Nǐ hǎo! Na China como os chineses…

Nǐ hǎo! Ou, olá em chinês! É isso aí mesmo que você está pensando! Acabo de voltar de uma aventura pela China!

E aquela história de os dias terem mais horas? Bem… Já que não foi possível conseguir isto resolvi largar tudo e me aventurar pelos exóticos caminhos orientais. E bota exótico nisso!

Este post não é para falar sobre minha viagem, mas sobre tudo o que vi e comi por lá. Mas uma “viajadinha”  não faz mais a ninguém! Na verdade, acho que serão alguns posts falando dessa apaixonante aventura gastronômica que, de verdade, ficará para sempre na memória! E tão grande como a China é a sua gastronomia. De porco a pato, de pé a bucho, lá tudo se come. Um país com 1,3 bilhão de habitantes e apenas 0,08 hectares cultiváveis per capita, nem mosquito escapa!

Neste primeiro post vou falar sobre os banquetes maravilhosos que nos submetemos sem saber ao certo o que aconteceria. Uma aventura! Uma das vantagens de não falar a língua local e não poder se comunicar! Arrisque-se! E assim foi.

A maioria dos restaurantes não tem staff que fala inglês, mas tem um menu com uma tradução em inglês muito ao pé da letra que, na maioria das vezes, nos faz rir muito e não ajuda em nada. Mas as fotos dizem muito! Se você conhece da culinária chinesa! E não estou falando de frango xadrex ou chop suey. Esqueça tudo isso! Lá o negócio é mais sério. Para uma população que viveu parte da sua vida no campo e cercada de gente tendo que dividir um prato de arroz o respeito pela comida que agora eles tem acesso é gigante! E nada é desperdiçado…

Tivemos várias experiências fantásticas ao longo da viagem. Eu disse fantásticas! As outras foram maravilhosas!!! Sem querer encontramos um restaurante super tradicional, Family Li Imperial Cuisine, além do nome, nada de inglês e tudo de muito chinês onde apenas eram servidos menus degustação iniciando a experiência em 800 RMB, ou equivalente a R$ 260,00 chegando a R$ 980,00. Com um menu em inglês lá fomos para nosso banquete! 

Com mímicas e muita risadinha bem ao estilo chinês conseguimos pedir o nosso jantar que incluía de um prato de frutas como entrada, a snow frog (a tradução seria sapo da neve??), bucho de peixe, barriga de porco, pepino do mar – que mais parecia uma Havaianas® cozida horas a fio!! – muito tofu e feijão vermelho! Que manjar. Não torça o nariz. Como neste post aqui sobre a rabada ninguém me convence que algo é bom ou ruim pelo nome ou pela cara. Tenho que provar! E vou dizer que de tudo isso aí o bucho de peixe não tem gosto de nada. E pela foto é bem bonitinho. Mas confesso que fiquei feliz em saber que era bucho de peixe somente depois que comi!

Numa outra oportunidade, essa já sabida e reservada com bastante antecedência, fomos parar num dos melhores restaurantes de Pato Laqueado de Beijing, o 1949 – Duck du Chine. Apesar do nome francês, o lugar segue as rigorosas regras de “garçom não fala inglês – nem francês, só chinês!” e as fotos podem dizer muito, ou quase nada! Mas neste caso a estrela da noite seria o pato. Nem que eu tivesse que dançar imitando a ave, não sairia de lá sem a minha dose diária de canard, ou de , seja lá como você quer chamá-lo! O lugar é super descolado e lotado de turistas. Mas uma gama diferente de turistas. Não os que procuram pelo frango xadrez, mas por aqueles que querem o manjar da dinastia Ming! E com certeza vão encontrar. Além do pato, muitos outros pratos da culinária chinesa estão disponíveis no cardápio. Para começar, pedimos pé de frango que estavam SIMPLESMENTE DIVINOS. NEM SEI COMO FAZER PARA QUE VOCÊ ENTENDA O QUÃO DELICIOSO ESTAVAM! Cozidos num caldo de frango saborosíssimo e desmanchando na boca. Ai, babei! E para acompanhar, Kimchi, que é um picles de repolho muito apimentado e delicioso. Já poderia ter parado por aí, mas que nada. Quando a grande ave chega na mesa há uma certa pompa e circunstância! Não sei dizer se para o pato ou para nós. Mas os garçons chegam com um gongo, daqueles bem imperial e “pomnmnmnm”. A partir daí a orgia gastronômica se inicia! O maître corta as finas lâminas do tenro peito do pato, juntamente com sua pele crocante como uma pururuca e NADA oleosa e dispõe num pratinho lindo em formato de pato! O molho Hoisin, delicadamente misturado com azeite de gergelim e amendoim dá um toque todo especial para as finas panquequinhas que abraçarão aquele peito e juntos desaparecerão nas profundidades da minha alma! Tão esperado, tão desejado… 

 

Se você já não conseguir ler este post, não deixe de voltar aqui mais tarde. A próxima e última aventura é tão boa quanto as anteriores!

Em uma das nossas visitas aos Hutongs, ou as vielas onde viviam os chinese antigamente – muitos ainda vivem por aí – podemos até dizer que são as favelas de Beijing, fomos parar no Red Ding Coffee. Um restaurante quase perdido no fim da rua. E claro, na porta aquele menu cheio de fotos apetitosas e coloridas atraiu nossa atenção. De cara não pudemos resistir ao bambu assado. Ainda não tínhamos visto essa iguaria em nenhum lugar. Ou nosso domínio da língua chinesa não tinha sido eficiente até então! E valeu muito a pena ser atraídos pelo desejo! Um restaurante simples, mas cheio de locais que vinham se deliciar com os pratos aromáticos e bem cuidados que saiam da cozinha. Nosso banquete incluiu o bamboo cozido que se parece muito com um palmito, na aparência. Cortado ao meio o miolo é que se come e seu sabor é exclusivo e inigualável! O iaque – é boi, não se espante! Mas uma espécie encontrada do Himalaya a Mongólia! – cozido com cebolinha estava de comer ajoelhado! e para acompanhar tofu cozido em molho Sichuan. Maravilhoso, mas em doses homeopáticas pelo grau de ardência! Mas era impossível comer um só! 

 

 

Prá começar a conversa, foi isso que comemos na China. Ou parte, porque nos próximos capítulos vou falar sobre a comida de rua, incluindo os insetos! E logo mais a maravilha dos Dim Sum, tão característicos em Hong Kong.

 

Zài nàlǐ!

Dia dos Pais com Paella

A vida está cada vez mais corrida. Domingo é Dia dos Pais no Brasil e nem deu tempo de preparar um menu bacana como fizemos no ano passado. Nossa! Já passou um ano?? Num falei que a vida está Fast and Furious!!!

Mas o que seria de nossas vidas se não fossem as boas amigas? Fui surpreendida por uma deliciosa mensagem da minha querida amiga Ana Lucia, aquela que me segue por todas as viagens e que já passou por aqui, pedindo uma receita de paella. O mais legal disso tudo é que a Ana não prepara nem um ovo frito (!) e decidiu preparar uma paella para seu pai neste domingo! Fiquei super feliz em imaginar que o nosso blog está causando este efeito nas pessoas! É o máximo!

Esta receita tem o nome de Paella Celebração e achei perfeita para a data!  Fiz algumas adaptações pois ela me pediu uma Paella de frutos do mar. Mas quem quiser acrescentar frango, linguiça, pato, coelho é muito bem vindo!!!

Ana, aproveita e prepara o pudim de claras para a sobremesa!

 

 

Paella Celebração (Serve 6)

200 gr de camarões sem casca

200 gr de lula em anéis

200 gr de peixe de carne firme cortado em cubos (cação ou garoupa)

300 gr de mexilhões frescos

90 ml de vinho branco

150 gr de vagem, cortadas em pedaços de 2,5cm

90 ml (6 colheres de sopa) de azeite de oliva

1 cebola grande picada

3 dentes de alho picados

1 pimentão vermelho sem sementes cortado em finas tiras

1 pimentão verde sem sementes cortado em finas tiras

2 tomates maduros, sem pele nem sementes, picados

900 ml de caldo de peixe ou frango

1 pitada de açafrão (dissolver em 30 ml de água fervente)

350 gr de arroz espanhol próprio para paella (ou arbório)

120 gr de ervilhas congeladas

10 azeitonas verdes fatiadas

sal e pimenta, o quanto baste

6 lagostins

 

Comece limpando os camarões, fazendo uma incisão nas “costas” do camarão e retire os intestinos. Enxague em água corrente e reserve. 

 

Escove a casca dos mexilhões e enxague em água corrente e remova os 

“cabelos” com uma
faca pequena ou puxando com força, mas com cuidado para não arrebentar. Jogue fora os mexilhões que já estiverem abertos.

Coloque os mussels em uma panela grande com o vinho e deixe ferver. Cubra a panela com uma tampa e cozinhe por 3 a 4 minutos, ou até que os mexilhões se abram. Coe, mas reserve o líquido e descarte os mexilhões que não se abriram.

Cozinhe as vagens por 3 minutos em água fervente.

Numa paellera ou uma panela grande e rasa aqueça o azeite. Cozinhe os camarões até que fiquem rosados. Reserve.

A fogo médio frite a cebola e o alho e deixe dourar levemente. Acrescente os pimentões reservando algumas tiras para decorar. Mexa para não grudar. Acrescente os tomates e cozinhe por 2 a 3 minutos até que comece a espessar.

Acrescente os anéis de lula e mexa para que todos os ingredientes se incorporem.

Adicione o caldo, o líquido de cozimento dos mexilhões e o líquido do açafrão. Tempere com sal e pimenta. Quando começar a ferver, adicione o arroz. Mexa bem, acrescente a vagem e cozinhe a fogo alto por 10 minutos. Abaixe o fogo para médio e coloque os camarões e os pedaços de peixe para cozinhar por uns 8 minutos até que todo o líquido tenha sido absorvido.

Enquanto isso frite os lagostins em azeite de oliva até que se tornem rosados.

Acrescente os mexilhões, as ervilhas, as azeitonas e  decore com as fatias dos pimentões e os langostins. Cubra com papel alumínio e cozinhe por mais 3 minutos a fogo lento. Retire a panela do fogo e deixe descansar por 10 minutos antes de servir.

Ufa! Mas valerá cada minuto!

Kedgeree

Eu ADORO peixe defumado. Seja salmão, haddock, truta… Aqui tem uma truta defumada que é simplesmente deliciosa! O único problema de comprar esta truta é que ela vem numa embalagem muito grande e o peixe acaba “nadando” de um lado pro outro na minha geladeira e, convenhamos, precisa ser muito sueco prá comer peixe defumado em todas as refeições!!!

 

Eu fiz uma salada um dia (com pepinos, abacate, cebola roxa), um sanduíche no outro, mas ainda tinha muita truta pra ser comida. Foi então que me lembrei de um prato delicioso que é muito comum em Londres, KEDGEREE [qué-dgi-ri]. Eu sei que este nome não tem nada de inglês, mas tem uma explicação para isto! É uma adaptação de um prato da Índia. Diz-se que foi trazido para a Inglaterra nos tempos Vitorianos e era comido no café da manhã, já que se reaproveitavam as sobras do dia anterior. Se isto é verdade ou não, não sei e nem me aprofundei muito na história. O que sei é que quem come uma vez, quer sempre repetir!

 

A receita que fiz hoje foi com a truta defumada. Mas a receita tradicional leva haddock defumado. No entanto, se os ingleses adaptaram este prato dos indianos acho que eles deixaram aberta, aí, uma lacuna para nossa intervencão, também!!

 

Outro dado curioso é que eu NUNCA comi Kedgeree enquanto morei em Londres. Sempre via nos menus, mas nunca me apeteceu. Foi somente depois de ver um episódio do programa da Nigella onde ela cozinhou o prato que eu fui experimenter. Thanks Nigella!!!

Kedgeree (serve 4 como prato principal)

1 cebola pequena picada

55 gr de manteiga (se tem dúvida na quantidade, clique aqui)

300 gr de arroz Basmati (arroz branco também serve)

1 colher de sopa de pó de curry madras

1 pitada de noz moscada

200 ml de leite

110 ml de creme de leite fresco

250 ml de água

300 gr de peixe defumado (preferencialmente haddock, mas truta e salmão também ficam deliciosos)

Sal e pimenta, o quanto baste

Salsinha picada, o quanto baste

12 ovos de codorna cozidos (eu gosto da gema suave. 3 minutos é o suficiente)

 

Numa panela suficientemente grande para cozinhar o arroz, coloque a manteiga e, a fogo lento, cozinhe a cebola até ficar suave, mas sem dourar. Adicioine o arroz e continue cozinhando até que esteja translúcido. Acrescete o pó de curry e a noz moscada. Integre as especiarias e acrescente o leite, o creme e a água.

Quando começar a ferver, acrescente o peixe em lascas e continue cozinhando a fogo meedio até que o arroz esteja cozido. Talvez você precise acrescentar um pouco mais de água.

Assim que o arroz estiver cozido, experimente o tempero. Lembre-se que o peixe já é salgado. Se necessitar tempere com sal e pimenta.

Coloque os ovos de codorna e salpique com a salsinha. Eu ainda joguei um pouquinho de azeite de oliva. Ficou bommmmmm! 

 

P.S. Não acredite no ditado que diz: “Não coma aquilo que você não consegue pronunciar o nome”. Pratique muito [quédiri, quédiri, quédiri]  e não deixe de provar esta delícia!!!

Ceviche mais fresco, IMPOSSÍVEL!

Férias! Verão (aqui no Hemisfério Norte)! Praia! O que poderia ser melhor que uns dias numa ilhota semi deserta? Sair para pescar e fisgar o próprio almoço! SIM! 

O cenário foi a minúscula e paradisíaca Ilha Holbox, ao norte de Cancún. Um lugar com um acesso difícil, onde não entram carros e onde o ritmo de vida é o mais lento possível. Onde os dias parecem longos e as noites intermináveis…

Bem, esse sonho chegou ao fim, mas deixou maravilhosas lembranças. Memórias de que a vida pode ser descomplicada e o menos é MAIS!

Num dos passeios saímos para pescar num ritmo quase inerte, onde o profundo azul do oceano era o mais longínquo dos nossos planos para o futuro! Na verdade, tínhamos planos, sim! Pescar bons peixes pois este seria o nosso almoço. Eu quase não acreditei, mas aconteceu. Passamos a manhã pescando e logo depois das 3 da tarde estávamos comendo o ceviche mais fresco que podia imaginar na minha vida. Apenas 1 hora depois dos peixes terem deixado o mar, estavam nos nossos pratinhos com uma receita simples e deliciosa! ASSIM DEVE SER A VIDA!

 

Ceviche Simples

 

800 gr de peixe branco fresco* (no nosso caso, foi corvina pescada ao momento)

1 cebola roxa picada

2 tomate sem sementes picado

1 chili verde picado bem fininho

suco de 16 limões

1 colher de sopa de coentro picado

sal a gosto

 

Cortar o peixe em cubos pequenos de, aproximadamente, 1,5cm e misturar com a cebola, o chili e o sal. Misturar e acrescentar o suco de limão e uns cubos de gelo para esfriar o ceviche. Misture rapidamente e retire o gelo antes que derreta. Acrescente o coentro e sirva. Acabou a receita. Simples assim! Pode até ser preparada num barquinho de pescador!

 

Este ceviche foi servido com totopos (tortillas de milho frita), mas os peruanos, que reconhecem como sua a receita de ceviche recomendam servir com milho cozido, batata doce e folhas de alface!

 

*Como reconhecer se um peixe está fresco:

– O peixe não deve ter aquele “cheiro de peixe” forte e desagradável. O peixe fresco cheira a mar limpo! Aquele que entramos e mergulhamos!

– O olho deve estar brilhante e as escamas também devem ser brilhantes e presas ao corpo. Escamas soltas significa peixe em decomposicão. Argh!

– Se possível aperte o peixe com os dedos indicador e médio. A carne deve estar firme e as gueljas avermelhadas.

 

Celebrando com amigas

Sopa de abóbora

Sopa de abóboraProposta de jantar leve para uma noite mais leve ainda!

Ontem, preparei uma aula jantar com harmonização de vinhos para um grupo de amigas. Como era um jantar apenas para mulheres, fiz um menu bem leve, mas muito saboroso. Enviei o cardápio para uma amiga que é sommelier (eu não tenho a menor competência para isso!), Luciana Sammarco, e escolhemos 2 vinhos por prato.

O resultado foi uma noite muito divertida, regada com sabores especiais, lembranças e muito vinho! Vale a pena experimentar!

Os vinhos escolhidos foram vinhos na faixa entre R$40,00 a 60,00.  Um dos desafio foi testar um vinho tinto com o prato principal que era um peixe. Não é que ficou legal!

Vamos às receitas!!!! (todas servem 4 pessoas)

Sopa de Abóbora com cubinhos de Salmão Desidratado e Queijo Coalho

Vinhos que harmonizamos:  Espumante Pizzato Brut – Vale dos vinhedos – Brasil: foi o que ficou mais legal/ Chardonnay Lariviere Yturbe 2007 – Partida Limitada – Mendonza Argentina: o vinho era legal, mas não funcionou tão bem.

 A) Salmão Desidratado 

– 300g de filet de salmão

– 300g de sal grosso

– 300g de açúcar

 Equipamento necessário: papel PVC e uma grade

 

Modo de Preparo:

1- Misturar o sal grosso com açúcar. Reservar.

2- Limpar o salmão, abrir o papel filme, fazer uma camada com metade da mistura de sal com  açúcar. Colocar o salmão sobre esta cama e cobrí-lo com uma nova camada da mistura. Em seguida, cobrí-lo com papel filme e vedando-o completamente.

3- Fazer alguns furinhos no plástico com uma faca, na parte superior e inferior do peixe, tomando cuidado para não perfurá-lo.

4- Levá-lo à geladeira por pelo menos 6 horas, sobre uma grade e um prato, para recolher o líquido.

5- Após este período, lavar o salmão. Está pronto para utilização. 

 

B) Sopa de Abóbora

 – 600g de abóbora

– 1 cebola pequena picada em cubos

– 2 dentes de alho

– 1 talo de salsão inteiro

– 1 folha de louro

– 1 ramo de tomilho

– 2 colheres (chá) rasas de gengibre ralado

– 3 colheres (sopa) de azeite de oliva

– 600ml de água ou caldo de legumes

– 1 colher (sopa) rasa de melado

– sal e pimenta-do-reino a gosto

– 10 grãos de coentro amassado

 Para finalizar:

– 100g de queijo coalho em cubinhos

– 100g de salmão desidratado em cubinhos

– 4 raminhos de coentro

Modo de Preparo:

1- Levar a abóbora ao forno para assar até ficar mole.

2- Em uma panela, colocar o 2 colheres de azeite e levar ao fogo. Quando estiver quente, refogar a cebola, 1 alho e o salsão. Acrescentar a polpa da abóbora e refogá-la. Juntar o caldo de legumes, gengibre, sal e pimenta-do-reino.

3- Cozinhar até que a abóbora fique macia. Retirar o salsão, o louro e tomilho e descartar.

4- Bater a sopa no liquidificador até ficar homogênea.

5- Colocar ao outra colher de azeite na panela. Refogar o outro alho espremido. Levar a sopa ao fogo novamente até que fique um creme homogêneo, acrescentar o melado e ajustar o sal, se necessário.

6- Na hora de servir, colocar a sopa no prato a ser servir e acrescente o coentro, os cubinhos de salmão desidratado e do queijo coalho.

 *Nota: pode-se substituir o salmão desidratado por defumado, se necessário.

Papillote de NamoradoPapillote de Robalo com Leite de Côco e Purê de Banana da Terra

Vinhos harmonizados: Amaral Sauvignon Blanc 2009 – Leyda Valley – Chile: bem legal e também funcionou com a sopa / Pacífico Reserve Sur  Pinot Noir 2008 – Ciricó Valley Estate Grown – Chile: também ficou ótimo com o prato. Não conseguimos um acordo sobre o que ficou melhor… na dúvida, prove os dois!

A) Purê de Banana da Terra:

– 6 bananas-da-terra bem maduras

– 200ml de leite de côco

– 2 colheres (sopa) rasas de manteiga (30 g)

– água para cobrir e cozinha

– Sal a gosto

Modo de Preparo:

1- Coloque as bananas em uma panela, cubra com água e leve ao fogo. Deixe cozinharem por 20 minutos e reserve.

2- Descasque-as e passe-as pela peneira (ou amassar), formando um purê.

3- Coloque este purê em outra panela, acrescente o leite de côco e leve ao fogo, mexendo lentamente até que o purê fique cremoso e brilhante.

4- Junte o sal e a manteiga. Misture, desligue o fogo e reserve.

B) Papillote de Namorado com Leite de Côco:
 
 
 
 
 

 

– 4 pedaços de Namorado de 200g cada

– 1 cebola picada à julienne

– ½ pimentão amarelo picado à julienne

– 4 ramos de coentro (ou a raíz do coentro) picado miudinho

– ½ pimenta dedo de moça (sem semente) picado à julienne

-1 limão grande

– 200ml de leite de côco

– sal e pimenta do reino a gosto

– azeite de oliva

 Equipamento necessário: Papel alumínio e um tabuleiro

 

Modo de Preparo:

1- Cortar 4 pedaços de papel alumínio com cerca de 60 x 30 cm. Dobrar cada pedaço ao meio.

2- Fazer uma cama com um pouco de cebola e pimentão para colocar com peixe. Colocar um pedaço de peixe em cada pedaço de papel. Salpicar o sal, a pimenta, o coentro e o limão.

3- Distribuir a cebola, o pimentão e a pimenta (opcional) pelos 4 papillotes.

4- Fechar parcialmente o papillote (pelas laterais) e acrescentar o leite de côco.

5- Fechar o papillote por completo e levar ao forno, já pré-aquecido em 210º por 20 minutos. Servir imediatamente.

Delícia Tropical (Caipirinha quente de manga com sorvete de côco e calda de Maracujá) 

vinho harmonizado: neste cas foi um só: Santa Carolina Sauvignon Blanc Late Harvest 2006: delícia

Manga flambada

 – 1 manga em cubos

– 20g de açúcar

– 15ml de cachaça

– 1 pauzinho de canela

Modo de Preparo: Levar as mangas, açúcar e canela ao fogo baixo até derreter o açúcar. Acrescentar a cachaça e flambar. Retirar a canela e reservar. 

Calda de maracujá

 – Polpa de 1 maracujá

– 15 ml de água (uma colher de sopa)

– 40g de açúcar

– 1 pauzinho de canela

– 1 cardamomo

Modo de Preparo: Levar todos os ingredientes ao fogo baixo e deixar cozinhar até ficar em ponto de calda. 

Montagem:

– 4 bolas de sorvete de côco (tapioca também fica ótimo!)

Em um prato, coloque primeiramente a manga flambada, em seguida, a bola de sorvete e, por fim, despejar a calda de maracujá. Servir imediatamente.

Ops! Vou ter que preparar a sobremesa para fotografar novamente… que sacrifício!!!!

Perdi meus óculos e acabei encontrando algo muito melhor!

Depois de uma deliciosa manhã chuvosa no SFMOMA fomos almoçar no restaurante Anchor & Hope que fica ali pertinho e do qual eu tinha lido uma maravilhosa crítica com uma foto tentadora de um Lobster Roll. O lugar é o máximo! Fica num bequinho escondido, dentro de um galpão reformado, com seus canos e tubulação aparente, mesões de madeira e muito charme nas paredes. O menu é especializado em peixes e frutos do mar e a cada descrição do cardápio a indecisão aumentava! Bem, não para mim. Eu fui decidida a comer o sanduiche de lagosta. E acertei. Estava maravilhoso. Com uns pedaços enormes e tenros de lagosta, servido num brioche fresquíssimo! Ai… Comeria dois! Mas o fish and chips e o clam chowder também eram minhas opções e pelo que vi nas mesas do nosso lado, não decepcionaram!

Saímos todos muito satisfeitos e prontos para a nossa aventura da tarde. Porém, no meio do caminho, me dei conta que havia deixado meus óculos de sol no restaurante… Nesta mesma noite telefonei e perguntei, mas como o restaurante estava lotado ninguém pode me ajudar. O mesmo aconteceu no dia seguinte. Decidi, então, voltar ao restaurante pessoalmente para perguntar. As 4h em ponto da quarta-feira eu estava na porta do restaurante que abre para um HAPPY HOUR COM OSTRAS E STOUT POR USD 10!!!!!!! Que delícia! Que surpresa! Que bom ter perdido online slots estes óculos!

Eu juro que não poderia ter acontecido algo melhor naquela tarde, pois além de tudo estávamos com fome, mas como teríamos um jantar cedo, não poderíamos comer muito. Só um “lanchinho” com ostras! E para a acompanhar, também pedimos as batatas fritas Anchor & Hope. Polvilhadas com queijo parmesão e ervas e servidas com um garlic aïoli. O que era aquilo??? Acho que era para ajoelhar mas eu não entendi!

Normalmente não retorno a um restaurante durante uma viagem para ter a oportunidade de conhecer outros lugares, mas eu perderia meus óculos milhões de vezes se eu soubesse que a recompensa seria assim…

P.S. No final, recuperei os óculos e já não voltei ao Anchor &Hope. Mas sempre resta uma esperança!

Independência ou… Moqueca!?

Claro que eu escolheria moqueca e comeria até morrer para não ficar na mão dos portugueses!!!

Ainda estou naquela fase down. Não deveria nem chegar perto do fogão… Mas se eu não fizer isso o que vou fazer? Ir ao shopping deprimida? Meu marido me mata e depois me faz passar a maior vergonha devolvendo tudo o que comprei! hahaha Brincadeirinha só prá deixar o posto mais animadinho! Ele é um anjo!

Pensei, sim, em cozinhar, mas ainda estava sem muita inspiração. E como hoje é o feriadão da Independência no Brasil pensei em algo para homenagear nossa Pátria tão querida! Feijoada, nem pensar. Não teria tempo hábil… Pão de queijo, já tenho um montão no freezer… Arroz com feijão é a comida de todo dia aqui em casa. Então que tal uma moqueca? Excelente idéia já que o clima aqui no D.F. anda pedindo algo hearty!

Comecei a separar meus ingredientes e vi que só tinha um pouquinho de azeite de dendé. E azeite de dendê é o único ingrediente que não encontro por aqui. Disso não proclamarei minha independência… Valeria a pena gastá-lo? Ai que dúvida. Caí em depressão novamente!… E por que não deixá-lo de fora e preparar uma moqueca capixaba? Nem pensar! Moqueca prá mim tem que ter dendê. Gosto é da baiana!

Então vamos a luta, filhos da Pátria! Vocês verão com quanto dendê se faz uma moqueca! (Pelo menos para 1 porção alcança!)

Moqueca Baiana da Independência (Para 2 pessoas)

300 gr de peixe em posta (eu usei cação, mas sugiro badejo ou robalo, também)

200 g de camarão limpo (se você for limpa-los guarde as cascas para fazer caldo)

1 limão

2 dentes de alho

1/2 maço de coentro (eu adoro, se você não gostar substitua por salsa. O importante é ficar bom prá quem vai comer!)

1/2 maço de cebolinha verde

1 pimentão vermelho (gosto do vermelho pelo sabor adocicado, mas pode ser verde, amarelo (azul e branco!…) cortado em rodelas

2 tomades maduros cortado em rodelas

1 cebola cortada em rodelas

100 ml de leite de coco

1 colher de sopa de azeite de dendê

Sal e pimenta do reino a gosto

1 folha de louro

100 ml de caldo de peixe ou camarão (você pode pedir ao seu peixeiro para te dar as aparas de peixe e a cabeça para fazer o caldo. Fica divino!)

Esfregar bem o peixe e os camarões com o limão. Reservar. No liquidificador bater o alho, sal (a gosto), 1/4 do maço de coentro e a cebolinha e um pouco do leite de coco. Cobrir o peixe com esta marinada e descansar por 30 minutos.

Em uma panela de fundo grosso colocar o azeite de dendê, metade dos tomates, metade da cebola e todo o pimentão. Colocar por cima as postas de peixe e os camarões. Terminar com o restante dos tomates e cebolas. Colocar a folha de louro e regar com o leite de coco e o caldo de peixe.

Deixe ferver. Tampe e cozinhe em fogo lento por 15 minutos. Corrija o sal e a pimenta. Colocar por cima o restante do coentro picado e servir com arroz branco e pirão. Eu, particularmente, gosto de servir com farinha de mandioca torrada e fazer meu próprio pirão com o caldinho!

Ah!… Independência ou Morte!

Quase me esqueço de dizer que adoro colocar uma pimentinha neste prato maravilhoso. Mas deixo ao gosto do freguês! Prá mim, a pimenta Comari do Pará é a que combina melhor com peixe! Esta veio de contrabando numa malinha!…