Começando a semana com sopa de batata baroa: ou seria melhor dizer…

Sopa Cremosa de Batata Baroa

Sopa Cremosa de Batata BaroaBatata Salsa, Baroa, Mandioquinha, Cenoura Amarela… qual outro nome este delicioso e multifacetado tubérculo tem aqui no Brasil?

Difícil achar quem não goste dele com qualquer destes nomes e em suas mais variadas preparações. Aqui em casa todo mundo é fã do seu sabor levemente adocicado e textura suave.

Por isso, para curtir este frio, no melhor estilo comida que nos faz bem, nada melhor que fazer uma sopa cremosa de… – minha parceira paulista que me perdoe mas vou chamar de batata baroa, pode ser?

Receita de Sopa Cremosa de Barata Baroa

– 1 kg de batata baroa

– 1l de água

– 500ml de caldo de frango (eu faço o caldo em casa com os ossos do peito de frango)

– algumas folhas de salsão (10 unidades, pode ter um talinho tb)

– 3 dentes de alho

– sal e pimenta do reino a gosto

– fio de azeite

– Para finalização: um pouco de creme de leite fresco ou requeijão e cebolinha picadinha

Modo de Preparo:

Descascar e cozinhar as batatas em panela com água. Na panela onde será feita a sopa, refoque o alho picado com um fio de azeite. Assim que estiverem levemente dourados, acrescente as batatas (não jogue a água fora, reserve) para refogar um pouco. Acrescente o caldo e quando levantar fervura, desligar. Transferir o conteúdo da panela para o liquidificador e bater até ficar um creme homogêneo.

Aquecer novamente a panela, colocar um fio de azeite e retornar com o creme e rofogá-lo. Se o creme estiver muito grosso, acrescente um pouco da água que cozinhou a batata baroa. Coloque as folhas de salsão e deixe cozinhar um pouco. Ajuste o tempero com sal e pimenta do reino. Retire as folhas de salsão.

Na hora de serví-la bem quente, coloque-a nos pratos e finalize com uma colher de creme de leite fresco (ou requeijão – ambos funcionam bem) e um pouco de cebolinha finamente picadas.

Aqueça-se! Bon apetit!

 

 

Frio e chuva combinam com feijão branco!

Este tempo frio e chuvoso de São Paulo é um excelente convite para uma tigela de sopa. Tenho visto nos restaurantes propagandas de “Festival de Sopas”. Mas, meu amigo, quem se anima a sair com esse clima? Além do trânsito que isto ocasiona? Paulistano sofre!

Resolvi, então, colocar aqui uma receita de sopa que é fácil e deliciosa. Além de usar um dos meus ingredientes favoritos: feijão branco! Eu acho este feijão super cremoso e com um sabor inconfundível. E é super versátil. Uso para cozidos, sopas, bruschettas e até mesmo saladas. Ah! E faço com ele um patê diferente e muito chic. Ok! Antes que todas vocês saiam pedindo a receita eu a coloco aqui, também!

E assim, quem se anima a ir para o fogão? \o/ \o/ \o/   Nossa… Quanta gente!!!

Uma amiga comentou que ela adora o blog mas que nunca fez nenhuma receita pois acha tudo aqui muito difícil e profissional! hahaha Adorei.

Então esta receita é em homenagem as leitoras fiéis e preguiçosas. São duas etapas* muito fáceis e que terá um resultado surpreendente no final!

 

Sopa de Feijão Branco e Pancetta com Gremolata

200 gr de feijão branco (eu usei o italiano canellinni. Pausa para um comentário: use os melhores ingredientes que você encontrar no mercado. Afinal, é você quem vai comer esta comida e se deliciar no final).

1 tomate

1 batata (eu usei 2 batatas vermelhas pequenas)

1 cabeça de alho inteira (isso mesmo!)

2 folhas de louro

1 ramo de alecrim

1 ramo de tomilho

azeite de oliva, o quanto baste

100 gr de pancetta (outra vez… mas se não tiver use o bacon)

1 cebola pequena picada finamente

2 talos de salsão cortados em cubos

750 ml de caldo de frango

sal e pimenta do reino a gosto

1/2 xícara de salsinha verde picada

1 dente de alho finamente picado

raspas de 1 limão siciliano

 

Coloque o feijão de molho conforme as instruções da embalagem. Se usar o feijão canellinni em lata, desconsidere esta etapa.

Após demolhar, coe o feijão e coloque em uma panela e cubra com água. Leve ao fogo e deixe ferver por 1 minuto. Coe o feijão, volte para a panela. Este processo serve para liberar os gases do feijão. Sabe aquela história do “pum”? Isso evitará que aconteça!!!

Voltemos à panela. Coloque o tomate, a batata, a cabeça de alho e as ervas amarradas com barbante de cozinha para facilitar sua vida na hora de retirá-las. Cubra com água. Leve ao fogo alto e deixe ferver. Assim que ferver reduza o fogo, tampe e cozinhe por 2 horas. Este processo poderá ser feito na panela de pressão. Porém reduza o tempo de cozimento para 30 minutos. O feijão deve estar tenro mas não desmanchando. 

Retire as ervas coe o feijão caso haja água excedente. Retire a pele dos tomates, da batata e corte o alho ao meio. Amasse tudo com um garfo fazendo um purê. Reserve.

Em uma panela aqueça o azeite e acrescente  a pancetta. Frite até dourar. Acrescente a cebola e o salsão e deixe refogar até que a cebola murche e fique translúcida. Adicione o purê de batata e misture bem. Coloque o feijão nesta panela e o caldo de frango. Deixe ferver em fogo baixo por 10 minutos. Tempere com sal e pimenta do reino a seu gosto.

Para a gremolata misture a salsinha com o alho, bem picadinhos e as raspas de limão.

Servir a sopa com uma colher de gremolata por cima.

 

* Mais a etapa da gremolata. A gremolata pode ser misturada na manteiga amolecida para fazer uma manteiga perfumada, ou sobre um peixe ao forno…

 

RECEITA BÔNUS!!! Bata no processador de alimentos o feijão já cozido, com alho, suco de limão siciliano e azeite até virar uma pasta grossa. Acrescente tomilho e tempere com sal e pimenta do reino a gosto!

Celebrando com amigas

Sopa de abóbora

Sopa de abóboraProposta de jantar leve para uma noite mais leve ainda!

Ontem, preparei uma aula jantar com harmonização de vinhos para um grupo de amigas. Como era um jantar apenas para mulheres, fiz um menu bem leve, mas muito saboroso. Enviei o cardápio para uma amiga que é sommelier (eu não tenho a menor competência para isso!), Luciana Sammarco, e escolhemos 2 vinhos por prato.

O resultado foi uma noite muito divertida, regada com sabores especiais, lembranças e muito vinho! Vale a pena experimentar!

Os vinhos escolhidos foram vinhos na faixa entre R$40,00 a 60,00.  Um dos desafio foi testar um vinho tinto com o prato principal que era um peixe. Não é que ficou legal!

Vamos às receitas!!!! (todas servem 4 pessoas)

Sopa de Abóbora com cubinhos de Salmão Desidratado e Queijo Coalho

Vinhos que harmonizamos:  Espumante Pizzato Brut – Vale dos vinhedos – Brasil: foi o que ficou mais legal/ Chardonnay Lariviere Yturbe 2007 – Partida Limitada – Mendonza Argentina: o vinho era legal, mas não funcionou tão bem.

 A) Salmão Desidratado 

– 300g de filet de salmão

– 300g de sal grosso

– 300g de açúcar

 Equipamento necessário: papel PVC e uma grade

 

Modo de Preparo:

1- Misturar o sal grosso com açúcar. Reservar.

2- Limpar o salmão, abrir o papel filme, fazer uma camada com metade da mistura de sal com  açúcar. Colocar o salmão sobre esta cama e cobrí-lo com uma nova camada da mistura. Em seguida, cobrí-lo com papel filme e vedando-o completamente.

3- Fazer alguns furinhos no plástico com uma faca, na parte superior e inferior do peixe, tomando cuidado para não perfurá-lo.

4- Levá-lo à geladeira por pelo menos 6 horas, sobre uma grade e um prato, para recolher o líquido.

5- Após este período, lavar o salmão. Está pronto para utilização. 

 

B) Sopa de Abóbora

 – 600g de abóbora

– 1 cebola pequena picada em cubos

– 2 dentes de alho

– 1 talo de salsão inteiro

– 1 folha de louro

– 1 ramo de tomilho

– 2 colheres (chá) rasas de gengibre ralado

– 3 colheres (sopa) de azeite de oliva

– 600ml de água ou caldo de legumes

– 1 colher (sopa) rasa de melado

– sal e pimenta-do-reino a gosto

– 10 grãos de coentro amassado

 Para finalizar:

– 100g de queijo coalho em cubinhos

– 100g de salmão desidratado em cubinhos

– 4 raminhos de coentro

Modo de Preparo:

1- Levar a abóbora ao forno para assar até ficar mole.

2- Em uma panela, colocar o 2 colheres de azeite e levar ao fogo. Quando estiver quente, refogar a cebola, 1 alho e o salsão. Acrescentar a polpa da abóbora e refogá-la. Juntar o caldo de legumes, gengibre, sal e pimenta-do-reino.

3- Cozinhar até que a abóbora fique macia. Retirar o salsão, o louro e tomilho e descartar.

4- Bater a sopa no liquidificador até ficar homogênea.

5- Colocar ao outra colher de azeite na panela. Refogar o outro alho espremido. Levar a sopa ao fogo novamente até que fique um creme homogêneo, acrescentar o melado e ajustar o sal, se necessário.

6- Na hora de servir, colocar a sopa no prato a ser servir e acrescente o coentro, os cubinhos de salmão desidratado e do queijo coalho.

 *Nota: pode-se substituir o salmão desidratado por defumado, se necessário.

Papillote de NamoradoPapillote de Robalo com Leite de Côco e Purê de Banana da Terra

Vinhos harmonizados: Amaral Sauvignon Blanc 2009 – Leyda Valley – Chile: bem legal e também funcionou com a sopa / Pacífico Reserve Sur  Pinot Noir 2008 – Ciricó Valley Estate Grown – Chile: também ficou ótimo com o prato. Não conseguimos um acordo sobre o que ficou melhor… na dúvida, prove os dois!

A) Purê de Banana da Terra:

– 6 bananas-da-terra bem maduras

– 200ml de leite de côco

– 2 colheres (sopa) rasas de manteiga (30 g)

– água para cobrir e cozinha

– Sal a gosto

Modo de Preparo:

1- Coloque as bananas em uma panela, cubra com água e leve ao fogo. Deixe cozinharem por 20 minutos e reserve.

2- Descasque-as e passe-as pela peneira (ou amassar), formando um purê.

3- Coloque este purê em outra panela, acrescente o leite de côco e leve ao fogo, mexendo lentamente até que o purê fique cremoso e brilhante.

4- Junte o sal e a manteiga. Misture, desligue o fogo e reserve.

B) Papillote de Namorado com Leite de Côco:
 
 
 
 
 

 

– 4 pedaços de Namorado de 200g cada

– 1 cebola picada à julienne

– ½ pimentão amarelo picado à julienne

– 4 ramos de coentro (ou a raíz do coentro) picado miudinho

– ½ pimenta dedo de moça (sem semente) picado à julienne

-1 limão grande

– 200ml de leite de côco

– sal e pimenta do reino a gosto

– azeite de oliva

 Equipamento necessário: Papel alumínio e um tabuleiro

 

Modo de Preparo:

1- Cortar 4 pedaços de papel alumínio com cerca de 60 x 30 cm. Dobrar cada pedaço ao meio.

2- Fazer uma cama com um pouco de cebola e pimentão para colocar com peixe. Colocar um pedaço de peixe em cada pedaço de papel. Salpicar o sal, a pimenta, o coentro e o limão.

3- Distribuir a cebola, o pimentão e a pimenta (opcional) pelos 4 papillotes.

4- Fechar parcialmente o papillote (pelas laterais) e acrescentar o leite de côco.

5- Fechar o papillote por completo e levar ao forno, já pré-aquecido em 210º por 20 minutos. Servir imediatamente.

Delícia Tropical (Caipirinha quente de manga com sorvete de côco e calda de Maracujá) 

vinho harmonizado: neste cas foi um só: Santa Carolina Sauvignon Blanc Late Harvest 2006: delícia

Manga flambada

 – 1 manga em cubos

– 20g de açúcar

– 15ml de cachaça

– 1 pauzinho de canela

Modo de Preparo: Levar as mangas, açúcar e canela ao fogo baixo até derreter o açúcar. Acrescentar a cachaça e flambar. Retirar a canela e reservar. 

Calda de maracujá

 – Polpa de 1 maracujá

– 15 ml de água (uma colher de sopa)

– 40g de açúcar

– 1 pauzinho de canela

– 1 cardamomo

Modo de Preparo: Levar todos os ingredientes ao fogo baixo e deixar cozinhar até ficar em ponto de calda. 

Montagem:

– 4 bolas de sorvete de côco (tapioca também fica ótimo!)

Em um prato, coloque primeiramente a manga flambada, em seguida, a bola de sorvete e, por fim, despejar a calda de maracujá. Servir imediatamente.

Ops! Vou ter que preparar a sobremesa para fotografar novamente… que sacrifício!!!!

Você já foi a um jantar húgaro?

Gulyas - sopa de carne e legumes húngara

Antes de partir para o México, uma amiga húngara, convidou-me para um jantar típico, que ela mesmo prepararia, para que conhecéssemos um pouco mais da suas tradições.  Eu nem pestanejei, aceitei na hora, afinal, a combinação pessoas divertidas + comida feita com carinho já é irrecusável. Quando se adiciona ainda o fato de ser um jantar húngaro original, fui ansiosa para ver o que teria por lá…

Ela preparou tudo desde o pãozinho da entrada, até as sobremesas, com a maior riqueza de detalhes. A culinária húgara usa e abusa da páprica, que tempera, dá cor e aquece! Uma delícia! Especialmente para este friozinho  que está chegando…

O melhor de tudo é que ela topou dividir estas receitas com todos aqui.  Então, vamos ao que interessa, com receitas e fotos da Orshi!

Nota: Reparem as porcelanas. Pois é, elas também são típicas de lá… linda!

Receitas húngaras com o toque da Orshi

Lecso - comida húgara refogado de pimentão cebola e tomateLecso

– 1kg de pimentão vermelho
– 500g de tomate
– 1 cebola grande
– 4 colheres de sopa de óleo
– 1 colher de sopa de páprica
– 2 ovos grandes (ou 3 pequenos)

Modo de preparo:
Retire os talos e as sementes dos pimentões e corte em tiras de um centímetro de largura. Pique também os tomates e a cebola. Refogue a cebola no óleo até ficar transparente. Acrescente os pimentões e os tomates. Corrigir o sal e tampá-lo e deixar cozinhar por cerca de dez minutos ou até os legumes estejam macios. Quebre os ovos e mexa. Também pode colocar lingüiça em rodela para torná-lo mais de uma refeição completa. Você pode servir com arroz, nhoque ou sozinho.

Gulyas - sopa de carne e legumes húngaraGulyas
– 4 batatas cortadas em cubos

– 4 cenouras cortadas em cubos

– 1 cebola grande picada em cubos

– 500g de carne da sua preferência limpa cortada em cubos (músculo é uma ótima opção mas é necessário cozinhar bem para ficar macia)

– 2 fatias de bacon (sem gordura, apenas a carne do mesmo)

– 1 colher de sopa de páprica (doce ou picante – de acordo com sua preferência – eu amo a picante)
Modo de preparo:

Aqueça o óleo e refogue a cebola até que fique translúcida. Acrescente a carne e toucinho com sal, pimenta e páprica e cozinhe-o a ser bem feito. Adicione os legumes na panela e adicione o máximo de água que você precisa cobrir todos os legumes. Feche a tampa e cozinhe em fogo baixo até que todos os legumes estejam macios.
Enquanto a sopa está cozinhando, faça o Nhoque.

nhoque, gnocci, noqui húngaroNhoque de trigo

– 2 colheres de sopa de farinha

– 1 pitada de sal

– 1 colher de chá de água (ou o quanto baste para a farinha dar liga)

– Água para cozinhar o nhoque

Note que este nhoque não é o que estamos acostumados a comer no Brasil. Até o seu formato é diferente.

Misture a farinha com uma pitada de sal e água. Apenas adicione água suficiente para fazer a mistura farinhenta pegajosa, mas não muito duro. Colocar a água para ferver. Quando levantar fervura, com o fogo ainda ligado, Pegue a massa e passe por uma peneira grossa, jogando-a direto na água (ou se não tiver a peneira, corte em pedacinhos bem miúdos).

Chicken Paprikas - Frango com pápricaFrango na Páprica
– 1 kg de peito de frangoem cubos
– 1 cebola grande em cubos
– 2 colheres de sopa de óleo
– 1 colher de sopa de páprica
– 1 2/3 xícaras de creme de leite
– 1 colher de sopa de farinha de trigo

Modo de Preparo:
Esquente o óleo, refogue a cebola,  misturando ocasionalmente. Adicione a Páprica. Acrescente os cubos de frango e deixe cozinhar bem. Reduza o fogo, adicione o sal, pimenta do reino, como desejado.
Misture o creme de leite com a farinha até ficar homogêneo. Acrescente ao frango em fogo baixo.
Sirva tanto com bolinhos de massa, nhoque, macarrão ou arroz. Delícia!!!

madar tej - Leite de pássaroMadar Tej (Leite de Passaro)

– 2 litros de leite

– 1 fava de baunilha

– 3 ovos

– 1 colher de açucar de confeitero para as claras (raspinhas de 1 limão também dão um toque saboroso)

– 100 gramas de açucar para o leite

– Canela para decorar

 Modo de Preparo: Leve o leite (menos um copo) para ferver com a baunilha. Enquanto isso, bata as claras em neve dura, acrescente o açúcar. Cozinhe as colheradas da clara no leite. Assim que elas estiverem, cozidas (resistentes), retire e reserve-as.  Dissolva as gemas no leite frio e acrescente esta mistura, ao leite quente. Adicione também o açúcar. Cozinhe até engrossar um pouco (Ele não é grosso, a textura dele é líquida cremosa). Deixe esfriar, retorne com as claras cozinhas. Sirva frio e salpique um pouco de canela em pó por cima.

As pastinacas de Gordon Ramsay e meus chuchus…

Estava assistindo ao programa “F Word” do chef  Gordon Ramsay, que aqui no México é transmitido pela BBC e pelo canal Casa Club TV e o chef estava indignado pela falta de interesse dos Britânicos pelo parsnip (Pastinaca sativa – foto). Em português a tradução é cherovia em flor, chirívia, chirivia, cherovia, cherivia, cherívia, cheruvia ou pastinaga, mas não me lembro de tê-la visto no Brasil enquanto lá morei.

Para quem nunca viu este programa, chef Ramsay contrata uma equipe de não cozinheiros para cozinhar para convidados e estes decidem se pagam ou não pelo jantar. Muito bem… O parsnip entrou como acompanhamento no prato principal que consistia de um peito de frango servido com purê de batatas.  Quando o chef  foi ao salão perguntar a seus convidados como estava o prato principal ninguém citava o suculento peito de frango, mas a delícia de descobrir parsnips glaceados, deliciosamente crocantes por fora e “aguadinhos” por dentro.  E o chef questionava: “E por que não comem parsnip em casa?”. A resposta era comum: “O quê? Esta raiz insossa, sem gosto e aguada? Substituir um delicioso purê de batatas por um purê de parsnip? Nem pensar!”

Estes comentários logo me remeteram o nosso delicioso (!) chuchu (Sechium edule). Sempre gostei do chuchu exatamente pela quantidade de água que contém e para mim tem um sabor todo peculiar – será que só eu consigo senti-lo?

Ademais me lembro muito da minha avó que fazia um chuchu com carne moída que era de lamber os beiços e pedir para repetir. Acredito que o que acontece com o chuchu, igualmente que com o parsnip, é que muita gente não sabe como utilizá-lo. Ou é um refogadinho ou um suflê e morre aí a criatividade com um ingrediente tão versátil como este.

Roberta Sudbrack tem feito uma extensa pesquisa sobre esta hortaliça. Infelizmente, morando atualmente no México, ainda não tive a oportunidade de provar nenhuma de suas criações mas tenho acompanhado pela internet toda essa sua proeza!

Também aprendi a comê-lo cru. Quando trabalhei no finado Restaurante Mocotó, em Londres, servíamos uma salada de chuchu cru que era um sucesso. Nada mais é que chuchu cortado em julianas muito fininhas com uma Salse Remoulade: Chuchulade. Bem brasileiro!

Mas aqui no México sua utilização é ampla e vem desde a época dos Astecas. É utilizado em saladas, cremes, recheados, gratinados, sopas, bolos e tortas. Para os não tão light, chuchu empanado e frito fica delicioso! 

Tenho muitas receitas, e divido com vocês uma sopa que, além de deliciosa, é muito fácil. Se quiserem saber de outras, fico feliz em enviá-las.

Chuchu muito versátil

Sopa Creme de Chuchu

1 ou 2 tiras de bacon picadas
1 cebola media, cortada em cubos
sal e pimenta do reino a gosto
5 xícaras de caldo de galinha, caldo de legumes ou água
2 folhas de louro
1 batata pequena, cortada em cubos
4 chuchus médio, descascados e sem sementes cortados em cubos
1 xícara de creme de leite fresco
cebolinha e limão para guarnecer

Em uma panela grande, frite o bacon picado lentamente em fogo baixo  até toda a gordura desprender e o bacon ficar crocante. Reserve. Adicione a cebola picada, sal e pimenta e refogue, mexendo ocasionalmente, até ficarem macias, cerca de 5 minutos. Adicione a batata e o chuchu e refogue por uns minutos. Acrescente o caldo de frango, folhas de louro e cozinhe 20 minutos ou até que os legumes estejam macios. Descarte a folha de louro e processe os legumes com o caldo no liquidificador ou blender. Volte para a panela e adicione o creme de leite. Se preferir um creme menos espesso passe a mistura por um coador. Deixe ferver, corrija o sal, lembrando-se de que o bacon agregará um quê salgadinho ao final. Salpique com o bacon e cebolinha picados e sirva imediatamente com fatias de limão.

Para uma versão mais light, substitua o bacon por 2 colheres de sopa de azeite de oliva e omita o creme de leite, ou use um fat free.