do tamanho dos ovos e da quantidade de água que tenha absorvido as batatas no cozimento.

Molde os bolinhos com duas colheres formando queneles. Frite em abundante azeite de oliva bem quente.

Projeto verão em plena ação!

Quibe de Quinua e Legumes

Quibe de Quinua e LegumesApesar do tempo ainda estar maluco e eu continuar oscilando entre meus doces testes doces e meus pratos lights, continuo firme e “mais ou menos” forte no meu projeto verão. Ele está surtindo efeito, o que é bom…

E, para equilibrar estas duas realidades preciso de comidinhas deliciosas… ou caio em tentação e fico só na parte 2.

Como prometido por uma das nossas leitoras especiais nos comentários do post Fase light… mas com sabor!, recebi uma receita que testei e adorei! Perfeita para esta fase: nutritiva na medida certa, desitoxicante e super saborosa.

Vale a pena experimentar!

Receita de Quibe de Quinua e Legumes (receita da Chef Valéria Rúbio  do Parada Saudável)*

– 2 xíc. de quinua  pode ser branca, preta vermelha ou todas misturadas- fica bem bonito)

– 4 xíc. de água

– 3 xíc de abóbora japonesa cozida e espremida (medida após espremida)

– azeite, sal e noz-moscada a gosto

– 1/2 xíc. de brócolis picado

– 1/2 xíc. de ervilhas frescas

– 1/2 xíc. de alho-poró picado

– 1/2 xíc de shitake picado

– 1/2 cebola picada em cubos

– 20ml de sakê

Modo de Preparo:
Ferva a água e cozinhe a quinua, conforme orientação do produtor. Quando pronta, misture com a abóbora e tempere com a noz-moscada, sal e azeite. Reserve.

Refogue a cebola, o alho-poró, acrescente os demais legumes e o shitake. Flambe-os com o sakê e deixe-os
o mais al dente possível. Monte em um pirex, colocando metade da mistura de quinua, depois o recheio, cobrindo com o restate da quinua. Coloque no forno pré-aquecido a 200 graus por cerca de 15 minutos, para a massa secar um pouco.

Pronto, delicioso e super saudável!

 * Receita adaptada de original da Tatiana Cardoso do restaurante Moinho de Pedra (São Paulo)

Parada Saudável

Tel: +55 15 3282-3769

email: valeriamrubio@yahoo.com.br

 

“Taste Vin” et soufflé…

Taste Vin - suflê

Taste Vin - suflêHá uns dias estive em Belo Horizonte novamente. Além de recarregar as energias, aproveitei para matar a saudade de alguns amigos e restaurantes do coração… Entre os restaurantes, estive no bom e velho Taste Vin.

É um tradicional restaurante francês de Belo Horizonte, com uma excelente carta de vinhos (uma das melhores da cidade) e pratos muito bem executados, de sabor especial. Mas, indiscutívelmente, o carro chefe da casa é o suflê. Feito com tamanha perfeição que, só de começar a lembrar do seu sabor e sua textura, fico com uma água na boca e uma incrível sensação de prazer toma conta de mim e do meu estômago… 

E olha, recomendo qualquer um do cardápio. Escolha o que for mais agradável para seu paladar e entregue-se a leveza e delicadeza deste prato. Lindo de ver e delicioso de saborear!

Lá, você tem opções muito especiais de pratos principais e, como acompanhamento, uma outra lista cuidadosamente preparada. Dentre eles, o suflê. Meus amigos e marido sempre seguem este ritual. Eu? Não consigo. Já provei, sei que são muito gostosos, mas não perco tempo. Peço um suflê só para mim!

Taste vin - Crème brûlèe Taste Vin - morango Taste Vin - suflê de chocolate

Sobremesa? Tem um crème brullé delicioso, morangos com chantily e wafer de psitache, além de outras tantas sobremesas. Mas, por mais difícil que seja não comer um crème brullé (pra mim, é quase impossível), faça este sacrifício e peça um suflê…de chocolate!!!! Ou negocie com suas companhias e peça um de cada, para fechar com chave de ouro este jantar dos deuses!

;  )

Bon apetit!

Taste Vin

Rua Curitiba, 2015 – Lourdes

Tel.: +55 31 3292-5423

www.tastevin-bh.com.br

 

Oba! É tempo de Jabuticaba!

Geléia de Jabuticaba

Geléia de Jabuticaba Este post já estava pronto há uns dias, esperando quando poderia abrir a geléia e devorá-la com um pedaço de pão para tirar a foto. Hoje, não resisti!!! Até porque daqui a pouco não daria para escrever mais esta matéria, né?! Pausa no regime…. nhac! Que cor, que sabor!!!

Quando chega Outubro, já vou ao mercado mais ansiosa, pois é quando começa a época de Jabuticaba. Mas o que eu gosto mesmo é quanto vou para BH ou para fazenda, pois lá posso colher e comer jabuticaba fresquinha. Huuuummmm…. Que delícia! Depois de comer um punhado (e coloque punhado nisso!) de jabuticaba do pé, ajudo minha mãe a colher o que sobrou para preparar alguns quitutes: geléia, compota, licor… assim, este momento mágico pode durar mais um pouquinho durante o ano.

Que tal, selecionar umas jabuticabas e preparar uma geléia super especial para utilizar em lanches ou até mesmo acompanhar uma bela carne de porco?

Receita de Geléia de Jabuticaba

– 2 litros de Jabuticaba

– 1 litro de água

 – cerca de 250g de açúcar (no modo de preparo vc verá como saber a quantidade certa)

– caldo de 1 limão

Modo de preparo:

Lavar as jabuticabas. Colocá-las no tacho, arrebentá-las com a ajuda de um socador. Acrescentar a água e deixar ferver em fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até tomar a cor de “vinho intenso”. Desligar o fogo. Coar o caldo, pressionando levemente as jabuticabas para extrair todo o suco. Medir o suco extraído (em copo, xícara ou medidor de líquidos). Volte o suco para a panela e acrescente 1/4 da medida do caldo de açúcar (se vc mediu 1 litro de caldo, utiizará 250ml de açúcar). Levar ao fogo baixo e deixar cozinhar por cerca de 40 minutos ou quando estiver gelatinoso (teste com uma colher, mergulhando-a na geléia e deixar pingar. Se a gota custar a cair, está na hora). Acrescentar o suco de limão, misturar e desligar. Colocar em potes de vidro, previamente fervidos em água e secos.

Um dia mais leve – Receita Salada Morna de Quinoa, Camarão e Lula

Receita de Salada Morna de Quinoa com Camarão e Lula

Receita de Salada Morna de Quinoa com Camarão e Lula

Depois dos abusos gastronômicos do fim de semana, eu – e mais 90% da população feminina – tento começar a semana com umas comidinhas mais leves… nem sempre consigo, mas sigo tentando e experimentando. E se levar em conta meus quilos a mais, acho que sigo experimentando mais que tentando… ; )

Uma destas receitas, que particularmente adoro, é a Salada Morna de Quinoa com Camarões e Lula. Vale a pena experimentar!

Receita de Salada Morna de Quinoa com Camarões e Lula

– 250g de Quinoa

-2 xic. de água (ou conforme indicação do produtor)

– 200g de camarão sem casca

– 200g de lula em anéis

– 10 vagens francesas cozidas “al dente” no vapor

– suco de 2 limões

– 1 cebola picada em cubinhos

– 1/2 xic. coentro e cebolinha picado miudinhas

– 1 dente de alho

– 1/2 pimenta dedo de moça sem semente

– 1 col. de sopa de molho de ostra

– 1 col. chá de óleo de gergelim

– sal e pimenta do reino à gosto

– 1 colher de óleo de girassol

Modo de preparo:

Limpar os camarões: fazer corte na parte superior e retirar o fio preto. Limpar as lulas (mesmo que vc já as compre em anéis, retire os pedacinhos de de cartilagem que fica). Em um pilão, socar o sal, alho, pimentas, e metade do coentro e cebolinha. Em seguida, acrescentar o suco de 1 limão. Jogar esta mistura no camarão e lula. Reservar.

Colocar a água para ferver. Quando levantar fervura, adicionar a quinoa, cozinhar como arroz até o grão ficar macio. Reservar.

Em uma frigideira, colocar o óleo de girassol. Quando estiver quente, acrescentar, a cebola. Em seguida, adicione o camarão e logo depois a lula. Esperar esbranquiçar e adicionar a quinoa e a vagem picada com cerca de 3 cm. Desligar e passar para uma vasilha, onde está misturado o molho de ostra, óleo de gergelim, o resto do coentro e da cebolinha e limão. Servir ainda quente.

Dica: Vale servir com uma salada de agrião.

Bom apetite!

Gnocchi della Fortuna

Ontem foi dia 29 e diz a crença que se deve comer gnocchi nesta data para aumentar a sua “fortuna”.

E eu adoraria estar em São Paulo para comer o gnocchi do Zena Caffe, na minha modesta opinião, o melhor que já comi em minha vida feito por alguém que não fosse eu! E olha que as mãos do Chef Carlos Bertolazzi são sagradas para esta tarefa. Apesar que agora devem estar ocupadas entre fraldas, chupetas e mamadeiras com a chegada do pequeno Bertolazzi! Parabéns, papai!

E se você ainda não foi ao Zena, vá. Com toda a certeza sairá de lá satisfeito. Eu estou lejos e a vontade não poderia esperar a minha próxima excursão a terra da garoa.

Então, fui convocada pelo amigo Luis (fui recriminada por chamar meus amigos de “fulano” nos meus posts. Eu só queria preservar a identidade!) e reunimos uma turma para dar uma forcinha a mais a nossa fortuna.

Preparei tudo ao estilo do Zena. Gnocchi e 3 molhos para a escolha do freguês: ragu de vitela, pesto e um espetacular e quase impossível de acreditar tomate aglio i olio.

Antes mesmo de comer as minhas 7 almofadinhas de massa de batatas que se derreteriam na minha boca, olhei ao meu redor e vi a casa cheia de amigos felizes desfrutando de um momento muito espacial. Nem precisei colocar nenhuma nota de dólar, de real ou de pesos mexicanos debaixo do meu prato. A minha fortuna já estava ganha!

Mas confesso que não foi fácil preparar 6 kilos de gnocchi. Principalmente porque este gnocchi é pura batata! A farinha que ponho é só para dar liga, quase nada! E depois as bolinhas de gnocchi, que parecem umas esponjinhas, derretem na boca! Ai! Menos de 24 horas e  já estou com vontade de comer de novo! Falta muito pro próximo dia 29??

Gnocchi de Batata

A receita eu retirei idêntica do site do Bertolazzi. Eu calculei 2 batatas grandes por pessoa.

“Preparar bons gnocchi não é brincadeira, mas é preciso queimar a mão pra valer. Um dos maiores segredos para fazer gnocchi leves e principalmente com gosto de batata é utilizar a batata logo após seu cozimento. Para isso cozinhamos ela com casca e descascamos tão logo estejam prontas. Passamos imediatamente por um espremedor ou passa-verduras e misturamos com a farinha.

A quantidade de farinha a ser utilizada pode variar um pouco mas uma boa regra é separar a massa de batata em quatro partes, retirar uma e preencher com a mesma quantidade de farinha, conforme ilustrado abaixo.

Retorne a batata que foi retirada e misture a massa acrescentando um pouco de sal, pimenta e noz moscada.

Após enrolar e cortar os gnocchi cozinhe-os em bastante água fervendo até que subam à superfície e sirva com o molho de sua preferência.”

Segredinho: caso você tenha que cozinhar muuuuuita batata como eu fiz, não se desespere! Cozinhe toda a sua batata e passe pelo espremedor. Eu ainda passei por uma peneira pois DETESTO grumos no gnocchi. E fui fazendo os gnocchi aos poucos. Vá esquentando o purê no microondas conforme você for utilizando. Assim sua batata estará sempre quente e absorverá menos farinha!